O bairro de Laranjeiras se desenvolveu, como o Cosme Velho, nas margens do Rio Carioca, desde 1567, quando as terras da região foram doadas em sesmaria. A importância do Rio Carioca foi fundamental, como fonte abastecedora de água potável para o Rio de Janeiro. Aos poucos surgiram na região chácaras rústicas e luxuosas ocupadas por fidalgos e homens ricos e movidas a trabalho escravo. Mas no ano 1880 a região sofreu uma grande transformação quando a Companhia de Fiações e Tecidos Aliança se instalou na Rua General Glicério, fazendo surgir os primeiros comerciantes. A Fábrica funcionou até 1938 e fez aparecer em Laranjeiras as primeiras vilas operárias. Os bondes elétricos foram instalados pela famosa Companhia Jardim Botânico. Quando a Fábrica foi fechada, seus operários procuraram empregos nos subúrbios e a região começou a se elitizar.


Palácio Guanabara

Entrada do Parque Guinle

Com a abertura do Túnel Santa Bárbara em 1961, Laranjeiras se transformou em um importante elo de ligação entre a Zona Norte e Sul, mas o bairro ainda apresenta uma elitização e uma visível divisão social.

Laranjeiras abriga os palácios Guanabara e das Laranjeiras. O Império já acabou por anos e as árvores de laranja que deram o nome ao bairro não têm mais as raízes fincadas nas antigas chácaras, mas Laranjeiras ainda é a sede do poder. Princesa Isabel, Condessa d’Eu e os presidentes Getúlio Vargas e Fernando Henrique Cardoso foram entre eles que passaram nos palácios Guanabara e Laranjeiras. Hoje os palácios são sede do Governo Estadual e residência oficial dos governadores, respectivamente. Além dos palácios, o bairro abriga outros lugares históricos, como o Conjunto Residencial do Parque Guinle e a sede do Fluminense.

O Palácio Guanabara, construído em 1853, é amaldiçoado segundo uma lenda. Um dos escravos que trabalharam na primeira reforma da casa durante a monarquia ficou torturado por um feitor e, antes de morrer, ele lançou uma maldição: "Nenhum morador da mansão da Rua Guanabara (atual Rua Pinheiro Machado) terá tranquilidade enquanto lá viver". Verdade ou não, é difícil confirmar. No entanto, para os supersticiosos, diversos fatos históricos comprovam a lenda. A Princesa Isabel, primeira governante no Palácio, foi expulsa do lugar após a Proclamação da República em 1889. Orsina da Fonseca, a esposa do Marechal Hermes da Fonseca, morreu logo depois de o marido tomou posse e se mudou para o palácio. Em 1920, o rei Alberto da Bélgica morreu num acidente, após ter-se hospedado um mês no Palácio. O presidente Washington Luiz foi deposto em 1930. Na década de 50, o Palácio Guanabara se tornou sede da prefeitura. Oito prefeitos não concluíram o seu mandato. Em 1960, o Palácio virou sede do governo estadual.


O Parque Guinle e o Palácio das Laranjeiras


Instituto Nacional de Educação de Surdos na Rua das Laranjeiras


Prédios de boa arquitetura na Rua das Laranjeiras

O Parque Guinle ocupa vinte e cinco mil metros quadrados de bosques, jardins e playgrounds, onde está instalado um conjunto de edifícios residenciais, projeto arquitetônico de Lúcio Costa. O parque se destaca na paisagem por sua concepção plástica. O parque também abriga o Palácio das Laranjeiras, projeto do arquiteto Silva Telles, com influência francesa da época. Foi construído entre 1909 e 1914. Atualmente o Palácio das Laranjeiras é a residência oficial do governador do Estado do Rio de Janeiro.

O Estádio das Laranjeiras começou a nascer em 17 de outubro de 1902, quando a Assembléia-Geral do Clube decidiu alugar uma chácara, na Rua Guanabara, atual Pinheiro Machado, fronteira ao antigo Palácio Isabel, atual Palácio Guanabara.


Vista de Laranjeiras do fim do Século XIX


Vista de Laranjeiras

Dois meses foram necessários para que a área pudesse ser nivelada e transformada num gramado de futebol. Em seguida, foi comprado um burro, Faísca, que, com as patas enluvadas para não danificar o relvado, puxou durante anos uma máquina especialmente comprada na Inglaterra para aparar a grama. Em 1905, Eduardo Guinle, dono do terreno, mandou construir do próprio bolso a primeira arquibancada do Fluminense, ao tempo em que os sócios levantaram ali nova sede. Em 1915, às expensas do então presidente Cunha Freire, o Fluminense edificou uma geral e ampliou sua arquibancada, com setor destinado aos sócios, além de levantar uma nova e luxuosa sede. Após esses melhoramentos, o local passo a abrigar cinco mil pessoas.


 

Onde se encontra Laranjeiras


Laranjeiras em vermelho na mapa do Rio

Mapa de Laranjeiras






1 Rua das Laranjeiras
2 Estádio do Fluminense e Palácio Guanabara
3 Rua Pinheiro Machado
4 Túnel Santa Barbara
5 Palácio das Laranjeiras e Parque Guinle
6 Largo do Machado