Bandeira de Angola
JESUÍTAS EM 
ANGOLA
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Bairro MM. de Quifangondo
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LUANDA      ANGOLA
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Jesuítas em Angola
(Março de 2001)


I - ACTUALIDADE
 
1.- O Padre Estêvão Jardim acaba de chegar (1 de Março) da sua viagem quase de saudade, por terras de Moçambique. Traz muitas histórias para contar, todas, é claro, da simpatia com que foi recebido! Agora, mais descansado, está já a entrar a fundo em todos os trabalhos pastorais, desde a paróquia até aos retiros mensais e confissões nas casas religiosas e até às visitas aos diferentes centros do Apostolado da Oração, alguns deles com uma vida religiosa e associativa bastante intensa. De 11 a 18, já vai a Menongue, pregar aos padres da Diocese e tomar contacto com o Apostolado da Oração naquela diocese do Sul de Angola.
2.- A 9 de Fevereiro, chegaram os dois juniores Nlando Faustino e Pedro Pereira Tomás, que emitiram a sua profissão religiosa no dia 4, dia de São João de Brito. Agora, durante cerca de um mês, visitam a família e preparam a ida para re-começarem os seus estudos de Filosofia.
3.- A Quaresma veio acelerar uma série de acções pastorais que tocam de forma especial ao Padre Casimiro Gaspar na Paróquia e ao Padre João Paulo Mukonkole na Capelania da UCAN (Universidade Católica de Angola). Pela sua parte, quer o  Paulo Inglês quer o Luís Amaral, cada um na proporção dos seus encargos, viram acrescentadas as solicitações de ajuda e de apoio, quer nas actividades juvenis na paróquia quer também no apoio à capelania da Universidade Católica.
4.- O Ernesto Agostinho acabou por seguir no dia 16 de Fevereiro para o Noviciado da Beira, via Harare. Ali, teve o apoio e acompanhamento VIP, por parte do Américo Tarcísio, apoiado pelo Padre François Chanterie. Seguiu para Moçambique a 17, mas, antes de chegar à Beira, teve que dormir em Chimoio, por causa das cheias. Ficou hospedado no Convento Franciscano, tendo seguido para o Noviciado, no dia seguinte, dia 18, nada menos que com uma boleia do Senhor Arcebispo da Beira, D. Jaime Gonçalves. Com o Ernesto, são agora cinco os angolanos a fazer o seu Noviciado na cidade da Beira (Moçambique).
5.- Nos finais do mês de Fevereiro, começou a circular, uma vez concluídas as burocracias, o novo carro "Nissan Primera", oferecido à nossa Comunidade pelo Padre Geral, através do FACSI. Assim, o cansado Renault 4 vai agora recuperar de tanto trabalho diário, ao longo de cerca de oito anos.
6.- Para os que conhecem o nosso Bairro Mártires  de Quifangondo (ou Bairro dos "Martes", como se diz e até se escreve em letra de forma), damos uma boa notícia: as Ruas 12 (da Igreja) e a 6 foram cobertas com um saibro arenoso, que, depois da passagem do cilindro, ficaram uma maravilha... Era bom que agora não chovesse e que as mamãs não continuassem a atirar para lá com os seus baldes de detritos e de água suja...

II. - DO "SERVIÇO JESUÍTA AOS REFUGIADOS"(JRS)

1.- A Irmã Marlene Wildner, Directora do JRS-Angola, tem já uma companheira da sua Congregação Religiosa a viver consigo em Luanda. É também brasileira e chama-se Andreia Barbosa do Nascimento.
2.- Entretanto, o JRS-Angola, dado o aumento dos deslocados e suas crescentes necessidades, sentiu-se na obrigação, como dissemos no número anterior, de abrir mais serviços de apoio. A sua acção, fora das escolas, pauta-se pela colaboração com outras ONG e sobretudo procura, segundo a sua vocação última, apoiar, ajudar e defender (advogar) os deslocados e refugiados em todos os seus problemas.
3.- Durante a Semana Santa, vamos ter aqui a visita do Padre Luís Magriña, Director Internacional do JRS, e o Padre Joe Hampson, Director do JRS na Região da África Austral.
 
III. - JESUÍTAS ANGOLANOS FORA DA PÁTRIA

Com o Ernesto Agostinho, no primeiro ano do Noviciado, estão agora no segundo ano o José Moma, o Zacarias Ngola, o Zeferino Canjamba e o Zeferino Venâncio. Por sua vez, os dois "bracarenses" Inácio Mandjolo e Avelino Ngangula, estão a recomeçar as aulas (2.º semestre) depois das provas do primeiro semestre, assim como os dois "congoleses" Albano Carlos e Dumbo Soma, a estudar em Kimwenza. O Américo Tarcísio, em Harare (Zimbabwe), vai quase a meio do segundo semestre. Enquanto o Nlando espera ainda a sua "guia de marcha" para a Filosofia, o Pedro já preparou a documentação para se dirigir a Kimwenza, quando receber as ordens necessárias...

IV. - IGREJA EM ANGOLA

1.- A Universidade Católica de Angola recebeu a 8 de Fevereiro, com "moderada" alegria, a notícia da nomeação do seu Reitor para Arcebispo de Luanda, contrastando com o aplauso e o contentamento geral dos católicos luandenses, que vêem nele um digno sucessor do Cardeal D. Alexandre do Nascimento. A sua tomada de posse será a 24 de Março. Ainda não se sabe como será administrada a Universidade Católica a partir desse dia, embora se suponha que terá que ser indigitado um novo Reitor, dentro de algum tempo.
2.- A Rádio Ecclesia iniciou a 4 de Março uma nova programação, em que se abriu mais espaço para a informação religiosa, em três tempos diários (cinco minutos de "agenda" às 7.30, 15 minutos de informação antes do terço das 18 horas, e 30 minutos de "Ecclesia Ecuménica", às 20 horas). Depois de testada esta experiência, caminhar-se-á para outros programas de índole religiosa, sobretudo nos fins de semana.
Entretanto, está a avançar a preparação dos trabalhos de expansão da sua emissão para todo o espaço nacional, via satélite. Calcula-se que, ainda antes do fim deste ano, várias dioceses estarão em condições de receber as emissões da Rádio Ecclesia ao longo de todo o dia.
3.- Na Livraria das Paulinas de Maputo foi lançado, no fim de Fevereiro, o livro "Comunicação Humana Básica -  Comunicação para formação pastoral". É a tradução portuguesa do primeiro volume de um curso sobre comunicação, preparado a pedido das Conferências Episcopais de África Oriental (AMECEA) e das Conferências Episcopais da África Austral (IMBISA) para oferecer um texto de apoio aos Seminários e Casas Religiosas de Formação, segundo as orientações da Igreja no "Guia para a Formação dos Futuros Padres sobre os Instrumentos de Comunicação Social". A este texto, impresso em Moçambique, seguirá em breve um segundo, "Comunicação, Cultura e Comunidade" e, mais tarde, um terceiro, "Comunicação na Igreja e na Sociedade". Este livro é uma co-edição com as Paulinas de Angola e está acessível na sua Livraria de Luanda. Este primeiro volume começará a ser utilizado, em Maputo, não só nos Seminários, mas também na Escola de Jornalismo que existe ao nível do ensino médio.

V.- SOCIEDADE ANGOLANA

1.- São notórios os esforços pela paz que se sucedem quer em Angola, quer noutros países pela acção de grupos e de pessoas relacionadas afectivamente com este país. As opiniões dividem-se sobre os caminhos a seguir, mas todos concordam no fim a atingir. Sucedem-se os colóquios, as assembleias e as reuniões de grupos, sensibilizando a sociedade civil para a urgência de se chegar à tão desejada paz. E cada vez mais se sente a realização do Salmo: "Se não for o Senhor a construir a casa, em vão se esforçam os que a querem construir". Que a oração não cesse!
2.- O Carnaval foi relativamente animado na Avenida Marginal, como se pôde ver pela televisão. Mas, no resto da cidade e do país, muito pouco ou nada! Falta ânimo, mesmo a este povo de natural tão expansivo, para qualquer tipo de folguedos - é a explicação mais provável, apesar da abundância de meios postos à disposição e do apoio dos políticos.
3.- Entretanto, aquando da discussão do Orçamento Geral do Estado, na Assembleia Nacional, a Oposição exigiu a presença do Primeiro Ministro (que, como se sabe, é, em acumulação desde 1998, o Presidente da República), mas quem veio apresentar o documento foi o Ministro da Administração Interna (Nandó). Corre, desde essa altura o boato de que o Ministro Nandó foi ali "fazer o exame" da sua candidatura a Primeiro Ministro... Será mesmo? Só o futuro o dirá.
 

VI - JESUÍTAS EM ANGOLA

   Os Jesuítas em Angola trabalham em dois níveis, e em três grupos diferentes: a um nível, existe uma Comunidade Religiosa, sediada em Luanda; a outro nível, actuam duas ONG, nascidas no seu seio: uma internacional, o "Serviço Jesuíta aos Refugiados", com serviços em Luanda, Viana, Lwena, Uíge e Negage, e outra portuguesa, "Leigos para o Desenvolvimento", a trabalhar em Benguela.

   A Comunidade Religiosa de Luanda é constituída por seis membros: João Caniço, Estêvão Jardim, Casimiro Gaspar, João Paulo Mukónkole, Luís Amaral e Paulo Inglês. Tem a seu cargo a Paróquia de São Francisco Xavier e colabora com a Universidade Católica, a Rádio Ecclesia, os Seminários Médio e Maior e ainda com diversas Congregações Religiosas e outros Movimentos de Pastoral.

  As duas ONG, com 19 membros activos, estão empenhadas em programas de instrução, de formação e de desenvolvimento social, através da educação familiar rural e da formação profissional, sem descurar, ao lado de outras instituições, a sensibilização da opinião pública para as graves questões sociais que carecem de solução neste País.
 


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