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Publicada em 11/6/2009 às 1:29

Júnior Baiano: ‘Queria ser artilheiro’

Zagueiro elogia o grupo, ressalta união e comenta sobre a artilharia em 1999

Júnior Baiano exibe camisa da banda Chiclete com Banana (Foto: Reginaldo Castro/16jun1999)

Júnior Baiano exibe camisa da banda Chiclete com Banana (Foto: Reginaldo Castro/16jun1999)

Sergio Gandolphi
Sergio Gandolphi EM SÃO PAULO
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Thiago Salata
Thiago Salata EM SÃO PAULO
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A função básica de qualquer zagueiro é proteger a sua meta a qualquer custo. Quando dá para fazer bem a sua parte e, ainda, ajudar os atacantes, melhor ainda. Foi este o papel do zagueiro Júnior Baiano na Libertadores de 1999.

Além de formar bem a zaga do Palmeiras ao lado de Cléber e Roque Júnior, o camisa 4 também aventurou-se bem no ataque. Foi tão bem que terminou a competição como artilheiro do time, com cinco gols. Ficou a um gol de ser artilheiro no torneio.

Todos os gols foram feitos na fase de grupos. E com a cabeça.

– Também, com aqueles cruzamentos do Arce, ficava mais fácil marcar os gols – explicou.

LANCENET!: Como foi terminar a Libertadores como o artilheiro do Palmeiras?
JÚNIOR BAIANO: O Felipão era um cara que pegava mais no meu pé. Como eu batia falta de longa distância, ele falava para eu bater a primeira na barreira, forte. Aí, na segunda, os caras ficariam com medo e abririam na hora do chute (risos). Mas foi engraçado os meus gols, porque todos foram de cabeça. Não fiz nenhum de falta. Chegou em um momento, depois que eu fiz os cinco gols, que eu pedi para o Felipão para bater os pênaltis. Disse que seria maneiro um zagueiro ser o artilheiro da Libertadores. Mas ele não deixou. Disse que eu só bateria se estivéssemos ganhando alguma partida por 2 a 0 e tivesse uma cobrança.

LNET!: E por que não bateu na final contra o Cali? Teve um pênalti no dia...
JB: Ali era o Evair, né... Nem tinha como. Não era nem pela pressão, se deixasse eu bateria, mas como o Evair era o especialista, não era a hora, na decisão, de eu querer falar nada.

LNET!: Como ficou sua cabeça depois do pênalti cometido no tempo normal?
JB: Estava tranquilo porque o Palmeiras estava muito bem no jogo. E, naquela fase, nosso time era quase imbatível no Palestra. Felizmente a gente desempatou logo depois. Pena que não conseguimos fazer outro.
(Nota da Redação: O Palmeiras vencia por 1 a 0 e Júnior Baiano cometeu pênalti em Bedoya, aos 24 minutos do segundo tempo. Zapata bateu e converteu. Com aquele resultado (1 a 1), o Palmeiras não seria campeão. Oséas desempatou aos 31 minutos.)

LNET!: Depois você bateu o pênalti na decisão. Ficou nervoso naquela hora?
JB: Eu estava tranquilaço. Sou bom nestes momentos. Fico mais nervoso na hora que o time chega no estádio. Quando a bola rola, tudo passa.

LNET!: Como era o ambiente no grupo?
JB: Foi um grupo legal mesmo. Nunca trabalhei num grupo tão unido como foi aquele do Palmeiras. Havia uma amizade muito grande entre os jogadores, e olha que era um elenco formado por atletas jovens e outros mais experientes e já consagrados.

LNET!: Quando você sentiu que dava para chegar no título da Libertadores?
JB: Acho que naquele jogo contra o Vasco. A torcida deles pegava no meu pé, porque eu tinha jogado no Flamengo. Mas, naquele jogo em São Januário, nosso time teve uma força enorme, o Alex desequilibrou, e nós classificamos. Nosso elenco era legal por isso, cada jogo um se destacava.

LNET!: Foi aí que apareceu o Marcos...
JB: Ele entrou no lugar do Velloso e tinha a confiança de todo mundo. Eu brincava: se jogarem a bola na área, não vou nem olhar para trás, porque sei que ela vai ser sua. Época boa.

LNET!: Como era aquela zaga?
JB: Muito boa, jogava eu e o Clebão e depois entrou o Roque Júnior, que atuava mais na cabeça de área. O Roque brincava e dizia que eu tinha de entrar bravo no campo. Bonzinho ele achava que eu não jogava tão bem.

LNET!: O que significou aquele título?
JB: Já tinha perdido uma Libertadores pelo São Paulo (1994). Então, para mim, foi muito importante. Foi o principal título da minha carreira.

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