Filosofia de quinta

Writing by Gisele Honscha on Thursday, 11 of October , 2007 at 10:51 pm

Complicado filosofar hoje. Não sei se é pela dor no estômago que me acompanha desde domingo, se é o mau-humor da TPM, ou se é pelo fato de que eu tive que caminhar na chuva, esperar 30 min para ficar em pé em um ônibus lotado e caminhar mais na chuva. Pode ser também porque depois de uma noite de quatro horas de sono, a visão de um feriado de muito trabalho não seja a mais alentadora.

Difícil filosofar assim? Por que razão? Mente e corpo não são entidades distintas? Por que a dor atrapalha meu raciocínio? Afinal, a dor é física ou metafísica?

Se eu enquanto corpo sou um ente da natureza e se eu enquanto consciência domino a natureza através da técnica, por que diabos não sinto os efeitos dos medicamentos sobre o meu corpo? Deveria a técnica agir então sobre minha mente? Ou nem deveria agir? Deveria eu apenas aguardar o processo natural da doença segundo a phisis grega?

 

A capacidade de calcular e manipular tudo o que vive, a racionalidade da animalidade, é levada ao extremo em que um super-homem tende a se tornar o sentido (Rüdiger, 2006, p. 120).

 

Acho que vou ter que aumentar a dose do remédio para a gastrite nas quintas-feiras…

Referências Bibliográficas:
RÜDIGER, Francisco. Martin Heidegger e a questão da técnica: prospectos acerca do futuro do homem. Porto Alegre: Sulina, 2006.

 

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Category: Filosofia de quinta

Essas pós-modernidades

Writing by Gisele Honscha on Thursday, 11 of October , 2007 at 3:41 am

Quando eu comecei com essa história de blog, me vi obrigada a aprender alguns códigos de HTML. Aí a vontade de mudar algumas coisas no layout fez com que eu aprendesse um pouquinho mais. Nada muito complexo, veja bem, eu sempre fui uma pessoa muito mais de palavras do que de imagens. Só que as ferramentas de blogs evoluíram, assim como suas linguagens e códigos, e eu me perdi no meio caminho.

Moral da história: atualmente eu dependo de templates (ainda se fala template ou é termo obsoleto?) prontos e estou apanhando para fazer um layout próprio. De agora em diante entro numa fase de testes e adaptações, então, não se assunte se a cada visita encontrar um layout diferente por aqui. Afinal de contas, nada mais pós-moderno do que um blog com design cambiante.

 

O fenômeno do design gráfico cambiante é identificado e caracterizado através de manifestações que não adotam projetos de identidade visual estável, rompendo com os padrões e regras do design funcionalista do alto Modernismo (Kopp, 2002, p.106).

 

Referências Bibliográficas:
KOPP, Rudinei. Design gráfico cambiante: a instabilidade como regra. In: Revista Famecos, n. 18, 2002. Porto Alegre: Edipucrs.

 

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Blogodependente

Writing by Gisele Honscha on Tuesday, 9 of October , 2007 at 1:48 pm

É tosco, mas é engraçado.

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Category: Blog

The best of 80’s: greatest hits vol. I

Writing by Gisele Honscha on Saturday, 6 of October , 2007 at 4:54 am

Sabe quando no final de uma sexta-feira vem aquela sensação gostosa de está chegando o grande momento da semana? Instantes de um verdadeiro clímax que tem como desfecho uma baita noitada, muita IMC*, muita música, muita gargalhada, muitos flashes e, claro, uns e outros de ressaca no dia seguinte?

Durante muitos anos o roteiro das minhas sextas era basicamente aula - casa de alguém - aquecimento - festa. Na verdade era o roteiro das segundas também. Aos não-pelotenses eu explico: as melhores noites da cidade eram as segundas-sem-lei do Rua XV. O barzinho bombava e algumas vezes, mais pra lá do que pra cá, eu me arriscava a tentar cantar. Sim, não pensem bobagem, o “sem-lei” significava “palco livre”, basicamente. Mas voltemos à sexta-feira.

Eu saí da faculdade, comecei a trabalhar, casei, tive filho e vim para Porto Alegre (não nessa ordem old-fashioned). Mais ou menos isso significou que eu me tornei adulta. Mais ou menos. A vida deixou de ser uma permanente segunda sem-lei, mas minha mente e corpo ainda não se acostumaram. Acho que estão condicionados a “entrarem no clímax” às sextas-feiras.

Então o que faz uma jovem mãe em plena sexta à noite na frente do PC, depois de passar o dia… trabalhando na frente do PC?

Se diverte fazendo uma lista The best of 80’s: greatest hits vol. I.

Sing along and dance like no one is watching:


*IMC: Interação mediada por cerveja

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Category: Nostalgia, Música

Homenagem

Writing by Gisele Honscha on Friday, 5 of October , 2007 at 4:50 pm

Recebi uma singela homenagem entrando na lista das Belas dos Blogs. Coloco no currículo lattes, ou não?

Agradeço à menina que publicou a lista e a quem possa ter me indicado, de verdade. Fiquei toda boba, me achando, mas não pude evitar a piada, tá?

Agora eu quero a paz mundial.

Remember, beauty is found within…

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Filosofia de quinta

Writing by Gisele Honscha on Thursday, 4 of October , 2007 at 10:43 pm

As quintas-feiras me fazem pensar. Seria uma resposta sobre ficar em cima do muro?

Se, na presença da crítica, a barbárie já multiplica e disfarça suas formas, em sua ausência, ela estará à vontade para fazer do mundo até mesmo um extenso e tranqüilo palco para expor seus bizarros dotes de dança (Trivinho, 2001, p. 27).

TRIVINHO, E. O mal-estar da teoria: a condição da crítica na sociedade tecnológica atual. Rio de Janeiro: Quartet, 2001.

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Category: Filosofia de quinta

Yellow Submarine

Writing by Gisele Honscha on Thursday, 4 of October , 2007 at 1:20 am

O dono do Submarino é um cara legal. Ele me mandou um e-mail me lembrando que em 20 dias eu estarei de aniversário. Eu não tinha percebido, já é outubro!

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O tio Sub disse que eu poderia fazer uma lista de desejos para enviar para os amigos que não têm tempo de ir em uma loja. Eu fiz. Puxa, e eu que nem sabia que os amigos queriam me dar presentes! Só que o moço esse sabe das coisas, ele deu até umas sugestões de coisas que ele acha que eu ia gostar. Ele é um cara prestativo que conhece a gente, sabe?

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Category: Consumo

Eu no Estadão

Writing by Gisele Honscha on Monday, 1 of October , 2007 at 8:55 pm

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Pronto. Virei “fonte” do Estadão. Publicaram no Link a minha opinião sobre o BlogLog, ou melhor, a única coisa positiva que eu disse a respeito do portal. O ironia do resto do post foi para as cucuias. Virei boazinha. Droga!

Tudo bem. Ei Globo,  minha disponibilidade para ser personal blogger, ou ghost blogger como sugeriu outro blogueiro citado, está de pé. Já tenho esta experiência no currículo, qual o e-mail do RH?

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Category: Mídia

I’d give my heart

Writing by Gisele Honscha on Sunday, 30 of September , 2007 at 8:28 pm

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Nos últimos dias a Globo tem noticiado diversos casos recentes de transplantes de órgãos que salvaram a vida de diversos enfermos, especialmente de crianças. O objetivo é nobre: sensibilizar a população para o drama destes pacientes e suas famílias, já que o número de doações de órgãos e tecidos no Brasil está caindo.

Relatos sobre pacientes aguardam a doação de algum órgão me toca profundamente, especialmente quando se trata de crianças que precisam de um novo coração. Com propriedade eu digo: só uma coisa deve doer mais em uma mãe do que ver um filho nesta condição.

Quando meu pequeno nasceu, descobrimos que ele tinha uma má formação congênita no coração, uma doença chamada Tetralogia de Fallot. Foi o pior dia da minha vida! Quando a médica fez o diagnóstico e viu meu desespero disse para eu me acalmar, era uma doença grave, mas tinha solução. Meu primeiro pensamento foi: transplante. Saímos do hospital e fomos encontrá-la em seu consultório, uma hora depois. Esta uma hora achando que transplante seria a única solução foi uma tortura. Felizmente eu estava errada, uma cirurgia corretiva aos 8 meses foi o que bastou para deixar o coraçãozinho do meu pimpolho batendo feliz e contente. Nunca escrevi sobre isto no meu blog, portanto também não agradeci aos amigos blogueiros que doaram sangue naquela ocasião. Antes tarde do que nunca: obrigada, queridos!!

O Johann está ótimo hoje, não fosse a cirurgia por que ele passou este ano para tirar os pontos de aço do tórax, já nem lembraríamos como é a UTI pediátrica do Instituto de Cardiologia. Mesmo assim, até hoje lembro bem daquela uma hora em que pensei que teríamos que entrar em uma fila de doação de órgãos e é o que basta para eu afirmar: dói.

Diversas vezes tive vontade de ajudar quem passa por situações semelhantes, mas o máximo que fiz foi trocar algumas mensagens com outras mães em comunidades de cardiopatias congênitas no Orkut. Gosto de saber que nosso exemplo serve para levar fé e esperança a algumas famílias, mas sei que nem todos os finais são felizes.

Se a blogosfera brasileira consegue se mobilizar para levar blogueiras à Playboy, para criar a Google bombs e deixar claro que não somos macacos, por que não fazer campanhas em prol do próximo de vez em quando? Adotem uma causa, defendam uma idéia, ajudem alguém.

Minha pequena contribuição fica registrada aqui. Avise sua família que você quer que seus órgãos sejam doados caso aconteça algo, você não vai precisar mais deles. E se alguém leu este post procurando pelo termo “Tetralogia de Fallot”, pode entrar em contato comigo que eu terei prazer em compartilhar a minha experiência.

Torço para que as mães que estão com seus pequenos doentes tenham a chance de ganhar muitos beijos gostosos de seus filhos, assim como os que o meu gurizinho me dá.

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Procrastinar é…

Writing by Gisele Honscha on Thursday, 27 of September , 2007 at 5:02 pm

qrcode

Quem responder à pergunta secreta corretamente ganha um prêmio.

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Category: Procrastinar é...

Autor

Gisele Honscha. 26 anos. Gaúcha. Mestranda em Comunicação e Informação na UFRGS. Especialista em TICs. Publicitária & Jornalista. Blogueira desde 2002. Mãe do Johann. Mulher do Rodrigo. Morena de olhos castanhos por natureza. Fã dos livros de Ítalo Calvino, da música do The Gathering e do filme Forrest Gump. Nerd & Proud.