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Celso Amorim diz no Senado que Bolívia é país estratégico para o Brasil Imprimir E-mail
Autoria de Priscilla Mazenotti - Repórter da Agência Brasil   

Brasília - O ministro das relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a relação do Brasil com a Bolívia é de política de Estado. Segundo ele, a Bolívia é um país estratégico para o Brasil, já que faz fronteira com estados brasileiros.

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim durante audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado. Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr

Amorim destacou que em nenhum momento houve a idéia de que o Brasil vai se relacionar apenas com governos de esquerda. "Vamos nos relacionar com todos os governos".

Ele disse ainda que, apresar de a Bolívia ser um país instável, o Brasil considera fundamental a integração com aquele país. "Não foi o presidente Lula que elegeu Evo Morales. Quem o elegeu foi o povo da Bolívia e nós temos de respeitar esse fato".

Amorim explica, em audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado, o que o Brasil tem feito a partir da decisão do governo boliviano de nacionalizar as reservas de petróleo e gás. Uma das multinacionais prejudicadas com a medida é a brasileira Petrobras.

Forma de nacionalizar gás boliviano surpreendeu, diz Amorim

Brasília - O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse há pouco que a nacionalização do gás e petróleo pela Bolívia era um cenário esperado. No entanto, segundo ele, a maneira como a medida foi tomada pelo governo boliviano não estava nas previsões brasileiras.

"A nacionalização não nos surpreendeu, a forma como foi feita nos surpreendeu", afirmou o chanceler, que participou de audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado. No início da audiência no Senado, Amorim classificou como "desnecessária" a ocupação da Petrobras por tropas bolivianas no dia 1º de maio.

De acordo com ele, a decisão do presidente da Bolívia, Evo Morales, era previsível devido às posições defendidas durante a campanha eleitoral e no referendo realizado em julho de 2004, quando a população boliviana decidiu a favor do Estado recuperar a propriedade de suas reservas.

Amorim ressaltou, porém, que o governo brasileiro já conversou com Morales sobre a dupla dependência criada pelo gás boliviano. O Brasil compra 36% do gás que a Bolívia exporta. "Tudo isso já foi dito a Morales", destacou o chanceler, que em breve deve ir a Bolívia se reunir com Evo Morales.

09/05/2006


Ministro lembra que interdependência de Brasil e Bolívia vem de outros governos

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que é favorável ao gasoduto Brasil-Bolívia e ressaltou que a relação de interdependência dos dois países vem de outros governos.


Segundo ele, do investimento de US$ 1 bilhão da Petrobras na Bolívia, 92% foram entre 1996 e 2002 e o resto foi entre 2003 e 2005. "Isso mostra como a Petrobras neste governo agiu com prudência".

Segundo o ministro, o Brasil reagiu à decisão de Evo Morales de nacionalizar as reservas de petróleo e gás bolivianas "da forma como deveria, com diálogo, e com o reconhecimento da situação".

Para o ministro, a questão agora é saber se na nacionalização os interesses brasileiros serão respeitados. "Apesar de toda a instabilidade, a Bolívia tem sido um fornecedor de gás confiável no Brasil".

Amorim destacou que a discussão sobre o preço do gás tem de ser racional. Segundo ele, o Brasil compra 36% do que a Bolívia exporta "Se o gás for para um preço que não seja possível o funcionamento das indústrias ou que o consumidor não possa pagar, esse preço não pode se elevar. Não é uma atitude autoritária, é o mercado".

Ele admitiu que as negociações sobre o preço "vão ser longas e difíceis". Para ele, a ocupação da Petrobras no dias 1º de maio foi desnecessária, porque "não haveria reação física".

09/05/2006

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