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14 Fevereiro 2008 - 12h19
Lírio da Fonseca/Reuters (arquivo)
A GNR foi chamada quase uma hora depois do início do ataque
 
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Presidente só terá sido atingido quando regressava a casa
Reinado morto quase uma hora antes de Ramos-Horta ser ferido 
11.02.2008 - 14h57 Lusa
O major Alfredo Reinado terá morrido quase uma hora antes de José Ramos-Horta ter sido baleado, revela a sequência das chamadas efectuadas para a polícia e de um pedido de ajuda feito pelo próprio Presidente timorense.

Segundo a agência Lusa, Alfredo Reinado terá sido morto minutos depois das 06h15, a hora a que foi atacada a residência do chefe de Estado, na periferia leste de Díli, afirmaram fontes policiais, fontes oficiais da missão internacional e da Presidência da República timorense.

De acordo com as mesmas fontes, o major rebelde foi morto por um dos elementos da escolta presidencial aquartelada na residência de José Ramos-Horta, no caso um soldado da Polícia Militar das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), a unidade que Reinado comandava antes de se rebelar contra as chefias militares, na Primavera de 2006.

José Ramos-Horta foi atingido pelos atacantes bastante mais tarde, cerca das 07h00, num segundo tiroteio, de acordo com as mesmas fontes, que contaram à Lusa uma sequência de acontecimentos concordante.

Pedido de socorro efectuado com uma hora de atraso

Apesar da hora a que terá começado o tiroteio, a primeira chamada para o Centro Nacional de Operações (NOC) só foi efectuada às 06h59, segundo o relatório oficial de comunicações obtido pela Lusa. De imediato, duas unidades da Polícia das Nações Unidas e da Polícia Nacional foram deslocadas para a residência do Presidente da República, a partir de Becora, na periferia sudeste de Díli.

A primeira ambulância foi chamada ao local do ataque às 07h10, segundo fonte da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT).

O subagrupamento Bravo da GNR foi chamado às 07h00, saiu do aquartelamento às 07h11 e chegou ao local às 07h15, ainda segundo o relatório oficial. Às 07h13, o próprio Presidente da República telefonou à sua chefe de gabinete, Natália Carrascalão, pedindo ajuda por se encontrar ferido.

Presidente atingido quando regressava à residência

Segundo as fontes ouvidas pela Lusa, o Presidente da República, que à hora do primeiro ataque se encontrava a fazer o seu habitual "jogging" matinal, não terá percebido que o tiroteio das 06h15 estava a acontecer na sua residência.

José Ramos-Horta foi atingido a tiro quando se aproximou de sua casa e, como revela o sangue no pavimento, o chefe de Estado caiu a cerca de 20 metros do portão da residência.

Fontes policiais ligadas à investigação do ataque afirmaram que "o grupo de Reinado procurou José Ramos-Horta nos vários edifícios da residência" após o primeiro tiroteio. Várias portas foram arrombadas pelos atacantes, segundo uma fonte da Presidência, "mas o Presidente estava fora a fazer o seu exercício".

Alfredo Reinado, segundo uma fonte da UNPol, "foi morto por um dos seguranças que conseguiu surpreender o grupo atacante dentro do recinto da residência", isolada da cidade e compõe-se de vários edifícios pequenos, em arquitectura tradicional timorense.

Nenhuma das fontes ouvidas pela Lusa adiantou qualquer explicação para o facto de a escolta presidencial não ter pedido socorro mais cedo e a tempo de evitar que o chefe de Estado fosse vítima do segundo tiroteio.

comentários
1 a 5 de um total de 25 Escrever comentário Escrever comentário   Diminuir Tipo de Letra Aumentar Tipo de Letra   Comentários Seguintes
Comentário 12.02.2008 - 13h33 - Anónimo, q
Em http://wombathole.com/dili-gence/?p=405 um residente em Timor dá uma visão um pouco diferente da história... Vale a pena verificar.
 
Comentário 12.02.2008 - 12h10 - ricardo pereira, almada
Armamento das forças terresteres portuguesas em timor é vergonhoso, demasiado pesado e desadequado para este tipo de missoes... Quem se encheu desta vez com negociatas de armamento que ninguem mais quereria ? No fim de tudo ainda se vai ver que foi morto antes porque se opunha ao assassinio do ramos... o que vale é que a justiça é à portuguesa... Quanto a golpes de estado o xanganga e cia lda sabem bem o que é pois fizeram um quando o alkatiri venceu as eleições mas teve de sair pois não queria negociar petroleo com os EUA e Australia !! Xanana e Orta são os donos da barraca e não saiam de lá de outra forma, se calhar foi mais um acto de autodeterminação de timor leste... mas estes tiveram bons rpofessores... marinhos soares e companhia quiseram fazer o mesmo aqui no burgo, foi pena foi naõ terem tido o mesmo fim...
 
Comentário 12.02.2008 - 12h05 - MRelvas, Braga
As forças australianas estão lá a fazer o quê? Eles não "gramam" os portugueses e no que dependesse deles punham a GNR de lá para fora e tornavam aquilo numa concessão de petróleo, que já é explorada por eles.Mas não querem dividir... A história está muito mal contada. Acho que os militares da GNR e os agentes da PSP devem regressar a casa para apoair o clima de insegurança no nosso país. É claro que deveriam regressar após o términus da actual comissão de serviço que lá está. PORTUGAL não deve enviar mais ninguém para lá. Andamos a pagar impostos para a segurança que se vão para TIMOR. TIMOR merece-me o melhor respeito e carinho, bem como TODAS as antigas Províncias Ultramarinas, mas temos que cair na realidade: não temos dinheiro e aquilo em termos operacionais é uma armadilha. Como se foge de uma ilha?Esquecem-se do que aconteceu lá ao nosso exército? Caiam na realidade: PORTUGAL é inseguro e precisa de mais meios HUMANOS! Desejo um rápido restabelecimento ao Presidente Ramos Horta -Prémio Nobel da Paz. Que Timor encontre o seu caminho. É preciso produzir, criar riqueza e empregos,caso contrário ali só funcionará com uma ditadura.
 
Comentário 12.02.2008 - 11h40 - Anónimo, Lorossai
Xanana e Ramos Horta, não passam de assassinos sanguinários que querem o poder a todo o custo. O pior é que nós ainda subsidiamos esses terroristas para se manterem no poder.
 
Comentário 12.02.2008 - 10h37 - Teresa Soares, Aveiro
Algo vai muito mal em Timor e os portugueses, que tanto carinho demonstraram, quando esta nação se formou, pouco entendem agora deste problema, a julgar pelos inexistentes comentários neste espaço. Trata-se de uma luta de poderes e as populações, aqui tão pobres, a quem quase tudo falta, são as eternas vítimas.
 
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