Seminário Info: Resumo da “Blogosfera como Mídia”

agosto 19, 2008

Comentários (43)



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Foto: LUIS USHIROBIRA

Para quem não conseguiu ir no Seminário Info sobre Redes Sociais e para quem foi e gostaria de comentar os pontos que levantei, vou tentar sintetizar aqui as coisas que falei (ou tentei falar) durante a palestra de ontem. Adoraria iniciar um debate franco com quem discorda, para ver se as idéias se enriquecem.

Descentralização da Mídia

Eu abri fazendo uma analogia do cenário atual com a história bíblica da Torre de Babel. Para relembrar rapidamente: um povo da antiguidade cheio de cultura se descobriu com um novo poder em suas mãos. Levados pela soberba e achando que era capazes de eternizar seus nomes, começaram a tentar construir um império que tocasse os céus. Obviamente toda esta impáfia provocou a ira divina. Deus os castigou confundindo as suas línguas, criando um grande desentendimento e espalhando-os pelos diversos lugares da terra.

Não há mais barreiras técnicas e econômicas para quem têm conhecimento, um computador e uma conexão da web fazer as suas idéias serem tão ouvidas quanto aos dos grandes grupos de mídia. E isso é fabuloso. Mas não é por isso que estes indivíduos chegarão aos céus, tomando o lugar da mídia de massa.

Há cases sensacionais de blogs que têm audiências comparáveis a de grupos que estão aí gerando conteúdo desde que eu me entendo por gente, e de blogs se juntando para fazer redes de conteúdo fabulosas, mas para enxergar “a blogosfera como mídia”, não podemos ficar olhando só para estes “cases de sucesso”. A força dos blogs está nos milhões que têm uma audiência pequena, não nos poucos que têm uma audiência grande. Se for olhar só para os TOP100 blogs, todo o discurso excessivamente repetido de “o mundo está mudando” fica hipócrita. Trabalhar mídia nos TOP100 blogs não é “Blogosfera como mídia”. Trabalhar mídia nos TOP100 blogs é igual a trabalhar mídia nas 100 maiores rádios/revistas/jornais. Blogs se organizarem para receber esta mídia, ok. Mas estão se organizando em um modelo antigo. Estão se centralizando, formando “torres de babel” acreditando que só com isso conquistarão os reinos dos céus, mas se esquecendo que quem manda e faz as cosias acontecerem são os milhões, não eles, os TOP100.

Relevância como moeda

Informação virou commoditie. Qualquer um dos milhões de pessoas conectadas pode produzir e entrar em um mercado com milhões de concorrentes em potencial não é fácil. O que agrega valor a informação é a sua relevância (tá, isso é óbvio). Mas o que é relevância? Relevância não é só qualidade de conteúdo. Relevância é uma soma de conteúdo com relacionamento. Por que? Por que se você se relaciona bem com a pessoa que está te requisitando atenção, você ouve mais e melhor. Então não basta produzir um excelente discurso. Nesse mundo onde tem milhões de concorrentes produzindo informação, também é necessário se relacionar para garantir que será ouvido.
Blogs corporativos:

Minha crítica aos blogs corporativos: tem relacionamento “unilateral” excelente (no sentido de todo mundo conhece graças ao poder que as marcas adquiriram com a propaganda tradicional). Tem um relacionamento “bilateral” (poder de enxergar o seu consumidor em um nível “one to one” limitado. É impossível uma grande empresa dar um relacionamento personalizado para cada um dos seus milhões de clientes. Se você está no mercado de massa, na mídia de massa, esqueça. Seus leitores e clientes se transformarão em números, não tem jeito (e se aparecer um jeito, vai ser uma solução tecnológica, não uma solução de comunicadores). Enfim, apesar do relacionamento “bilateral” ser ruim, o fato de todo mundo conhecer dá um potencial de relacionamento bom para os blogs corporativos. Se eles acertassem no seu conteúdo, poderiam tem uma boa relevância, mas infelizmente poucos acertam. Blogs corporativos repetem o discurso de sua campanha publicitária ou servem apenas para comunicar o que interessa à empresa, não aos seus consumidores. Blogs corporativos: relacionamento bom + conteúdo fraco = relevância medíocre.

Blogueiros Celebridades x Celebridades Blogueiras

Nossos “blogstars”, ou blogueiros profissionais, são mestres na arte do relacionamento “one to one”. Esse é o seu maior trunfo. Como defeito têm a tal “relevância unilateral” fraca. Blogueiros são famosos só para as negas deles.

Aí olhamos para as celebridades blogueiras e vemos que eles estão atropelando. Olhem o blog da Siri, o blog do Marcos Mion, do Juca Kfuri… São sucessos absolutos de audiência. Aí eu provoco: por que nos rankings de “maiores blogs do Brasil”, as celebridades blogueiras não aparecem, só os “blogueiros celebridades”? Para ser blogueiro tem que participar da “discussão sobre a blogosfera”? Ter ido em pelo menos em um Barcamp?

Enquanto eu vejo os “blogueiros profissionais” preocupados em montar Torres de Babel, se centralizar, eu vejo as “celebridades blogueiras” caminhando (talvez inconscientemente) no compasso certo da tendência de descentralização. Marcos Mion não depende mais da MTV para emitir seu conteúdo. Ele não é mais limitado pelas restritas horas da grade de programação da TV. Ele entendeu que pode entregar seu conteúdo diretamente para quem se interessa por ele. E está entregando muito bem. Isso é a tal “mídia de nicho”. É eu poder cavar um assunto o máximo que eu quiser, ficar imerso naquilo. Se a minha é ficar lendo e comentando o Mion, ótimo, agora eu posso fazer isso 24h por dia.

Uma outra provocação que fiz para a “classe blogueira” foi dizer que o seu conteúdo é limitado e pior do que a dos “dinossauros da velha mídia”. E não por que eles são menos inteligentes, capazes ou informados que um jornalista. Também há uma questão de estrutura aí. A grande mídia conta com ferramentas para gerar conteúdo de melhor qualidade. Podem pagar enviados especiais, taxi pros entrevistados e comprar produtos para resenhas sem depender da cortesia do fabricante. Infelizmente blogs não chegaram lá. Dinheiro é muito importante para fazer conteúdo de qualidade. Blogs se safam com criatividade, mas em raras exceções, criatividade não basta.

Posts Patrocinados x Relevância

Eu encaro “posts patrocinados” como encaro os merchandisings do Pânico. Quando eles param de falar o que me interessa e passam a ler um discurso forçado. Isso além de não me convencer ainda me irrita em alguns casos, principalmente quando há excessos.

Mas vejam só (e essa é a minha alternativa aos ditos “posts patrocinados”): porque não pagar em troca com a moeda corrente desse mundo, ao invés de pensar sempre em usar dinheiro ou produtos? A Rosana Hermann vive dizendo: sou dona de uma padaria e preciso de um pão quente a toda hora para manter meus leitores vindo sempre. Ela precisa de assunto. Ela precisa de conteúdo. Ela precisa de ferramentas para gerar um conteúdo cada vez melhor.

Relevância é a poupança do blogueiro, é o que serve como “acúmulo de capital”. Se ela fica “alugando” sua relevância para nos empurrar assuntos que não nos interessam, ela vai diminuindo esta poupança. Cada post que um blogueiro faz é uma decisão de investimento.

Mídia de Massa x Mídia de Nicho

Tanto a mídia de massa quanto os blogs precisam de assunto. E parte do que é discutido em blogs vem da mídia de massa e parte do que é discutido na mídia de massa vem do que surge em blogs. Eu usei para ilustrar essa relação a imagem do “ciclo da chuva” de um livro de 4ª série. A idéia é que mídia de massa é o céu, blogs tão aqui na terra. Massas de água aqui na terra quando aquecidas viram vapor, vão para o céu, se condensam e voltam como chuva. Então o caminho para explorar blogs como mídia é justamente atuar nesse ciclo.

Primeiro: fazendo a água aqui da terra (o assunto que você semeou) se aquecer e virar vapor, subir aos céus (ao conhecimento da mídia de massa). Com sorte, isso vira chuva e molha todo mundo (todo mundo mesmo, não só aquele nicho que você trabalhou para aquecer este assunto).

Segundo: fazendo o seu conteúdo de massa cair como chuva e frutificar nos terrenos certos. É fazer a sua propaganda de massa fazer sentido e mobilizar algum nicho. A mídia de massa é capaz de comunicar, mas a mobilização você só consegue trabalhando os nichos.

Do nicho podem surgir argumentos que desacreditam qualquer campanha de massa. Usei o exemplo do Bradesco e sua campanha “Banco do Planeta”. Outro dia entrei em uma agência e vi uma faixa: “Financie seu carro no Bradesco e ajude a preservar a Mata Atlântica”. Achei a mensagem um tanto quanto contraditória: como ajudar o meio ambiente colocando mais um carro nas ruas? Enfim, nada de mais, só um argumento, surgido na cabeça de um indivídio. Mas se eu jogo isso nas mídias sociais e este argumento convence mais pessoas? Estas pessoas vão acreditar na campanha milionária do Bradesco ou vão precisar de argumentos mais convincentes do que a voz do Wagner Moura e imagens bonitas da Amazônia em um comercial de 30 segundos?

Temos que repensar o RP, para que transforme a comunicação de empresas em assunto, não apenas em releases para imprensa, comunicados aos investidores e facilidades para vips.

Temos que repensar a publicidade
. Ela não deve só comunicar nossos atributos sensacionais. Precisa argumentar, convencer e mobilizar.

E a resposta final: Como usar a blogosfera como mídia? Crie assuntos. Converse. Convença.

[]´s Mr Wagner


43 comentários para “Seminário Info: Resumo da “Blogosfera como Mídia””

  • Blog de Guerrilha disse:


    tem foto de corpo inteiro?

  • Gustavo Leles disse:


    Eu cocordo em parte sobre o que ele falou sobre as celebridades blogueiras, porque no caso dos blogueiros celebridades, todos batalharam pra chegar onde chegaram, e os outros não, ja tinha auxílio da tv ou de outro veículo.

    Em questão da qualidade até concordo, mas só com o blog do Mion e do Kfouri que arrebentam. O resto, só postam sobre a vida deles, o que fizeram, coisa e tal.

    Abraços!

  • Paulo Cassiano disse:


    “Cada post que um blogueiro faz é uma decisão de investimento”.

    Interessante.

    “Como usar a blogosfera como mídia? Crie assuntos. Converse. Convença”.

    Mais interessante ainda. Seguirei esses conselhos. ;-)

  • Rafael R disse:


    Interessante a forma de expor a coisa, usar argumentos fortes que praticamente forçam quem os lê a se posicionar de alguma forma. Acho que a coisa (a.k.a blogsfera) ta começando a ficar melhor agora, tomando forma e corpo, instituindo limites (se é que eles existem) e amadurecendo como mídia. Vou acompanhar a evolução dos comentários aqui.

  • Super Wallace disse:


    Hoje em dia é muito fácil encontrar na blogosfera conteúdo “ripado” de blogs pequenos em troca de links – que algumas vezes não acontecem.

    Está rolando uma panelada forte na blogosfera hoje em dia; Blogueiros pensando que são o centro do mundo e que pensam que U$300 mensais do AdSense é o suficiente para se sentir o dono da Internet e da verdade.

    A Internet pede socorro…

  • @luizcaioca disse:


    Concordo qdo vc fala que a panela blogosférica está querendo construir torres de babel. Acho isso ridículo. Sou um desses blogueiros desconhecido, mas que ao invés de brigar com a mídia convencional, produzo conteúdo exclusivo. Escrevo poemas, crônicas e verdadeiros desabafos que vc só encontra no meu blog. Divulgo algumas notícias sim, mas sempre passo referências de onde o leitor pode se informar melhor.

    No CCVP – clube de criação do Vale do Paraiba, no blog, escrevo artigos exclusivos, sobre o dia-a-dia de um mercado não tão glamuroso. mais uma vez, venci pela exclusividade. Eu leio o blog do Luli pq lá encontro exclusividade, e que jornalista tem mais autoridade pra falar de multimidia do q ele?

    Eu acho que o grande erro das pessoas ee acharem que os blogs competem com a mídia tradicional. Achar que mp3 vai acabar com a rádio. Que a internet vai acabar com a TV. O mundo está superpopuloso, com seres humanos em excesso e os profissionais de comunicação cismam em achar que as pessoas são como lanches do McDonalds, iguais em todo mundo.

    hj frequento um meio de pessoas com vivência no exterior, carros importados, viagens de avião, etc. Mas anos atrás eu trabalhava de balconista em uma loja de rações. então, eu não penso como vc. Pode ter certeza. Como escrevi certa vez de resposta a um anuncio de emprego q pedia vivencia no exterior, eu disse q não tinha ido pra fora, mas conhecia melhor o Brasil do q muita gente. Qdo criança fui vizinho do 107, ponto de referência no filme tropa de elite. conheci pessoalmente o 107.

    Acho q blog é blog, não tem nada a ver com mídia tradicional. haverão os vendidos, os corporativos e os alternativos e livres. A panela blogosférica pra mim é patética. Pois se concentram tanto em ganhar dinheiro q se esquecem dos posts e no futuro serão substituidos por seus fãs q se dedicam ao conteúdo e não a grana.

    Hj se vc encontra um livro bem posicionado, de frente numa prateleira de livraria, é pq foi pago. Se o remédio tá na gondola, bem na porta da farmácia e não escondida é pq foi pago. Então, não podemos ser ingenuos nem falsos moralistas, vão vender post sim. isso vai existir. Muitos jornais fazem a velha matéria paga e a grande maioria das pessoas sabem disso. Agora, se vc quer transformar seu blog numa vitrine de porcaria, vai fundo, mas não se esqueça q não foi atrás disso q sua audiencia chegou até vc, e q com apenas um clique ela pode ir embora.

    Hj, uma das coisas que me coloca em destaque no mercado em q trabalho (publicidade) é fazer arte da blogosfera, conhecer de redes sociais e cultivar relacionamentos nela. Então, recebo meu saleario pelo meu trabalho, não preciso vender o meu blog. Eu acho q esse é o propósito.

    parabéns pelo post. gostei bastante. (dá pra perceber pelo tamanho do comentário).
    abs e vamos à discussão.

  • Rafael disse:


    Creio que o primeiro passo é o blogueiro entender como funciona uma estrutura de mídia.

    Atualmente o modelo utilizado já está gasto. Os posts pagos acabam infestando os blogs e quando você acessa, percebe que já viu aquilo em algum lugar. São basicamente textos iguais.

    Essa de contar uma historia e depois entrar com o post pago em si, tira totalmente a vontade do leitor de continuar. Grandes blogs vem recebendo críticas devido a isso. Estou postando mais anuncios do que o bom e velho conteúdo que atraiu os leitores.

    Repensar como esse modelo funciona para agências e para blogueiros, que atualmente recheiam as agências como consultores, mas que só tem experiência nisso, em posts. Não entendem de fato como o mercado funciona.

    Os grandes blogs estão se fechando em uma redoma e a figura do “blogueiro” tá dando lugar a figura da celebridade. Se eles se dispusessem, em sua grande maioria, a ajudar os pequenos, observando como esses pequenos se organizam, com certeza traria mais benefícios pra eles.

    Como usar a blogosfera como mídia? Saindo do modelo tradicional dos grandes meios. Utilizando o maior benefício da blogosfera, a interação, como trunfo. O feedback imediato.

  • Thiago Cresley disse:


    Poxa,comecei a quatro dias com blog,e sinceramente não tinha idéia da metade do que foi falado aqui,pois pra mim era apenas colocar uns programas,alguns artigos e ter um layout legal e pronto,mas um blog “bom de verdade” tem que ser diferente,relevante e único,alem de se ter contato real com os leitores.Gostei muito,pra mim foi uma aula,já que comecei por agora.vlw.

  • Daniel disse:


    Eu discordo a ira de Deus foi provocada pela impáfia ou que que a informação virou commoditie, porque essas palavras não existem. :)

    Não, estou brincando… concordo com a maioria dos pontos discutidos. Os blogs corporativos do Brasil são escravos do atraso na cultura corporativa nacional, que despreza a opinião do consumidor só porque pode, enquanto esse sistema persistir. E

    Eu nunca havia considerado o binômio blogueiros celebridades e celebridades blogueiras, faz sentido o que você disse. Acho que o tráfego desses blogs reflete as motivações dos nossos interesses (que em geral são muito pouco nobres), o que me causa uma inevitável desilusão antropológica cada vez que penso sobre o assunto.

    A fragmentação das mídias de nicho é uma característica que simultaneamente enfraquece e arma estas mídias alternativas em relação às mídias tradicionais. Eu acho que no dia que estabelecermos uma base especializada que preza pela qualidade qualidade, como já existe lá fora, poderemos falar em uma revolução digital de verdade.

  • Vinicius Barbizani disse:


    [...]Como afirmou Wagner Martins, no Seminário Info, é necessário entender que na internet um comércio com pensamento de massa nem sempre é eficaz [...]

    Voltando ao caso do i9, mas sem querer ser repetitivo, acredito que a Coca-cola quando entender o que significa Inteligência Coletiva de fato, vai acabar usando o “ba-fá-fá”, como exemplo de case não proposital.

    Sem querer os caras foram a gota d´agua de um assunto que esta super em pauta e precisava ser mais discutido.

    E só para não fugir do raciocínio da discussão aqui. Acho que criar assuntos, conversar e dar aos blogs o que eles querem é também dar conteúdo, ou chance de se discutir conteúdo que sejam interessantes para o blog e para os leitores. Isso gera discussão, que gera troca de informação, que gera conhecimento.

  • Bruno Scartozzoni disse:


    Sr. Wagner,

    Parabéns por um dos melhores posts do ano. Se houvesse uma eleição eu votava nele.

    Não que eu concorde com absolutamente tudo, mas concordo com muitas coisas e, mais do que isso, acho válida qualquer proposta de provocar discussão (e argumentos exagerados são uma técnica para isso).

    Brilhante a categorização de blogueiros celebridades e celebridades blogueiros. Acompanho alguns das duas categorias e acho que a maioria dos que conseguiram sucesso é porque tiveram mérito.

    Mas também não é difícil achar por aí blogueiros celebridades que chupinham conteúdo de outros lugares e mal se dão ao trabalho de agregar opinião pessoal.

    Aliás, pra mim blog é isso: ponto de vista. É nisso que os blogs conseguem se diferenciar das mídias de massa. Em última análise um blogueiro é como um personagem de uma história. Ele dá profundida e ponto de vista à sua própria narrativa.

    Isso vocês da Espalhe conseguem fazer bem…já outros por aí…

  • Franco Rosário disse:


    Wagner,
    Parabéns pelo texto. Bons argumentos, boas idéias.
    Abraço,
    Franco

  • Carlos Henrique disse:


    Excelente post, um dos melhores sobre o assunto q li até agora, a palestra deve ter sido excelente tb.

    Concordo com o Gustavo q em dizer q mtas celebridades tiveram o auxilio d saírem da mídia d massa, mas não concordo mto com contéudo não relevante, pois falam sobre o dia-a-dia delas, pois este tipo d assunto pode não ser relevante para nós, mas e para os fãs destas celebridades? Se os blogs deles “bombam” d comentários é pq o conteúdo está sendo relevante para aquele target.

    Quanto aos blogs corporativos, oq tenho a dizer é acho incrivel como tem empresas e agências q fazem blogs q só falam sobre elas, sem conteúdo nenhum e por isso ngm lê. E é mto díficil encontrar blogs corporativos bons.

    Quanto aos posts pagos, acho q se cria assunto, conversa e convence, é um ponto final. Postar algo q não faz sentido no blog, não fará sentido para os leitores também.

  • Fábio M. disse:


    “A força dos blogs está nos milhões que têm uma audiência pequena, não nos poucos que têm uma audiência grande.”

    Eis algo difícil de defender para quem não é seguidor da profecia da Cauda Longa – e na hora do “vamo vê”, até pra quem é.

    Parabéns pelo post.

    abraços,

    Fábio M.

  • Caio Costa disse:


    Wagner, o seu post e o de Cardoso do Contraditorium funcionam como um alerta eficiente aos blogueiros qto ao post patrocinado: pode ser bom financeiramente para ele, mas empobrece drasticamente a sua credibilidade, a não ser que o produto q ele está dando o seu testemunhal tenha a ver com o perfil dos seus blonautas.

    De qq forma, vc tocou em pontos q mt blogueiro pensa dessa forma, mas não tem coragem de postar.

    Abs

  • Blogosfera como mídia | AdVertigo disse:


    [...] Descentralização da mídia, Relevância como moeda, Blogueiros Celebridades x Celebridades Blogueiras, Posts Patrocinados x Relevância, Mídia de Massa x Mídia de Nicho. São esses os assuntos abordados no resumo de um seminário dado por Wagner Martins, da Espalhe, no post que é leitura obrigatória para quem quer entender o assunto – e principalmente, pra quem entende a urgência de repensar o RP e a Publicidade em tempos de Cauda Longa. O Advertigo altamente recomenda: Passa lá! [...]

  • Eduardo Rocha disse:


    Manson, Brilhante post.
    Espero ainda um dia porder assistir a um seminario que voce esteja, e tambem tomar uma cerveja depois.

    Ando lendo muito coisa ultimamente do Cardoso, e vejo que voces tem algumas ideias em comum. Voces tem algum relacionamento fora da blogosfera?
    Acho que uma mesa redonda com voces dois mais o interney seria interesantissima, principalmente pelo choque de ideias.
    No mais, abraços!
    Ps. Cade o viral do Cocadaboa?

  • ** Quarteto Digital ** disse:


    Eh impressionante o poder dessa cauda ….. !!!! ….

    Vamos deixar um post fresquinho com suas observacoes pro pessoal da pos la no nosso blog.

    Faca-nos uma visita.

    Abcs

  • Arthur Basbaum disse:


    Perfeita a analogia com a torre de babel. Aliás, perfeito o post… e não poderia vir em hora melhor.

    Essa campanha do Bradesco eu lembro de vc comentando com o Dahmer num bate-papo que rolou aqui em SP, “os engraçadinhos do marketing” como diria ele hehehe.

    []’s

  • Fabio Cipriani disse:


    Olá Wagner e pessoal da Espalhe,

    Sobre seu ótimo texto (amém – blog tb é religião) comento alguns pontos:

    1 – Luta pelo One-to-one

    Prahalad em seu novo livro “The New Age of Innovation” apresenta brilhantemente algo que pode, sim, aproximar as empresas a algo semelhante: a rede de cooperação global com a cadeia de parceiros (R=G). Aliás, a outra regra, N=1, diz que a inovação está também na centralidade do indivíduo.

    Como fazer isso acontecer? A palavra chave é lógica analítica.

    O quanto isso fica habilitado por um blog?

    2 – Blogs corporativos + Conteúdo fraco = Relevância medíocre

    Adiciono a álgebra de um dos meus posts à sua (mais pelo lado inovação do blog corporativo que já foi bem sucedido um dia):
    * Conteúdo interessante = Audiência
    * Falta de inovação = Volatilidade + Declínio

    3 – Descentralização da celebridade

    Só ocorre porque estamos falando de um “notável”, eles não precisam da mesma relevância que um blogueiro comum. Cada um caça com o que tem na mão. Tirando o lado maçãs versus laranjas, concordo absolutamente com o fator “faça algo notável você mesmo” que os blogueiros enfrentam todos os dias. Para sermos bem sucedidos existe muito trabalho pesado antes.

    4 – Cada post é investimento

    A partir do momento que sou ser humano e busco ser aceito na sociedade do meu micromundo sim, cada post é um investimento (monetário ou intelectual) e cada investimento é uma exposição.

    Complementando seu texto no finalzinho: o investimento em RP ou em publicidade deve, em seu estudo de caso, conter o fator “efeito em mídias sociais” para balancear entre o que é institucional e o que é aplicável ao buzz.

    5 – Ciclo da chuva

    Como que os pedagogos que desenharam o primeiro ciclo da chuva da história foram tão “short-sighted” em não patentear tão cabível analogia?

    Abraços, sucesso e mais uma vez parabéns.

    Fabio Cipriani

  • Blog do livro Blog Corporativo » Post » “Blogosfera como mídia” disse:


    [...] “Blogosfera como mídia” – Post do Wagner Martins sobre sua apresentação no Seminário Info. Nenhuma tag para esse post. [...]

  • A Torre de Babel — QueroTerUmBlog.com! disse:


    [...] Entenda no Blog de Guerrilha [...]

  • Ivan Niero Miranda disse:


    Grande Manson!
    Concordo com o que você diz, e, como blogueiro iniciante, sinto fortemente esta panelinha da blogosfera. Até levantei o assunto numa das listas blogueiras que existem por aí e fui execrado por tal atitude. Todos falaram que a blogosfera não podia ser tomada como uma panelinha e que cada um é cada um, PORÉM estão todos juntos tentando criar uma coisa sem base sólida e ainda por cima querendo reconhecimento dos grandes($$).
    Sinto que estou no jardim de infância onde cada criança quer atenção e ninguém consegue ser realmente ouvido!

  • Sylvia Ferrari disse:


    Oi Wagner,

    Tem alguns pontos na conclusões do sou post, que desde de quando você apresentou essa linha de raciocínio lá no EBP2008, eu venho pensando em como “encorpá-las”.

    Refiro-me aos seguinte pontos:
    “Temos que repensar o RP, para que transforme a comunicação de empresas em assunto, não apenas em releases para imprensa, comunicados aos investidores e facilidades para vips.

    Temos que repensar a publicidade. Ela não deve só comunicar nossos atributos sensacionais. Precisa argumentar, convencer e mobilizar.”

    Percebo que há muito pouco contato da área de publicidade com a área de Relações Públicas, o que a faz com que quem trabalha com mídia acredite que RP se limita à Assessoria de imprensa e nada mais é uma ferramenta para divulgação e ponto.
    Por esta visão, academicamente eu culpo o Kotler, que apresenta RP assim.

    Porém, acho que aqui temos uma baita oportunidade de juntar as forças, porque quando você que que a publicidade deve argumentar, eu te respondo que a argumentação é o motivo da existência das Relações Públicas, que deve construir e preservar a
    imagem de uma instituição (pode-se ler empresa aqui) junto aos seus diversos públicos através a construção de um discurso coerente a longo prazo.

    De certa forma, as Relações Públicas já trabalha com uma proposta similar a Causa longa a muito tempo. Uma vez que para ouvir e se comunicar com cada público que tem contato com a empresa, o RP, na hora de transmitir uma mensagem, deve encontrar o meio mais adequado para falar com eles e, o primordial escutá-lo. (sim, a proposta de construção de canais de comunicação de mão-dupla, mas este é um ponto que infelizmente cai no esquecimento)

    Nossa, consigo repassar para você um monte de artigo, bibliografia pesada, com modelos, cases e muita fundamentação sobre tudo o que eu falei acima.

    Se você se interessar, me procure, porque com certeza esse conteúdo que você pode encontrar dentro da área de Relações públicas com certeza vai enriquecer e embasar toda sua argumentação sobre o uso da blogosfera como mídia.

    Um abraço!

  • Wagner "MrManson" Martins disse:


    Oi Sylvia,

    RP sempre foi visto o primo pobre da comunicação. “A galera que não era descolada o suficiente para ser publicitária e não aprendeu a escrever suficientemente bem para ser jornalista”.

    Acho muito estranho chamarem blogueiros, publicitários, gerentes de marketing e jornalistas para estes eventos, mas ninguém se liga na importância do RP no dia de hoje. Não me lembro de ter visto a participação de um profissional desta área em nenhum evento que fui.

    Não é obra do destino a Espalhe e a Fan serem mais do que gêmeas siamesas.

  • DiegoFerrite disse:


    Acho que este texto deveria servir de “manual” pra muitos publicitários que não acreditam na força dos blogs, ou investem neles apenas se “sobrar dinheiro”.

    Parabéns!

  • Ana Duarte disse:


    Depois de ler todos esses comentários, fiquei com uma sensação meio “esquisita” de peixe fora d’água.

    Há praticamente dois meses, criei um blog inicialmente focado para o público lésbico. Digo inicialmente, porque os temas tratados são dos mais variados, dependendo da minha vontade e daquilo que me desperta a atenção, com isso, alguns visitantes leais são amigos héteros que gostam do que escrevo e ponto final.

    Até a criação desse blog eu sequer tinha entrado em um, mas como toda boa Relações Públicas que se preze, fui vivenciar a ferramenta para entender como funcionava. Confesso que adorei e vi nela inúmeras possibilidades profissionais.

    Não tenho saco para ler esses blogs famosos (não estou falando sobre blog de famosos) porque tenho a sensação de que deixaram de ser “cidade do interior” para virar “metrópole”, perdendo sua essência.

    Acompanho diariamente uma infinidade de blogs pessoais, lésbicos ou não, blogs profissionais e relacionados àinternet e comunicação, mas somente os que acho que têm algo interessante para dizer.

    Observo que no “nicho lésbico”, não tem essa coisa de competição nem discriminação, as blogueiras se falam bastante, interagem muito, colaboram e incentivam as novatas, lésbicas ou não. E nem é necessário fazer post pago, porque aquilo que interessa a nos, corre entre os blogs quase como que na velocidade da luz; imagina mulher falando para mulher… Com isso, sem receber nada, já fiz posts sobre agências de viagem GLS, cruzeiros gays, festas lésbicas, editora de livros lésbicos e assim por diante, todos com conteúdos que nos são relevantes e que descobri por acaso nesse mundão virtual.

    Sinceramente, eu acho que post pago é um engodo que não engana ninguém. Vejo que quem acompanha algum blog, quer saber o que aquela pessoa tem a dizer e, até, conhecer novidades pertinentes à temática geral do espaço, desde que estejam contextualizadas.

    Agora que a blogosfera está virando uma “máfia do networking”, isso é verdade, infelizmente.

  • Pablo snr! disse:


    Boa wagner!

    Não consegui conversar contigo no evento, mas digo aqui que a palestra foi sensacional!

    Muito bom o texto também! É uma referência para social media.

    Esses últimos meses eu comecei a estudar mais o “long tail” e também social media no livro “the social metropolis”. Vendo os teus pontos de vista e relacionando com essas teorias tive muito mais clareza e idéias em como trabalhar nessa área.

    Blogs são do caralho, midia de massa também e informação realmente é uma commoditie. Logo a diferenciação de hoje em dia é como trabalhar com tudo isso de forma envolvente e relevante. (até da pra sentir uma pitada de lovemark ai)

    bom.. primeiramente vou tentar aplicar tudo isso no meu TCC. Te aviso quando rolar a apresentação!! hehehe

    abs!

  • O que aconteceu no Seminário Info de Redes Sociais disse:


    [...] do Wagner Martins, o Mr. Manson, que agora é sócio da Agência Espalhe e publicou sua palestra no Blog de Guerrilha: Do nicho podem surgir argumentos que desacreditam qualquer campanha de massa. Usei o exemplo do [...]

  • Marcelo disse:


    O primeiro post que li deste blog. Uma palavra – SENSACIONAL. Obrigado por agregar conhecimento às minhas leituras na internet.

    Um abraço!

    Marcelo

  • Veridiana Serpa disse:


    Muito interessantes os diversos pontos tocados nesse texto que realmente levam a reflexão, concordo que “Relevância é uma soma de conteúdo com relacionamento”, e a blogosfera vai muito além dos Top100 ou 200, é muito mais abrangente e diversificada.
    “Blogueiros são famosos só para as negas deles”, acredito que o grande sucesso de um blog é quando consegue atingir o leitor que não está familiarizado com blogs, google readers e feeds, o “leigo”, navegador da internet. A partir do momento que os “paraquedistas” começam a se interessar pelo conteúdo no todo e não apenas em um texto específico que acabou encontrando graças a um dos programas de busca, esse sim é um grande êxito do blogueiro, seja profissional ou não.
    Não tenho nada contra posts-patrocinados (publietiroiais) desde que tenha haver com o conteúdo do blog e com a opinião de quem ali escreve, e quem acompanha o blog irá identificar facilmente se o post foi escrito com conhecimento ou apenas pelo $. Aí é de cada leitor continuar acompanhando ou não, peneirando o que lhe agrada na leitura.

  • Pablo snr! disse:


    E essas ações de robôs andando por São Paulo.

    tá me cheirando ação da Espalhe, não?

    hehe

  • [Links] De 18 Agosto até 26 Agosto | BlogueIsso! disse:


    [...] Blog de Guerrilha — Seminário Info: Resumo da “Blogosfera como Mídia&rdquo… – MrMason para pensar a blogosfera. [...]

  • Evandro F. disse:


    otimo post!

  • Ale Jung disse:


    Wagner,

    Bastante lúcido teu texto e, independente de concordar com ele totalmente ou não, você tocou em 2 pontos que para mim são fundamentais para se entender a (espero que provisória) baixa adoção dos blogs como espaços para comunicação comercial.

    O primeiro deles é a questão dos blogueiros celebridades que habitam o que eu chamo de “umbigosfera”, gerando e consumindo conteúdo de maneira hermética, num ciclo vicioso do tipo “eu escrevo para as pessoas que escrevem o que eu leio” e o outro é o lance de RP, tema que venho pensado há algum tempo e que deve virar logo mais um post no meu blog.

    Abs

  • Links de Quinta #8 | Peixe Fresco disse:


    [...] Seminário Info: Resumo da “Blogosfera como Mídia” – Para ninguém reclamar que eu não link blog brasileiro. Esse blog é da agência Espalhe, o texto de Wagner Martins. Fala sobre várias coisas relacionadas a blogs, agências e corporativismo. Mesmo que eu não concorde em tudo que ele diz, os pontos apresentados são muito interessantes. Que a força dos blogs está na verdade nos muitos micro-blogs com poucos leitores, e não nos poucos grandes blogs bem lidos. [...]

  • blxg // Blog da agência Fire Multicom » Blog Archive » A blogosfera como mídia disse:


    [...] Fonte: Blog de Guerrilha [...]

  • Mario Sun disse:


    “…A força dos blogs está nos milhões que têm uma audiência pequena, não nos poucos que têm uma audiência grande. Se for olhar só para os TOP100 blogs, todo o discurso excessivamente repetido de “o mundo está mudando” fica hipócrita.”

    Brilhante!

    E a pergunta que não quer calar: por que será que nenhum blogueiro celebridade (os Top-100) linkou este post ou veio aqui acrescentar algo a discussão?

  • Lúcia Motta disse:


    Wagner, sou uma blogueira iniciante mas curiosa. Seu texto desmistifica um pouco os mais entusiasmados – e isso é muito bom, um pouco de pé no chão ajuda a ver as coisas em perspectiva.
    Me centrei em dois assuntos: blogs corporativos e as estrelas dos blogs.
    Considero os blogs corporativos uma alternativa a ser considerada no relacionamento interno das empresas. O segredo está, como você bem diagnosticou, no discurso.
    As estrelas dos blogs, por outro lado, são um fator inibidor para os novos e menos entranhados na liguagem. Entender de mídia eu entendo, sou jornalista e estudo o assunto, mas as estrelas são sempre intimidadoras e intimidantes. Há o preconceito, também, o mesmo que ocorre com relação às mídias ditas “antigas”.
    Enfim, seu texto faz pensar e esse é o objetivo fim de qualquer texto.
    Parabéns

  • E o trabalho final chega ao fim. | Sem título ainda... disse:


    [...] Resumo Seminários Info: A blogosfera como mídia – Outro post escrito por Wagner Martins para o Blog de Guerrilha. [...]

  • Mídia social everywhere « Gaveta do escritório disse:


    [...] um tempo, desde o EBP do ano passado que venho falando por aí que os trabalhos na mídia social é totalmente embasado na teorias de relações públicas e ainda [...]

  • Vamos falar de mídias sociais no Seminário Info « Blog de Guerrilha disse:


    [...] # Post sobre a participação do Mr Wagner no Seminário Info do ano passado, no painel a Blogosfera c…. [...]

  • ladies and gentlemen: we have a lion – Cannes 2009 e o PR Lion « Gaveta do escritório disse:


    [...] 30, 2009 por Sylvia Ferrari As Relações Públicas foi descoberta pela mundo (já cantava essa bola faz tempo) e agora faz parte da glamorosa festa da publicidade: [...]

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