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12/08/1904 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . CENTENÁRIO DO BOTAFOGO

De como o Eletro Club tornou-se Botafogo

Alguns impasses teriam de ser então discutidos naquela tarde quente de 12 de agosto de 1904. O nome e as cores da agremiação provocavam rachas de suar os ossos naquele grupo de garotos. Foi Itamar Tavares, que havia morado algum tempo na Itália, quem sugeriu as cores branco e preto, na vertical, como vira nos gramados italianos usarem os jogadores de uma certa Juventus de Turim. Acataram. Logo depois, acertaram que, quem quisesse ser sócio do clube, deveria pagar aos atletas-diretores uma mensalidade de 2 mil rés. Decidiram ainda que Alfredo Guedes de Mello seria o presidente da agremiação. Mário Figueiredo seria o primeiro-secretário e Alfredo Chaves, o tesoureiro. Mas o debate sobre o nome mostrou-se ainda mais acirrado. Ao final de algum desgaste de vozes e exposições de idéias, alguém observou um nome em inglês gravado num talão de cheques jogado por ali e sugeriu: “Vamos adotar como nome Eletro Club”.

Dias depois – Não foram somente aos ouvidos da avó de Flavio Ramos, dona Francisca Teixeira de Oliveira, que o nome provisório provocara dores aos ser proclamado. Mas foi dona Chiquiota, como a chamavam, quem resolveu interferir no assunto na segunda reunião do grupo, ocorrida em 18 de setembro daquele ano, para sugerir um nome pouco mais justo à proposta. “Ora, morando onde vocês moram, o clube só pode se chamar Botafogo. Por que não colocam logo o nome do bairro onde moramos?”. A proposta fora aceita. Nascia assim o Botafogo Footbaal Club.

Nos tempos dos Leões – Em principio, era a idéia. Esta desdobrou-se em proposta e, em seguida, em ação. Tinha-se um nome, cores, vozes e camisetas. Nem mesmo bola e jogadores faltavam. Adversários tampouco não faltariam. Até mesmo o escudo do esquadrão estava há tempos arquitetado –um escudo no estilo suíço, tendo todo o seu contorno em preto, calcado sobre um fundo branco onde havia o monograma B.F.C. entrelaçado, desenhado por Basílio Viana Júnior, um dos fundadores. Restava somente saber: onde diabos os meninos encontrariam espaço para dar vazão à idéia e enfim colocar a bola para rolar? O local de improviso era nobre, de nome pomposo, um luxo até mesmo para quem não era dado ao futebol. Mas o Largo dos Leões não parecia ser o lugar adequado para a prática esportiva. Prova disso era a diferença do espaço entre uma trave e outra. Todos queriam atacar à direita, onde a distância entre uma palmeira e outra, que funcionavam como balizas, era maior. Azar que seria todo do goleiro que ali defenderia. Mas seria ali, no precário campinho do Largo dos Leões, que o Botafogo mandaria seus jogos nos próximos dois anos – com o detalhe de que o uniforme alvinegro não fora até então utilizado, mas sim um tecido de malha branca, bem diferente daquele que Itamar havia sugerido. Mas naquele 1906 o time resolveu se inscrever no Campeonato Carioca daquele ano para disputar o seu primeiro torneio oficial. Antes de entrar em campo, porém, os meninos encomendaram de uma empresa de Londres, a Benetfink & Company, as camisas originais que serviram de uniforme para os jogadores até o final daquela competição.

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