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Curiosidades


• O Árbitro
• Rebaixamento que não houve

O Árbitro
Nos primeiros anos do futebol, eram as próprios jogadores que acusavam as infrações, pois os ingleses acreditavam no cavalheirismo de quem participava do jogo. Esse hábito verificou-se, muitos anos depois, numa partida entre as seleções do Brasil e Argentina, disputada em Buenos Aires. Jogo duro que estava empatado em um gol, quando a Argentina marcou um segundo. Depois que o juiz havia confirmado o gol, acreditem, um argentino correu para ele e pediu para anular o tento porque havia cometido infração antes. É claro que, entre os fleumáticos ingleses, sempre havia os mais espertinhos, os "menos britânicos", que se continham e deixavam de acusar suas infrações, criando problemas. A Liga Inglesa passou a buscar uma solução que veio em 1878, ao decidir pela colocação em campo de mais um participante, o "referee", encarregado de apontar as faltas. Para assinalar o jogo faltoso, o "referee" ganhou, como equipamento, uma bandeirola vermelha de 15x15 centímetros. Três anos depois, isto é, em 1881 a bandeirola foi posta ao lado, sendo substituída pelo apito, instrumento que, silvado, interrompia com maior facilidade o jogo. Essa evolução ganhou maior força a partir de 1894, quando se determinou que, as decisões do "referee" eram irrecorríveis. No Brasil, durante longo tempo, o "referee" foi chamado de juiz. A partir de 1964, quando ocorreu a revolução que implantou o regime militar, as autoridades recomendaram à imprensa que, para diferenciar o juiz de futebol do magistrado, se usasse outra designação surgindo, assim, a de Árbitro.

Rebaixamento que não houve
A divulgação precipitada feita pela imprensa denominando um dos grupos do Campeonato Paulista de 1991 deixou a falsa imagem de que o São Paulo F.C. fôra rebaixado e obrigado a disputar o “Paulistinha”.

Não ocorreu rebaixamento nenhum do Tricolor.

O que aconteceu foi que o São Paulo não conseguiu se classificar entre as equipes que disputariam a Quarta Fase do campeonato de 1990.

O regulamento do certame de 1990 trazia inusitado artigo:

“Art. 50 § 1º - Para o Campeonato da Primeira Divisão de Futebol Profissional de 1991, o Grupo I será constituído pelas 14 associações classificadas para disputar a quarta fase do Campeonato de 1990 e o Grupo II será constituído pelas dez associações restantes que não se classificaram para a quarta fase e mais quatro advindas da Divisão Especial de 1990.”

Explica-se, então:

O São Paulo não conseguiu se classificar entre aquelas 14 equipes do Grupo I. Figurando entre as dez restantes, foi incluído no Grupo II, composto pelas equipes teoricamente mais fracas. Foi campeão do seu grupo e dispensou o título de 91 contra o Corinthians, que fôra campeão do Grupo I.

A decisão se deu em dois jogos; no primeiro, disputado no dia 8 de dezembro de 1991, o São Paulo ganhou de 3 x 0. No segundo, com o São Paulo jogando pelo empate, disputado no dia 15 de dezembro, não houve abertura de contagem e o São Paulo foi declarado campeão.

Ainda em nosso dias algumas pessoas insistem em se referir a esse falso rebaixamento do São Paulo.

Uma coisa é classificação, e outra é rebaixamento.

Em ambas as competições, em 1990 e 1991, o São Paulo estivera participando do Paulistão e não do Paulistinha, como insistem lembrar essas pessoas.

 


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