+ Poesia Antonio Pereira (Apon)

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Espaços vazios

Parabéns

Como artista

Meu sol

Aguardando

Solidão

Pulmão nosso

Cultura

Graziela

Atire a pedra

Nossa matemática

Verso

Meu Brasil

Esquinas

Da essência

Drogas

Oração das mãos

O ébrio

Obrigado

O artista

Lembrando

Precipício

O viajante

Entalhes

Amar

Mais amigo

Dor

A flor

A pedra

Inimigo

Mulher

Inspiração

O homem busca

O tempo

Sertão mar

Dialética

Na arte da Vida

Pensamentos

Poesias para ouvir.

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Inspiração - A pedra - Inspiração II

Endereço da paz

Espaços

Vazios

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Você! Por que enche de coisas vazias o seu vazio?

Levanta!

Pega a vida que deixou estendida ao solo.

Grita!

Expulsa de você esse mórbido vazio.

Busca!

Busca a vida em cada coisa, em cada instante,

Em cada olhar. E não restará espaços vazios...

Ninguém pode estar vazio!

Quando há tanto a se dizer, a se fazer, a se amar...

Vamos gente!

Expulsar esse vazio, mudar o mundo, fazer do mundo um mundo melhor...

...um mundo sem vazios, pois foram homens vazios que mataram Cristo,

que mataram Gandhi;

foram homens vazios. Que marcharam com Hitler, que assassinaram Lennon e Sadat...

É, foram vazios...

Vazios!

Como vazias foram as suas idéias, as suas armas, os seus feitos.

Vamos gente!

Erguer a cabeça. Como o sol que se ergue todos os dias. Sem vazios e sem medos.

Medo.

Medo, angústia

angústia, vazio

Vazio. Espaço aberto na mente. Que se preenche com o bem ou com o mal.

Se o mal domina o homem cai, se o bem domina enchendo o vazio, o homem se eleva,

o homem se eleva,

se eleva.

Como artista

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Semear um tempo novo,

semear um novo amanhã.

Acreditar que é possível:

criar,

transformar,

mudar...

não aceitar

o não e o talvez.

Despir a mortalha cômoda

do não ser possível;

tecer oportunidades,

plasmar possibilidades,

redescobrir probabilidades.

Não abortar os sonhos,

não desertar da esperança,

não abdicar da luta.

Semear,

semear educação, cultura...

desnudar as pedras do caminho

e como um artista,

pintar um novo alvor

no horizonte de cada geração

que por ti passa...

Homenagem ao Colégio Duque de Caxias

Aguardando

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Um pro outro

Eu, você, nós dois.

O bem do amor,

uma resposta ao tempo.

Sob medida,

do fundo do meu coração.

Ficar com você

é tudo que sonhei;

frente a frente

sedução na pele,

transpiração contínua

e prolongada "ïntimidad."

Mas...

O tempo não para.

Olhos de farol

nos espreitam,

aguardando o "play",

o bicho solto

que é ouvir você...

Poema feito a partir de títulos de CDs

Pulmão nosso

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Pulmão nosso,

que está na natureza.

Preservada seja a vossa existência;

venha a nós o vosso ar puro,

seja praticada a coerência

no Brasil

e em todo o mundo.

O oxigênio nosso de cada dia

dai-nos hoje e sempre;

perdoa as nossas depredações,

a medida que deixarmos nossa inconseqüência.

Não nos deixeis sucumbir à poluição,

mas livra-nos dos interesses econômicos.

Pois teu é o futuro,

a esperança e a vida para sempre.

Que assim seja!

Graziela

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Graça feita menina

reluzente poema

alquimia perfeita

zelosa magia do criador;

irradia alegria

em seu sorriso traquino,

luminoso e sereno hino,

auto-retrato do amor.

Sonho feito criança

ouro do meu coração

único e real tesouro,

zênite,

alvor!..

Deus te fez vida,

irmã da criação,

alma e jornada;

sublimação.

 

Nossa matemática

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Seria bom se fossemos um só,

mas a sabedoria da natureza nos fez dois

para aprendermos a somar.

Quando o tempo nos subtrai um do outro,

e a distância nos divide

o pensamento multiplica o sentir,

elevando o coração à potência do amor,

onde a saudade equaciona os sonhos

que prenunciam

a felicidade de nossa soma

Meu Brasil

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Esse não é o meu Brasil;

deseducado, desdentado, desnutrido,

desumanizado...

Crianças mendigam nas sinaleiras,

prostituem-se nos guetos das "monstropólis",

e as chacinas

mostram a sina

de quem cometeu o crime de pobre nascer.

Em um circo mal "collorido"

anões sem graça

fazem a triste "mágica"

de sumir com o dinheiro do pão,

do velho que morre na fila,

da escola que não pode ensinar a lição.

O meu Brasil é lindo!..

tem criança sorrindo,

tem escola e tem pão,

tem velhos contando história

e jovens com a História na mão.

Meu Brasil,

não é essa caricatura hipócrita

que esconde

na falsa indulgência oficial,

a indigência real,

que joga seus filhos

na sarjeta do desemprego,

no lodaçal da marginalidade,

nas cadeias da miséria.

Meu Brasil,

não é esse monstro egoísta

que mata seu povo,

perseguindo um pseudoprogresso.

Meu Brasil é lindo!..

é um país plural

onde todos trabalham rindo,

pois todo mundo é igual.

Meu Brasil tem a cara pintada,

não como as marionetes

de uma massa manobrada,

mas com o verde e amarelo

"de um povo heróico"

com seu "brado retumbante".

Da essência

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O que emana da essência

ë essencialmente eterno.

Na concepção essencial do ser,

amizade é semente de luz

que faz desvanecerem as sombras,

tingindo de vida

a paisagem tenebre do cotidiano

pigmentando o mormaço cromático

dessa selva de homens.

oração das mãos

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Senhor! dai-me mãos que não apertem gatilhos,

mas que livrem outras mãos de apertarem-nos.

Dai-me mãos que não se desesperem,

mas ajudem as mãos desesperadas.

Dai-me mãos que não humilhem,

mas que perdoem a humilhação.

Dai-me mãos que não roubem,

mas que ensinem outras mãos a não roubar.

Senhor! dai-me:

mãos que livram e que ajudam,

mãos que perdoam e que ensinam.

Senhor! dai-me:

Mãos que semeiam e que guiam,

mãos que acariciam.

Senhor! dai-me mãos!

Mãos que se encontram e que pacificam,

mãos que amam.

Senhor! dai-me:

Mãos que toquem e que salvem,

mãos que anestesiem a dor.

Dai-me senhor:

Mãos que pedem e agradecem,

mãos que oram.

Senhor! dai-me mãos que ensinem

outras mãos a serem mãos.

com seu "brado retumbante".

Obrigado

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Obrigado aos nãos que me ensinaram a dizer sim,

e às lágrimas que me ensinaram a sorrir.

Obrigado aos espinhos que me mostraram

onde está o perfume da rosa,

e as pedras nas quais tropecei,

pois me ensinaram a não cair.

Obrigado:

Aos covardes que me deram a vergonha de ter medo

e aos mentirosos,

pois me ensinaram a buscar a verdade.

Obrigado trabalhador urbano e rural.

Obrigado professor.

Obrigado aos amigos e colegas

e a toda essa gente

que anda nas ruas buscando um espaço.

Obrigado ao artista:
músico, poeta, pintor;

obrigado ator, gente, Deus...

Obrigado a grandeza das pequenas coisas.

Senhor! obrigado por eu estar aqui,

e poder dizer obrigado.

 

 Lembrando

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A convulsão do átomo,

dilacera o marcapasso da razão

no peito da História;

é feito estufa o planeta

no efeito inconseqüência;

mulheres de barriga vazia,

carregam no útero cheio

mais um herdeiro da fome.

Por um verde sonho

Amazônia Mendes,

cai ecológico mais um chico.

Homens matando-se:

em batalha$ $anguinolenta$,

laboratório$ e prancheta$,

linha$ de produção.

Eu?..

Lembro Gandhi e Cristo!

Digo:

"Deus em mim, saúda Deus em ti"

pois:

"Pai perdoai-os!

Eles (ainda) não sabem o que fazem."

 

 O viajante

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Ele chegou ao fechar da madrugada

e sem bater,

entrou em nossa casa,

falou de felicidade,

poetizou um novo dia,

fez das flores uma harmonia

e da tristeza uma ilusão.

Ele iluminou nosso caminho,

aqueceu os corações,

acendeu as esperanças,

exorcizando a solidão.

Agora se despede

como um andarilho,

que vem apenas de passagem.

Ele não pode ficar,

vai visitar outros cantos,

outra gente...

Mas sabemos:

ele volta!

Então,

por que nosso lamento?

Vamos escutar o que diz a noite,

a lua,

as estrelas.

Amanhã o sol tornará a nos visitar.

 

 Amar

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Amar, é dividir as dificuldades do hoje

para somar as alegrias do amanhã,

subtraindo de cada dor

uma lição de vida

para a multiplicação das forças

na equação da esperança.

Os problemas, compõem a secante do destino

a realçar o arco do trabalho

no qual, a flecha da fé

agiganta a circunferência do existir,

onde o raio da perseverança

plasma o diâmetro da vitória.

 

 Dor

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Da dor faço verso,

no verso narro a vida,

na vida busco um sonho,

no sonho

encontro a esperança;

na esperança a busca,

na busca a luta,

na luta a vitória,

na vitória

o termo da dor.

A pedra

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O distraído nela tropeçou,

o bruto a usou como projétil,

o empreendedor, usando-a construiu,

o campônio, cansado da lida.

Dela fez assento,

para os meninos foi brinquedo,

Drummond a poetizou,

Davi matou Golias...

Por fim;

o artista concebeu a mais bela escultura.

Em todos os casos,

a diferença não era a pedra

mas o homem.

Mulher

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Síntese da síntese humana,

frágil e forte,

bela e fera.

Do seu ventre nasce o mundo,

nasce o homem

que julga tudo poder,

mas sucumbe à sua doce sedução.

Ela que era a "Amélia",

motorista de fogão,

maestrina das panelas;

já não é mero utensílio de cama,

é mulher com letras garrafais,

é gente que sabe o que quer e faz,

é a guerreira do dia-a-dia,

um ser sofrido

que não perdeu a poesia

do seu doce ser.

O homem busca

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Te busquei:

na mais profunda filosofia,

na teologia,

antropologia;

na ciência eu te procurei!

Não te encontrei nos livros,

nos discos,

nos vídeos...

você não estava na mídia,

não era peça de marketing

nem título em CD-ROM.

Te desencontrei nas metrópoles,

no alvoroço do dia,

na orgia da noite...

Só agora percebo

que todo o tempo

estavas a meu lado,

estavas em todos os lugares,

mas o orgulho científico

e a vaidade intelectual

me cegavam,

mas hoje te sinto

em sua grandiosa simplicidade;

e te digo:

Deus. Estou aqui e preciso de você!

Sertão mar

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A seca seca a terra,

seca a gente,

seca a vida.

Seca a morte que tem sede de viver

para matar a sorte de quem subvive

brincando de sobreviver.

Nefastos coronéis sugam suor e sangue

dessa gente que nem sabe assinar o nome,

dessa gente que morre de fome

para alimentar a gula do poder.

O nordeste?..

O nordeste é um latifúndio

onde latem fundo as desigualdades,

onde a miséria dita as ordens

e o analfabetismo é seu feitor,

na democracia do chicote

o cabresto marca o X do eleitor

para escolher seu carrasco e sua dor,

esse feudo fede a morte:

é o corpo faminto

que cai indigente

em meio a lavoura que o tempo secou,

é o vômito arrogante

do coronel prepotente

que se autodeificou.

É o descaso

que leva ao ocaso

um povo escravo da dor

é a dor que alimenta a morte

que mata a vida, assassinando a sorte.

Mas o nordestino é forte!

Faz de esperança o seu farnel.

Pega seu pau de arara,

vai pedir a "Padin Ciço"

que traga à terra um pouco de céu.

Canta e reza,

para espantar seus males,

quebrar maus olhares,

pedir água a Deus.

Lembra o Mestre Vitalino

que com a beleza de um menino

fez no barro o caxixi.

E o capitão Virgulino

que do cangaço foi ladino

foi um mito,

foi um rei.

De canudos ecoou um grito!

Era o profeta conselheiro

dizendo ao povo brasileiro:

"o sertão vai virar mar",

quando a seca deixar de ser

um objeto no mercado da política,

quando a miséria não mais alimentar o poder,

quando o desmando enfartar o peito do coronelismo,

quando o analfabetismo calar e o povo disser não,

quando o chicote quebrar,

quando o cabresto partir...

"o sertão vai virar mar".

Na arte

da vida

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Acima de tudo.

acima da mente,

acima da gente,

há um Deus, que é artista

o artista que pintou o céu,

que esculpiu os montes,

que ensinou dança aos peixes.

O artista que deu poesia à flor.

Que modelou os astros,

Que ensinou canto aos pássaros.

O artista que fez da terra o cenário para encenação de sua obra suprema, a vida.

A vida é uma arte e na arte da vida você é o artista,

Faça da sua vida uma tela colorida.

 

Parabéns

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Aniversário:

É tempo

de rever as pegadas

impressas no livro da vida,

revisitar as sementes

lançadas ao vento,

colher do tempo

as flores que se plantou.

É tempo

de reeditar os acertos,

corrigir as garatujas

que algum desacerto rascunhou.

É tempo

de fazer do presente

um trampolim pro futuro,

e do futuro

mais que um sonho

uma conquista!

Por fim,

é tempo

de te dizer:

Parabéns.

Meu sol

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Um sol

que aquece meu peito

dando luz a meu ser,

me inspira

a desmentir a tristeza,

buscar a certeza

de tudo vencer.

Um sol

que recria a alvorada

quando é noite a minh’alma.

Um sol,

sol em forma de gente

num sorriso de filha

que me chama:

papai.

Solidão

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Solidão

é um vazio que enche o peito,

um sonho desfeito

como uma flor que murchou.

É o que resta

do que não restou,

o que fica

de quem não ficou.

Mas a solidão em seu vazio

também é um convite:

ao reflorescer,

despir o tempo passado,

passar a limpo o presente,

construir um futuro;

com sonhos,

com flores,

sem solidão.

 Cultura

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Homens cultos,

com sua cultura

tecem asas,

alçam o céu.

Mas o povo vive ao léu,

ao bel-prazer

de homens incultos,

que se travestem de cultos,

para na cultura

da incultura popular,

cultivarem o seu poder.

 Atire a pedra

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O amor:

é nó ou laço,

espinho ou flor;

é lágrima, orvalho,

pedra, asa

ou mero amor!

É céu, inferno,

fogo ou água,

caminho, descaminho

quem não trilhou?

o poeta, o guerreiro,

a prostituta, o padeiro,

o negro, o branco,

o asno, o professor.

Atire a primeira pedra

aquele que nunca amou.

 Verso

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As flores que plantei

secaram no jardim,

os sonhos que sonhei

o tempo pôs um fim.

A vida desertou

do amor que eu vivi

e vivo o desamor,

de um amor que não sorri.

Do passado

doces lembranças,

no presente

insensata distância,

o futuro?

Hermético mistério

de uma história

que um dia,

foi um verso de amor.

 Esquinas

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As esquinas tortas

dessas ruas certas,

traçam a rota incerta

dessa multidão.

Assistem os passos

dessa turba inquieta

em sua anônima conturbação.

Sem nomes

os rostos se confundem,

na solidão homogênea

da heterogênea profusão.

Ninguém conhece ninguém

além das esquinas tortas

dessas ruas (in)certas.

 Drogas

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Droga é veneno,

maldita química de ilusão,

morte em vida,

desdita

numa malvista contramão.

É derrota mascarada de prazer,

desprazer marginal:

a overdose,

a bala no peito,

a página policial;

o vício,

a loucura,

o suicídio,

a morte social.

 O ébrio

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Vestindo mais um gole

despe a razão,

afoga a vida

no copo frio

do frio balcão,

etílica sina

de quem subvive

em tragada ilusão.

Dignidade perdida,

alma ferida;

corpo doente,

queda indolente

no vazio do chão.

Palavras rotas,

versos tortos

de uma antipoesia

que a boêmia riscou.

 O artista

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Interpretando no real o ideal

corporifica o pensar,

vivifica a criação.

Nas asas do imaginário:

chorar, sorrir,

morrer, viver...

que importa?

O artista

é um "ser ou não ser",

é uma eterna questão,

um camaleão parabólico

pronto para captar o universo,

universalizar o termo

do provincianismo das (in)certezas

que manietam os homens.

Nos palcos, nas telas,

nos sons ou nos passos.

O artista

reedita a vida.

 Precipício

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Não há brinquedos

nas mãos dos meninos,

os brinquedos morreram

nas mentes dos meninos.

A inocência sucumbiu à malícia,

a fantasia cedeu ao vício

e o adulto cruza os braços

ante o precipício das ruas.

Sorrisos se apágam,

a picula agora é fuga,

as mãos ostentam armas,

as cabeças cheiram cola,

a vida tropeça,

o destino aborta.

E os adultos?

Os adultos cruzam os braços

ante o precipício das ruas.

 

  Entalhes

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Tornar a vida uma arte

como o artista;

que da matéria bruta

cria a beleza,

concebe a harmonia.

As dores são para a vida;

o que o cinzel,

o escopro

e a goiva

são para a obra prima.

Viver

é esculpir esperança,

modelar vontades,

dar forma a alegria,

aparar arestas das dificuldades,

desbastar o medo,

polir com amor

e envernizar com esperança

a vida tornada arte.

  Mais amigo

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Amigo:

é o encontro nos desencontros,

presença na solidão,

certeza na incerteza;

coadjuvante na dor,

parceiro na alegria.

Amigo

é o verso que falta

em nossa poesia.

É palavra para o nosso silêncio,

cor para o acromático cotidiano,

brisa para o mormaço dos dias,

diálogo para o monólogo hodierno.

Amigo;

é o minuto perfeito nas horas imperfeitas,

água para a semente,

semente para a terra,

terra para a árvore,

árvore para a flor,

flor para o fruto.

Fruto para alimentar de esperanças

um mundo melhor,

mais amigo, como você.

   A flor

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Quem plantou ventos

pensando não colher tempestades,

deturpou a vida

pois viver é semear e colher.

Colher a dor, quem dor plantou,

colher a flor

é para quem semeou o amor,

amor, essa semente pequenina

que nos torna gigantes

diante dos insensatos

semeadores do rancor.

A vida é um jardim,

onde daninhos ódios

carecem ser banidos

e a rasteira erva da mediocridade

precisa ser extirpada.

Para que a flor,

a mais bela flor

possa perfumar os corações

irmanando os homens

em um amplexo de paz.

Inimigo

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Inimigo é o amigo

que ainda não fizemos,

é a pedra bruta

que desconhece a mão do artista,

é a terra inculta

aguardando a dadiva do plantio;

inimigo é escuridão

enquanto tarda a alvorada,

é a estrada

onde ainda não se caminhou.

Inimigo é o desargumento

de quem, sem argumento

subtrai o amor.

Inspiração

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Poema em forma de mulher,

sutil harmonia,

beleza singela;

Seus olhos morenos

São versos serenos,

Serena alquimia

digna de um grande pintor.

Sorriso concreto

de abstrata magia,

voz em melodia,

cabelos em flor.

Se eu fosse poeta

te faria poesia,

Se não tivesses nome

certamente te chamaria:

Inspiração.

O tempo

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Tudo tem seu tempo

data,

hora,

seu momento!

Tempo de plantar e de colher,

calar e falar,

viver e morrer,

amar e amar.

Tem tempo de ter tempo

e tempo de tempo não Ter.

Tem tempo

em que é melhor dar um tempo

Para ver

o que o tempo nos vai reservar.

Dialética

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Paixão é efêmera chama

que arde e fenece na carne,

amor é fogo

que marca a alma.

Paixão é rio que passa,

amor é mar que fica.

Uma é asa de Ícaro,

o outro a ousadia de Prometeu.

A primeira encarcera,

o segundo liberta.

Paixão é garatuja de desejo,

Amor, a plenitude de dois seres.

Paixão se encontra em qualquer esquina;

na volúpia dos sentidos,

no irascível orgasmo da ilusão,

na copula do nada com coisa alguma.

O amor?

Ah. O amor...

O amor é outra história.

Pensamentos

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O poeta nada cria, apenas transforma em versos o que a vida quer ditar.

O vicio é máscara de ilusão para a personalidade perdida.

Se tudo te parece difícil e seus objetivos afiguram-se impossíveis, lembra que a árvore frondosa, um dia, foi pequenina e frágil semente.

A felicidade não se improvisa, não se compra nem se ganha. Se constrói.

As dificuldades da vida, longe de nos deterem, devem servir de estímulos à nossa capacidade de superar as situações adversas.

Não nos desgastemos com aquilo que ainda não podemos fazer, concentremos nosso animo e nossas energias naquilo que já pode ser feito.

O futuro é a semente que plantamos ontem, a planta que cuidamos hoje, para merecer os frutos do amanhã.

 

A vida como um jardim, tem as suas estações; a primavera da infância, o verão da juventude, o outono da maturidade e o inverno da velhice.

Quem não luta por aquilo que acredita, é porque não acredita na sua capacidade de lutar.

Quem usa seu tempo para cumprir com seus deveres, não tem tempo para criticar os deveres não cumpridos pelos outros.

A educação moderna carece menos de novos métodos e mais de "velhos" ideais.

O professor é um soldado sem trincheira, em meio a guerra entre a educação e a política.

Viver é reciclar os erros do passado convertendo-os em acertos para o futuro.

A fé não é uma objeto que se possa comprar no mercado das religiões de improviso.

 

Para os ricos, Deus se mostrará pobre; para os racistas ele se lhes mostrará negro. E para os humildes e puros de coração, ele se mostrará Deus.

A violência é o passatempo dos ociosos.

É preciso dinheiro para fazer a guerra. Basta amor, para fazer a paz.

O amor não morre com a distância, mas a distância aos poucos mata a gente...

A arte não muda. Transforma.

Mais que uma reforma agrária, precisamos uma reforma humana.

Criar é despir a mortalha do convencional.

O agora, é um fato. O depois, uma hipótese.

Filosofar é garimpar idéias na alquimia da razão.

O amor as vezes dói. Mas não amar também, dói.

O amor tem cor de sonho, forma de esperança e gosto de vida.

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