Principal
   
      Login    Cadastre-se    Fale Conosco
Imprimir
Aqui entra o form de Feedback!
Principal » Sobre Voluntariado » Entrevista da Semana
  » O que é Voluntariado
  » Biblioteca
  » Entrevista da Semana
    » Entrevistas Anteriores
  » Clipping
    » Clipping 2007
  » Agenda
  » Cronologia
  » Destaques
    » Destaques Anteriores
  » Reportagem Especial
    » Reportagens Anteriores
Entrevista da Semana

Voluntários sem Fronteiras

Aproximação dos povos, cultura de paz, globalização solidária, promoção do voluntariado são algumas das idéias que mobilizam os integrantes do Voluntários Sem Fronteiras. A ONG argentina, com sede em Buenos Aires promove  atividades de intercâmbio baseadas no social e no voluntariado. Além disso, levantam a bandeira do "Mercosul Social", considerando que a integração de nossos povos pode significar uma  ferramenta de desenvolvimento econômico e também social. Em entrevista ao Portal do Voluntário, Gustavo Curcio, diretor do Voluntários Sem Fronteiras, fala sobre os projetos da instituição e dos objetivos da viagem que fazem ao Brasil na próxima semana.

Portal do Voluntário – O que é o Voluntários sem Fronteiras e qual é sua missão?


Gustavo Curcio - O Voluntários sem Fronteiras é uma organização sem fins lucrativos que começou na Argentina em 2005. Nasceu da realização de duas experiências de intercâmbio, em 2004 e 2005, com grupos de universitários paulistas que foram recebidos em Buenos Aires . Desde sua origem, o VSF teve como base uma estrutura principalmente voluntária e o desenvolvimento de projetos com características inovadoras. Por isso, os níveis de crescimento institucional, a quantidade de membros, de organizações interessadas nas propostas, apoios institucionais e divulgação na imprensa tiveram um grande crescimento em pouco tempo.

A nossa missão é fortalecer o funcionamento de projetos sociais, utilizando para isso as ferramentas trazidas pelo intercâmbio internacional. Em outras palavras, discriminando a missão:
  1. VSF desenvolve suas ações principalmente para projetos coletivos. Entendemos por "projetos" todas as instâncias plurais que  prestam um serviço  para a comunidade, podendo ser uma típica ONG, uma área de Responsabilidade Sócio-Ambiental de uma empresa, uma universidade com Programa de Voluntariado ou um programa do Governo que dá apoio a sociedade civil ou ao voluntariado.
  2. VSF pretende fortalecer esses projetos, entendendo que as expressões plurais são as que podem trazer de forma mais efetiva melhorias para a qualidade de vida das comunidades. A partir das experiências de intercâmbio, as organizações participantes podem conhecer e melhorar seus processos de gestão (planejamento de projetos, gestão de voluntários, desenvolvimento de recursos, relação com o Governo e com empresas), fechar alianças nacionais e internacionais, informar seus participantes e ampliar o espectro de trabalho a partir das vantagens oferecidas pela promoção do voluntariado.
  3. VSF promove o intercâmbio a nível internacional, porque há uma série de princípios ideológicos de todas as ações que regulariza. Aproximação dos povos, cultura de paz, globalização solidária, promoção do vountariado são algumas das idéias que mobilizam todos que fazem parte do VSF. Além disso, promovemos o conceito do "Mercosul Social", considerando que a integração de nossos povos pode significar uma fabulosa ferramenta de desenvolvimento econômico e também social.
Portal do Voluntário –  Quando a iniciativa teve início?

Gustavo Curcio - Como explicado, o VSF nasceu de duas experiências de intercâmbio promovidas em conjunto com a Organização Paulista “Escola de Voluntários”. Em Julho de 2004 e 2005 participaram 13 estudantes e, junto a eles, vivenciamos uma série de atividades de intercâmbio baseadas no social  e no voluntariado. A experiência de 2004 permitiu principalmente três coisas:
  1. Compreender que a experiência podia se transformar em algo mais do que uma circunstância, ou seja, que tinha todas as condições para se tornar um projeto.
  2. Que seu caráter inovador não tirava em nada o potencial para intervir positivamente na comunidade e que as capacidades das pessoas e organizações participantes eram realmente tangíveis.
  3. Que estavámos gerando (sem querer) uma metodologia de aprendizado a partir da definição de uma série de atividades (voluntariado, palestras e visitas técnicas, diálogos com diversos setores da socidade, etc.) que logo se manteriam ao longo das outras experiências.
Portal do Voluntário –  Quais são os principais projetos desenvolvidos pelo Voluntários sem Fronteiras?

Gustavo Curcio - O VSF tem dois tipos de projetos:
  1. Os chamados “Projetos de Intercâmbio” ou “Projetos Internacionais”.
  2. Os “Projetos Locais” ou “de Campo”.
Dentro dos primeiros projetos acontecem as viagens de intercâmbio ao exterior, onde participam dirigentes, empregados ou voluntários de diversos projetos argentinos; e a recepção na Argentina de contingentes provenientes do exterior. Até hoje aconteceram 3 viagens de intercâmbio (São Paulo em 2005, Montevideo em 2006 e Santiago do Chile em 2007) e foram recebidos 5 contingentes em Buenos Aires, principalmente do Brasil. Além disso, o VSF está promovendo o desenvolvimento de uma Rede Internacional (REDAFI: Rede de Organizações em favor do Intercâmbio) para aumentar os vínculos e o intercâmbio em geral. A rede também propõe uma constante troca de teoria, notas e livros, o que poderia sustentar o intercâmbio humano.

A nível local, o VSF desenvolve outros 12 projetos que têm entre si quatro características comuns:
  1. Estão destinados principalmente a uma população de crianças e jovens de famílias com pouco recursos;
  2. São projetos educativos principalmente voltados para o ensino de idiomas (inglês  e português), informática e formação para jovens;
  3. São desenvolvidos em instituições comunitárias sempre de forma articulada (todos os projetos são compartilhados com uma ou mais organizações, porque estamos convencidos que é o mecanismo mais efetivo em busca de trocas sociais);
  4. Nosso voluntariado é, essencialmente, estrangeiro. O VSF é especializado em canalizar a solidaridade de estrangeiros que vêm para a Argentina. Em 2 anos e meio de gestão mais de 200 estrangeiros participaram de nossos projetos, provenientes de 25 países diferentes.
Portal do Voluntário –  Como funciona o Programa de Intercâmbio?

Gustavo Curcio - Para participar de uma viagem de intercâmbio, os interessados devem participar de um Projeto Social. Como foi dito, consideramos a definição de Projeto Social em um sentido amplo (pode ser desde um diretor de uma grande ONG até um dirigente de organização de bairro) e podem participar dirigentes, funcionários e voluntários. No entanto, quem decide participar deve ser capaz de provar a "representatividade" da sua organização.

No momento que realiza seu planejamento anual, o VSF define o destino da viagem anual em virtude das idéias em jogo, das oportunidades oferecidas e das ligações geradas. É interessante notar que, no futuro, o programa poderá ser expandido para 2 viagens por ano (pois recebemos a proposta de receber pelo menos três outros países da região - Peru, Equador e Colômbia). Definida a data, 2 a 3 meses antes começa a difusão da proposta.

Na medida que os candidatos vão se inscrevendo pedimos algumas informações, como currículo e carta de motivação, para analisar o perfil de cada um. O ciclo se completa com a realização de uma entrevista individual e um júri de 4 integrantes define quem fará parte da experiência e a Bolsa a receber. Com os participantes eleitos começa o processo de preparação prévia, que inclui a leitura e troca de textos e documentos, o planejamento específico para a apresentação de cada organização, a determinação de ações para cada atividade, e assim por diante. Promovemos um envolvimento mais ativo dos participantes. Na verdade, o VSF é  quem coloca o contexto, os laços e a operação; mas os verdadeiros protagonistas da experiência são as organizações participantes e todas as pessoas e organizações receptoras.

Portal do Voluntário – Qual a importância de se promover o intercâmbio entre voluntários?

Gustavo Curcio - Devemos destacar que o intercâmbio não é apenas de voluntários. Na verdade é promovido principalmente o intercâmbio entre as organizações. As experiências anteriores têm nos mostrado que o intercâmbio representa um instrumento muito importante para promover aprendizagens e formações mútuas. Os participantes têm a oportunidade de aproximarem idéias; maneiras de gerenciar projetos; promover alianças e articulações; trocar documentos, livros e textos; conhecer outras maneiras de resolver problemas, etc. Por outro lado, consideramos de extrema importância a geração dessas instâncias, porque nós começamos a partir da necessidade de promover um nível mais elevado de integração regional. Neste caso particular, a experiência de intercâmbio tem a particularidade de construir entre brasileiros e argentinos um outro nível de vínculo a partir de países terceiros (mais humano, a partir do social), através de uma metodologia fora da tradicional (solidariedade e voluntariado), e superando os únicos níveis realmente em vigência (o intercâmbio econômico e os laços entre os países)

Portal do Voluntário – Como funciona a Bolsa de Intercâmbio?

Gustavo Curcio - Todas as pessoas que cumprem algum papel no Projeto Social estão em condições de participar dessas experiências e, em princípio, para se candidatar a Bolsa. O sitema de bolsas é, por definição, solidário. Elas são destinadas ao sustento geral da experiência, mas principalmente para  as organizações que não têm capacidade econômica para sustentar sua participação. Em geral, há tentativas de fornecer algum nível de Bolsa a todos os participantes. Isso é ótimo por dois motivos: em primeiro lugar, porque a experiência é gratuita (ou seja: a uma organização que recebe 75% de subvenção, não paga 25% ao VSF, mas, na realidade, argumenta-se que é a parte que a Bolsa não cobre). Em segundo lugar, porque uma proposta desta natureza é, por definição, inovadora. Assim, ainda são poucas as organizações que vêem nestes casos uma oportunidade de fortalecimento, por isso, nem todas são capazes de fazer um investimento para que um de seus membros possam participar de uma viagem. Por último, devemos destacar que as Bolsas sustentam integralmente os custos de translados, alimentação, transporte local, alojamento e algumas outras despesas operacionais.

Portal do Voluntário –  Que tipo de trabalhos sociais os voluntários desenvolvem durante as viagens de intercâmbio?

Gustavo Curcio -  Em toda viagem de intercâmbio se procura desenvolver uma série diversificada de atividades que possam mostrar aos participantes a realidade local e promover aprendizagens diferentes. Dentro deste quadro, a metodologia de ensino inclui o desenvolvimento de quatro principais tipos de atividades:
  1. Voluntariado direto: com algumas organizações de base, um bairro ou comunidade; trabalho com crianças, jovens, idosos, etc.
  2. Palestras técnicas: dirigido por um especialista na área de voluntariado, sociedade civil, responsabilidade social, etc. 
  3. Visitas a projetos: um líder ou gerente recebe os participantes, explica o projeto, mostra as instalações, etc. e em cujo exemplo trocam idéias sobre os processos de gerenciamento de projeto (planejamento, gestão de voluntários, comunicação, desenvolvimento de recursos, etc.) 
  4. Diálogos: promovidos com diferentes atores sociais, como estudantes ou professores universitários, funcionários governamentais, líderes empresariais, etc.
Portal do Voluntário – O VSF começou na Argentina, vocês têm intenção de levar a iniciativa a outros países?

Gustavo Curcio - Sim, sem dúvidas! Temos laços já construídos com pelo menos 10 países, muitos da América do Sul e Espanha. A nossa intenção é a de que a experiência possa ser reproduzida em outras partes do mundo, criando um VSF onde exista interesse e pessoas que compartilhem o desejo de melhorar as condições de vida do planeta. Até agora, fomos capazes de gerar um Proto-FDV no Uruguai, Chile e Espanha.

Portal do Voluntário – Além de intercâmbio, o  Voluntários Sem Fronteiras também desenvolve projetos locais. Fale um pouco sobre eles.

Gustavo Curcio -  Vale destacar um projeto interessante para que se compreenda como o VSF trabalha a nível local: o Projeto Vizinhos do Mundo que é desenvolvido todas as noites de terça no bairro de Villa Soldati, sul de Buenos Aires. Ali, um grupo de voluntários de vários países, coordenado pelo VSF, oferece workshops de idiomas (português e inglês) e de informática para um grupo de 30 crianças e 10 adolescentes, em média.

A equipe de voluntários, que tem um coordenador encomendado pela VSF, periodicamente se reúne para planejar as atividades e distribuir as tarefas em relação aos perfis e as necessidades de espaço de trabalho (o número de pessoas envolvidas, de mesas, de crianças por faixa etária, etc.). Em geral, o projeto promove a educação não-formal e melhorias das condições educacionais dos participantes. E, no caso dos jovens, oferece outras ferramentas para que tenham melhores chances de entrar no mercado de trabalho.

Portal do Voluntário – A troca de experiência entre as pessoas de vários países que desenvolvem ações sociais deve ser muito rica. É possível aplicar estes novos conhecimentos em suas comunidades?

Gustavo Curcio - No VSF promovemos a continuidade das ações das pessoas envolvidas como voluntárias em nossos projetos. Embora o contexto sócio-econômico dos países de onde vieram (exemplo: França, Alemanha e Itália) são muito diferentes, não significa que você não pode ter necessidades sociais. Tentamos fazer com que a experiência de voluntariado não se limite apenas à sua própria prática, e muito menos que seja um mero passatempo ou uma forma de estar "próximo da pobreza" (neste caso, na Argentina). É exatamente o oposto: tentamos que a experiência seja realmente formativa para o participante, quase pedagógica (uma vez que compreende uma realidade por vezes completamente estranha e distante), mas do ponto de vista de abertura mental e mudança de atitude perante a vida, "não como uma forma de fazer turismo à pobreza." Por sua vez, promovemos uma série de situações que permitam ao voluntário manter o contato e apostar no crescimento do VSF de seu país. Alguns trabalham com traduções, outros na criação de laços com as ONGs de seus países, e em algumas atividades de fundrising (recursos que são canalizados para projetos que eles próprios tenham participado). Por último, em alguns poucos casos, estão em organizações não só aplicando os conhecimentos adquiridos na Argentina, mas trabalhando na formação do Proto-VSF nos seus países.

Portal do Voluntário –  Conte uma experiência concreta de aplicação de conhecimento por meio do intercâmbio.

Gustavo Curcio -  É interessante comentar a experiência vivida por duas organizações cujas atividades, tamanhos e realidades são opostas e que tiveram a oportunidade de participar da viagem de intercâmbio que o VSF realizou à cidade de Montevidéu, Uruguai, em outubro de 2006. Por um lado, a organização Idealistas, uma entidade que promove através de um site o fortalecimento institucional e a geração de pontes entre as necessidades e organizações sociais, e de outros indivíduos ou organizações com intenção de tentar resolvê-las. Por outro lado, a Associação Civil pelo Futuro dos Meninos, organização de bairro que trabalha com a integração social de crianças e jovens por meio da prática de esportes. Até aquele momento, o Idealistas tinha um voluntariado insipiente com apenas 5 membros; hoje o voluntariado representa um aspecto fundamental do desenvolvimento da instituição e foram incorporados mais de 150 voluntários em menos de 2 anos. A organização pelo Futuro dos Meninos, por outro lado, tinha um claro trabalho de campo com a base do voluntariado, mas precisava de uma estrutura institucional. A partir de viagem de intercâmbio e da ligação com os outros participantes (incluindo o Idealistas), a Associação dos Meninos conseguiu nesses 2 anos gerir sua personalidade jurídica, construir uma estrutura institucional que não tinha, desenvolver seu primeiro material gráfico, gerar uma carta de solicitação de doações (logo obtendo bons resultados) e até mesmo ter seu próprio site.

Portal do Voluntário –  Como os projetos do Voluntários Sem Fronteiras são financiados?

Gustavo Curcio - O VSF utiliza como estratégia central a diversidade de fontes de financiamento. Em outras palavras, temos uma multiplicidade de formas que permite sustentar tanto os projetos locais, como os de intercâmbio. Vale a pena destacar que uma das vantagens da Organização é não ter pessoal. Dizemos vantagem não porque consideramos que a priori é melhor não ter empregados, mas simplesmente porque temos a chance de aplicar integralmente os recursosque obtemos ao funcionamento dos nossos projetos. Por isso é que resulta chamativo e inovador poder bancar organizações para a realização de viagens de intercâmbio. Como o VSF gera recursos? A partir da apresentação de projetos em competições nacionais ou internacionais, públicas ou privadas (fomos muito bem, já ganhamos sete em menos de dois anos); mediante a venda de merchandisings; a partir da ajuda de doadores individuais; do desenvolvimento de três eventos anuais, e de receber recursos de duas entidades internacionais.

Portal do Voluntário – O que deve fazer quem quiser ajudar?

Gustavo Curcio - Há diversas formas de colaborar com o VSF, que são:
  • Tornando-se um voluntário em qualquer um dos seus 13 projetos sociais;
  • No exterior, participando como "AMIGO INTERNACIONAL", a partir da tradução de documentos, a promoção do VSF no país, recomendando o site para a família e aos amigos e viajando para a Argentina para vivenciar uma experiência de voluntariado.
  • As organizações se unindo à rede REDAFI, enviando membros para viagens de intercâmbio e colaborando com a recepção de um contingente.
  • Realizando doações por depósito ou transferência bancária, promovendo coletas solidárias e doando itens para os projetos de campo.
  • Tornando-se "padrinho" que é quem oferece o montante necessário para que um voluntário ou dirigente de uma Organização Social possa participar de um intercâmbio de experiências.
Portal do Voluntário – Como se tornar um voluntário sem fronteira?

Gustavo Curcio - Para ser voluntário do VSF, o interessado deve enviar um e-mail voluntarios@voluntariossf.org.ar e solicitar uma entrevista. Uma vez realizada la entrevista,o voluntário pode definir em que projeto quer participar.
 
Portal do Voluntário – Vocês organizaram a vinda de um grupo de voluntários argentinos ao Brasil em setembro próximo. Conte o que está previsto para essa viagem.

Gustavo Curcio - Durante a viagem que será realizada de 14 a 20 de setembro, onze representantes de várias organizações argentinas vão vivenciar uma série de atividades com uma dezena de instituições brasileiras. Serão desenvolvidas 15 atividades que incluirão ações voluntárias, palestras e visitas técnicas, treinamentos e encontros com voluntários e líderes comunitários, estudantes universitários e líderes empresariais.

A experiência será iniciada em São Paulo no dia 14 de setembro e durante os primeiros 3 dias de destacam um Encontro com integrantes da Consultoria Iniciativa Brasil, uma palestra com organizações no Centro de Voluntariado de São Paulo, uma visita técnica a Fundação Abrinq e um dia de voluntariado com os membros da Escola Voluntariado Organizações e Missão Sem Fronteiras.  A partr do dia 18, o contingente argentino irá para a cidade do Rio de Janeiro, quando compartilhará instâncias similares com a Organização Aliança dos Cegos, RIO VOLUNTÁRIO e membros do Portal do Voluntário. Destacamos também a presença e participação no Encontro Nacional de Voluntariado Corporativo da Vale, que será realizada de 19 a 21 de setembro.

Portal do Voluntário – Que outras atividades relacionadas com o Brasil os VSF organizaram?

Gustavo Curcio - Gostaríamos de acrescentar que o nosso maior interesse é gerar um verdadeiro intercâmbio com organizações e indivíduos que nos recebam. Da Argentina, vemos o Brasil como o país em maior desenvolvimento em termos de voluntariado, organizações sociais e de responsabilidade social da América do Sul. A partir daí, o nosso desejo é o de aprender, conhecer, adquirir novas experiências, ter um ponto de vista sobre outros mecanismos para a resolução de problemas, etc. Evidentemente, também sobre as nossas próprias experiências, conhecimentos, materiais, etc.

Nós acreditamos que esses organismos são realmente capazes de gerar intercâmbio e abordagens. Superando qualquer preconceito, dificuldades do passado e do presente sobre a ligação entre os nossos países, o VSF tenta gerar uma instância de diálogo aberto, plural e democrático, o que resulta em uma maior aproximação entre os nossos povos, a partir de uma perspectiva solidária, participativa e construtiva.

Com base nas experiências que são geradas, o nosso interesse é também dar continuidade e criar uma rede regional de intercâmbio solidário regional. Pensamos que seremos capazes de promover alianças internacionais e melhorar as condições de vida de nossos povos. Por isso, para 2009 temos a firme intenção de gerar um Encontro em Buenos Aires para o qual convidaremos membros de organizações de vários países da região, incluindo o Brasil.


Leia a íntegra da entrevista em espanhol.

topo    voltar

conteudo padrao

topo    voltar

Comentários: 
Não foram encontrados registos. 
  Primeiro Anterior   1 de 1  Próxima Último  



Para comentar você deve estar Logado .
Caso você não seja um V2V
cadastre-se.