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João Marcos Rosa

O dia-a-dia dos fotógrafos da National Geographic Brasil

Sobre este Blog

João Marcos Rosa João Marcos Rosa é fotógrafo e jornalista. Desde 1998 se dedica a documentar a natureza e a cultura brasileira. Seus trabalhos já foram publicados pela National Geographic Brasil, na Espanha, nos EUA e na Alemanha. Atualmente, vive em Belo Horizonte, sede da Agência Nitro de fotografia, da qual é um dos fundadores.

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Mirada alemã: um olhar crítico sobre o seu próprio trabalho

João Marcos Rosa - 22/06/2011

Foto: Annett Erste Wahl

Por casualidade do destino, no início, e cada vez mais por minha vontade, tenho ministrado workshops e palestras em diversos lugares. Essa experiência tem sido muito proveitosa para que eu possa lançar um olhar crítico sobre o meu trabalho. Fórmulas antigas tem caído e dado lugar a novos adubos que fertilizam meus projetos.


A última vivência que tive com jovens fotógrafos, assim como eu, foi na Alemanha. Passamos três dias intensos de produção e discussão sobre rumos da fotografia, linguagem, técnicas, equipamentos e mercado. No último dia me sentia como se estivesse no Brasil, discutindo a produção de mais um trabalho. Um amadurecimento e um envolvimento intenso de todos os participantes.


Foi incrível perceber que apenas ao compartilhar nossas experiências, podemos gerar uma inquietação e uma busca por algo que está dentro de nós, mas que ainda não tínhamos percebido.

Me surpreendi com a capacidade de renovação e assimilação dos participantes. O resultado vocês conferem nas imagens abaixo:


Foto: Harald Ditter

Foto: Kathrin Sievers

Foto: Kathrin Schuller

Foto: Kathrin Sievers

Foto: Harald Ditter

Foto: Harald Ditter

Foto: Kathrin Sievers

Foto: Annett Erste Wahl

Foto: Annett Erste Wahl

Foto: Evelin Richter

Foto: Kathrin Schuller

Foto: Kathrin Sievers

Foto: Kathrin Schuller

Foto: Harald Ditter



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Novos caminhos em Carajás

João Marcos Rosa - 06/06/2011

Escrevo esse post de terras estrangeiras. Após uma excelente expedição pela Floresta Nacional de Carajás, no Pará, embarquei em seguida para a Alemanha, onde estou ministrando um workshop sobre documentários fotográficos.

Mas dessa etapa falo depois, já que não posso deixar de relatar a importância dessa última viagem que fiz para o sudeste paraense. Pela primeira vez estive ali para documentar a reserva em si e não só as harpias como foi costumeiro nos últimos dois anos.


Dessa vez o objetivo do trabalho é documentar a fauna e os ecossistemas de Carajás para um livro que vai destrinchar os segredos dessa “ilha” de floresta em meio à desmatamento desenfreado que se instaurou naquela região. Com o apoio de velhos e novos amigos percorri os rincões das cangas de Serra Sul e navegamos pelo alto do rio Itacaiúnas, um dos lugares mais bonitos em que já estive. Em meio aos rasantes de araras-azuis, vermelhas e outras belezas mais, avistamos uma harpia na beira do rio, graças ao olhar apurado de Deuzivaldo, mais conhecido naquelas bandas como o Mutum.

Após a expedição pelo Itacaiúnas fizemos um sobrevoo incrível, percorrendo o mesmo trajeto que havíamos feito de barco e também a mesma rota que havíamos feito de carro dias antes. Se você ficou com ganas de ver as fotos, imagine a minha vontade de mostrar esse material. 

Com certeza essas imagens passarão por esse blog, mas antes serão editadas para ilustrar as páginas desse tão esperado livro.

Foto: Alexandre Castilho

Foto: Frederico Drumond Martins

Foto: Daniel Castilho


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A fotografia das chamas: em busca do fogo

João Marcos Rosa - 18/05/2011

Quando li pela primeira vez o clássico Grande Sertão: Veredas, me lembro de ficar perturbado com a passagem sobre o incêndio que o bando de Diadorim e Riobaldo enfrentou no lendário Liso do Sussuarão.  Entocados, doentes e com fome, os personagens amargaram agruras durante os dias que estiveram imersos naquele fumacê.

Lendo aquelas páginas eu podia sentir o cheiro do mato queimado. Apesar do horror descrito pelo escritor João Guimarães Rosa, o fogo sempre exerceu um tipo de encanto sobre mim. Quando passo por algum incêndio à beira da estrada ou mesmo quando sinto o cheiro da fumaça vinda da montanha em minha casa, me inquieto e tenho ganas de me lançar fogo à dentro.

Esse impulso vem ocupando, já há algum tempo, um espaço maior dentro de mim e por isso tenho documentado esse fenômeno (às vezes natural, às vezes criminoso) que segue tomando proporções gigantescas a cada ano, seguindo o rastro da ocupação humana que também cresce num ritmo vertiginoso.

Esse ano pretendo seguir com essa documentação e tentar romper os limites geográficos de Minas Gerais para tentar entender o que tem acontecido em outras regiões do Brasil em diferentes ecossistemas. Aguardem os próximos capítulos desse livro. A temporada do fogo está apenas começando.


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Cruzando fronteiras

João Marcos Rosa - 26/04/2011

Frisei aqui em meu penúltimo post a importância de ficarmos mais atentos ao que temos próximos de nós, para assim poder desenvolver uma relação mais profunda com o assunto fotografado.

Isso sempre foi uma bandeira que busquei carregar. Mas também não quer dizer que eu mantenha meus horizontes fechados para conhecer o resto do mundo. Claro que o Brasil, com suas dimensões continentais e pela ocupação ainda “recente” (se comparado a outras regiões do nosso planeta), possui diversas regiões, animais e culturas que nunca foram documentados, e isso é um prato cheio para qualquer fotógrafo. E é por causa disso que às vezes me questiono quando passo uma temporada fotografando em outro país ao invés de dedicar meu tempo registrando histórias ainda desconhecidas Brasil afora.

Porém, em cada novo país que conheço, tenho ampliado meus horizontes de maneira que não imaginava. Nessas últimas duas semanas estive no Uruguai e por lá conheci um projeto que me encantou. O Centro de Fotografia de Montevidéu, CMDF (www.cmdf.montevideo.gub.uy) , criado em 2002, é um órgão público que tem como objetivo difundir e fomentar a fotografia em suas diversas vertentes ocupando espaços públicos com exposições e eventos como o Festival Fotograma que acontece no final desse ano.

Quem me apresentou o projeto foi o coordenador do CMDF, Daniel Sosa, que me contou sobre a batalha que foi a criação e a implantação do centro e como ele tem influenciado as novas gerações de fotógrafos uruguaios. Vida longa à fotografia na América do Sul e que lutemos pra derrubar as linhas geográficas imaginárias que nos separam.


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Sobre comunicação e águias

João Marcos Rosa - 06/04/2011

Em 2006 fui convidado para expor em um congresso sobre conservação de aves de rapina as imagens que havia produzido para a NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL sobre as harpias. O evento aconteceu em Toledo, próximo à Madri, e as aulas de espanhol que havia tomado para fazer as fotos das harpias na Venezuela abriram as portas para que eu começasse a realizar trabalhos em outros países.

Nessa mesma viagem conheci pesquisadores que trabalhavam com a reintrodução da ameaçada águia imperial. Eles me levaram para conhecer a sede do projeto em Sevilha e dali mesmo surgiu um convite para uma próxima visita para documentar todas o projeto. Da Andaluzia cruzei o país rumo à Barcelona, onde consegui agendar uma reunião com a equipe da National Geographic na Espanha. Sentado com a diretora de arte Teresa Esmatges, pude mostrar os trabalhos que realizava aqui no Brasil e expor minhas idéias de novas pautas para a edição espanhola.

Estávamos em novembro de 2006 e assim que voltei para o Brasil retomei as aulas de espanhol com minha "maestra" Carol Machado, vislumbrando o retorno para documentar as águias imperiais.

Com um espanhol bem mais "robusto" viajei para o verão de Sevilha em junho de 2007 para registrar durante 20 dias o programa de Conservacão das Águias Imperiais conduzido pelo governo da Andaluzia. Posso afirmar com certeza que o domínio da língua foi um imenso diferencial para a realização do trabalho, já que dependia de muita conversa para conseguir produzir as imagens que buscava.

Dessa jornada colhi como frutos o documentário produzido sobre as águias imperiais, duas matérias publicadas na National Geographic espanhola, além dos grandes amigos com os quais mantenho contato até hoje.

Dei voltas e mais voltas para lembrar o quanto é importante poder se comunicar para conseguir atingir nossos objetivos. Muita gente acaba "se virando" mesmo sem falar a língua local, mas, acredite, a profundidade que se pode alcançar é diferente...


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