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Sexta-feira,
01 de de 2002


 


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Notitia
 

Karla Monteiro   <karla@no.com.br>


A redatora Rosana Hermann tecla pelos cotovelos. Internauta de carterinha, consome pelo menos 12 horas do seu dia teclando. É do tipo que fala sem tirar o olho – e a mão – do computador. Para se ter uma idéia da compulsão, Rosana atualiza diariamente três sites pessoais (www.tv.blig.ig.com.br, www.bigbrother.blig.ig.com.br, www.farofa.com.br). E mais. Recebe e responde uma média de 500 emails por dia. Sem contar, claro, que ganha o pão nosso de cada dia grudada na tela. Nas últimas semanas, o vício confesso rendeu-lhe mais diversão e trabalho. Foi Rosana quem botou na boca do povo em primeira mão os nomes completos e as fotos dos participantes do Big Brother Brasil. Graças a ela também os telespectadores ficaram sabendo que a versão global do programa inventado pelos holandeses tinha cheiro de mutreta. A internauta descobriu, depois de muita pesquisa na rede, que boa parte dos participantes não era exatamente de anônimos, como divulgou a emissora, e que cinco dos selecionados (Bruno Saladini, Vanessa Pasquale, Kléber de Paula, Sérgio Henrique Corrêa de Araújo e Adriano de Castro) para amargar 50 dias na casa construída no Projac não tinham feito a inscrição para concorrer à vaga. “Eu ia colocando no ar as minhas descobertas e a Globo dava explicações pelo site dela. Os jornais e televisões fizeram matérias baseadas nas minhas informações”, diz. “Depois de tantos anos assistindo à Globo, a Globo estava me assistindo”.

Falhas na seleção

Deu um bom trabalho fuçar os bastidores do Big Brother Brasil. Primeiro, Rosana deu uma olhadela na lista dos 12 mil pré-selecionados divulgada pelo site da Globo. Depois, conferiu a listagem dos 12 finalistas, que dava apenas o primeiro nome, o Estado, a idade, o signo e a profissão dos vencedores. Cruzou os nomes e descobriu falhas inexplicáveis no processo de seleção. “Pegue o exemplo do Bruno. O nome dele é Bruno Saladine. Mas este nome não está no listão dos pré-selecionados. Ok. Pode ser nome artístico. Eu aceito. Mas se é nome artístico como é que no Fantástico mostraram a família dele, todos com sobrenome Saladini?”, pergunta. “Eu fico p. da vida quando tentam me fazer de burra”.

De burra, Rosana não tem nada. Para detonar em primeira-mão as fotos e os nomes completos dos habitantes do planeta Big Brother, ela seguiu um raciocínio simples: “quem gosta de aparecer, gosta de aparecer sempre”. Com este pensamento na cabeça, esmiuçou o site Penetra, que cobre festas de famosos, candidatos a famosos e anônimos absolutos. Pronto. Nas páginas do Penetra, deu de cara com fotos de toda a fauna da gaiola global. Assim revelou, por exemplo, que Xaiane do Big Brother era a mesma Xaiane que havia posado nua, sentada em um vaso sanitário, para a revista Gracie Magazine, destinada aos amantes do jiu-jitsu.

Antes de virar a pedrinha no sapato da Rede Globo, Rosana estava no rastro de Sílvio Santos e sua Casa dos Artistas. Com a ajuda de outros internautas, ela cobriu 24 horas por dia o programa do SBT, acompanhando pelo sistema pay-per-view de uma TV por assinatura as agruras de Supla e sua gangue. “Viramos uma central de informações do Casa dos Artistas. Eu fotografa a tela e colocava no site junto com comentários e informações em primeira mão. Uma série da Bárbara (Bárbara Paz) e do Supla no chuveiro foram parar no site Morango”, lembra. O site de Rosana com as notícias da Casa dos Artistas chegou a ser visitado, nesse período, por uma média de 120 mil pessoas diariamente. “Acho que a Casa dos Artistas era um programa de quase famosos vivendo como anônimos. No Big Brother Brasil, são quase anônimos vivendo como famosos", diz.

Big Brother na Record?

A paixão da redatora por reality shows começou bem antes da febre do voyerismo pegar no Brasil. Em 1999, Rosana já acompanhava o Big Brother holandês pela web. “Eu ficava louca com o programa. Passava horas discutindo com o meu marido, que é psiquiatra”, lembra. Na época, a redatora era apresentadora do “Fala, Brasil”, programa de notícias da Rede Record. Como tinha acesso à direção da emissora, ela tentou várias vezes emplacar a idéia. Mas nunca lhe deram ouvido. “Eu falava para o diretor artístico Marcos Aragão e ele não me dava bola. Realmente estava fora de contexto há dois anos. Mas eu sabia que esse tipo de programa ia virar sucesso aqui também”, lamenta. “Tentei vender a idéia dos holandeses até para o Gugu Liberato. Não deu certo. Acredite se quiser: eu tentei inclusive comprar os direitos do Big Brother sozinha. Custava cerca de 5 milhões dólares. O dinheiro não deu”.

Graduada e pós-graduada em Física, Rosana, 45 anos, sempre trabalhou com comunicação, tendo a Internet como braço direito. Hoje comandante de uma espécie de agência de publicidade que cria propagandas contextualizadas, a Synapsys, ela já percorreu todas as emissoras abertas, inclusive a Globo. Quando ancorava o “Fala, Brasil”, da Record, deu exemplo de como a web podia fazer milagres. Com a ajuda do ICQ, descobriu brasileiros na Turquia que funcionaram como correspondentes diretos do terremoto que arrasou o país. “Eu lia a mensagens no programa e recebia ligações de telespectadores chorando. Criei uma rede de correspondentes em várias tragédias só usando a web”, conta.

Outra peripécia da redatora que ficou famosa, com entrevista no programa Jô Onze e Meia, do SBT foi a divulgação do The Hunger Site, onde era possível fazer doações com apenas um click para miseráveis no mundo inteiro. “Achei esse site e mandei o endereço para 1.000 pessoas. Uns foram passando para os outros. Com isso, o Brasil tornou-se o primeiro lugar no mundo em doações. O The Hunger serviu de exemplo para a criação do Click Fome, do Betinho”, conta, orgulhosa.


Para ler mais em no.
A estréia de BBB [30.Jan.2002]
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