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24/08/2006 - 22:28

Conhecendo a prata-da-casa

Anderson - 19 anos - Profissional - Zagueiro


Thiago Trindade

Conhecendo a prata-da-casa
Fotocom: Divulgação
O jovem zagueiro Anderson foi promovido ao time profissional do Fluminense pelo técnico Paulo Campos, durante a disputa da Taça Rio de 2006. Chegou a ser titular em algumas partidas, tendo um bom desempenho ao lado de Thiago Silva. Com Oswaldo de Oliveira, voltou à equipe de juniores. Após a recente chegada de Antônio Lopes, o zagueiro mostrou ter a confiança do novo técnico e foi escalado para a primeira partida sob o seu comando, contra o Atlético-PR.

Nome: Anderson Luis de Azevedo Rodrigues Marques
Nascimento: 10/03/1987, no Rio de Janeiro (RJ)
Altura: 1,84m
Peso: 82kg
Posição: Zagueiro

Canal Fluminense - Você nasceu aqui mesmo no Rio de Janeiro, como foi sua infância? Passou por dificuldades?
Anderson - Sim, sou do Rio. Minha infância foi muito boa, sempre nas peladinhas da rua (risos). Dificuldades passei bem poucas porque meus pais sempre correram atrás pra me dar o melhor, graças a Deus.

Canal Fluminense - Como você começou a jogar futebol e chegou ao Fluminense?
Anderson - Comecei a levar o futebol a sério quando percebi que não gostava de estudar (risos). Então resolvi ser jogador de futebol. Matava aula direto pra ir fazer testes nas escolinha de futebol do Olaria, fiquei um bom tempo lá, depois saí e fui pro Botafogo, onde fiquei 9 meses. Então fui pra São Paulo, joguei 3 meses na Inter de Limeira, mas fiquei com saudades de casa, daí fui parar lá em Xerém, onde estou desde 2002 defendendo o Flu.

CF - Durante a Taça Rio, o então treinador Paulo Campos o promoveu aos profissionais e te colocou no time titular, onde você fez uma dupla de zaga com o Thiago Silva que foi muito elogiada. Com a chegada do Oswaldo de Oliveira ao clube, você retornou aos juniores. Qual foi a sua reação diante disso?
A - É claro que nós que viemos da base depois que subimos para o profissional não queremos mais descer, e comigo não foi diferente. Porém, estou no Fluminense para comprir ordens, eles falam e eu jogo, esse é o meu dever.

CF - O Oswaldo chegou a conversar com você quando tomou esta atitude? O que ele lhe disse?
A - Só disse pra eu descer para jogar, pegar ritmo de jogo, que quando eu voltasse teria uma chance com ele.

CF - Quais são as principais diferenças do treinamento dos profissionais para o dos juniores?
A - Com certeza a experiência. O treinamentos na maioria das vezes são iguais, mas a experiência dos jogadores é o que modifica os treinos.

CF - Assim que assumiu, o técnico Antônio Lopes confirmou você como reserva imediato da zaga tricolor. Você espera retomar a vaga de titular na defesa, mesmo sabendo que não será muito fácil, já que Roger, Thiago e Thiago Silva vêm sendo bastante elogiados?
A - Todos querem ser titular, mas só vão jogar os que estiverem melhor no momento. Sabemos que não existe ninguém insubstituível.

CF - Então a disputa por uma vaga dentro do grupo é sadia?
A - Com certeza a disputa por vagas é sadia, sabendo que temos jogadores qualificados e que quem começar jogando vai dar conta do recado.

CF - Você prefere um esquema de jogo com uma linha de quatro na defesa, ou um com 3 zagueiros, com os laterais virando alas e tendo mais liberdade pra atacar?
A - Prefiro quando joga com 3 zagueiros, parece que fico mais seguro. Isso é pessoal, mas parece que a equipe marca mais. Não sei se é impressão minha.

CF - Você começou a jogar futebol na lateral-direita. Quando chegou ao Flu em 2002 passou a atuar como zagueiro. Qual foi o principal motivo dessa mudança de posição?
A - Acredito que o meu tamanho e o forte poder de marcação que sempre tive.

Foto: Arquivo pessoal
CF - Anderson, você já passou diversas vezes por seleções de base. No time principal as chances de disputar o mundial sub-20 do ano que vem, além do Pan e das Olímpiadas, aumentam?
A - Com certeza. Por isso estou treinando forte, ainda tenho esperanças.

CF - O Antônio Carlos, que também foi um zagueiro revelado em Xerém, marcou história no Fluminense ao fazer o gol do trigésimo título carioca do clube, coisa rara na posição. Você sonha em repetir o feito dele, de se tornar um herói e ficar marcado na lembrança dos torcedores?
A - Poxa! Quem sabe! Mas no momento o pensamento está em ajudar o Fluminense a realizar seus objetivos, que são os títulos que restam esse ano.

CF - Qual foi a importância de Xerém na sua formação como atleta? Se você fosse formado em uma equipe sem essa esturutra, quais seriam as maiores diferenças e dificuldades?
A - A diferença fica em local de trabalho. Xerém tem todos os equipamentos, alimentação etc. Essas coisas que um atleta precisa para crescer. A importância de lá foram os professores, os companheiros do grupo, sempre me dando força e me passando confiança pra fazer o que eu sei de melhor, que é jogar futebol.

De primeira:

Sonho: Já realizei um que foi jogar no profissional com 18 anos. Agora quero jogar o mundial sub-20.
Principal dificuldade: Ficar no profissional definitivamente.
Decepção: Com um treinador que não preciso citar o nome.
Maior alegria: Primeira convocação pra seleção (Sub-17).
Melhor amigo no futebol: Tenho muitos, difícil citar um só.
Fluminense: Orgulho, tradição, paixão e união.
Paixão: Minha mãe.
Em que jogador se espelha: Júnior Baiano e Juan (zagueiro da seleção brasileira).
Defina o que representa o futebol para você: Paixão e também meu sustento.


- Clique aqui e veja a lista de pratas-da-casa que já foram entrevistados

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