BEM-VINDO A IPOEMA MG

 

Ipoema pertence ao Circuito do Ouro e Circuito Estrada Real

Região: Central
Habitantes: ±3.550
Temperatura Média: 21,1°C
Distância da Capital: 86 Km

Tipos de turismo que Ipoema propicia:

Turismo Histórico (Cidade Histórica), Turismo Cultural, Turismo Ecológico (Ecoturismo), Turismo Gastronômico, Turismo Rural, Turismo de Lazer, Turismo de Aventura


Uma Ave que Canta na Estrada Real

por Liliane Martins

No município de Itabira, berço do poeta Carlos Drummond de Andrade, se localiza o simpático distrito de Ipoema, a 86 km de Belo Horizonte; no trecho entre Ouro Preto e Diamantina, uma das mais importantes vertentes da Estrada Real que liga Minas Gerais ao Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. O lugar já teve vários nomes até que em 1943, foi denominada Ipoema que significa “Ave que Canta” e assim, permanece até hoje. Ipoema tem sua história resgatada pela Estrada Real com a criação do Museu do Tropeiro, quando uma exposição foi criada pela comunidade local para mostrar os apetrechos usados pelos tropeiros antigamente, valorizando assim a cultura tropeira. Esse museu mostra a importância do distrito na época em que se intensificou a circulação de várias tropas que transportavam alimentos para abastecer o Distrito Diamantino e riquezas mineiras para o Rio de Janeiro, que seguiam deste para a Europa. Além das belezas naturais, das corredeiras, das matas, das tradições em culinária e artesanato, o visitante tem a possibilidade de apreciar o turismo de Ipoema com esportes radicais como trekking, canoagem, caminhadas, e etc; e ainda pode conferir a fascinante história de Minas na era do Brasil Colônia.

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HISTÓRIA DE IPOEMA

Ipoema já se chamou Estalagem, Pouso Alegre, Aliança e Santo Afonso da Aliança, mas foi em 1943 que teve seu nome oficializado: Ipoema – “Ave que Canta”. Por lá passavam os tropeiros – responsáveis por conduzir tropas de burros e mulas carregados de alimentos que abasteciam Diamantina. Ao sair da região; seguia rumo ao Rio de Janeiro para descarregar as riquezas de Minas que dali seguia pra Europa. Eles também exerciam outras atividades como correio, emissário oficial, transmissor de notícias, intermediador de negócios,aviador de receitas e encomendas e portador de bilhetes e recados.

Eles tinham que ter uma alimentação bem simples, embora farta: carne seca, feijão, angu, farinha de mandioca, torresmo e café feito com rapadura, era o que os sustentava em suas longas viagens. Bebida alcoólica nem pensar! Só uma reserva de cachaça que servia como remédio ou esquenta-peito nas noites chuvosas. Essa prática teve início com a interiorização do povoamento nos séc. XVIII e XIX quando as minas de ouro são descobertas e, consequentemente, a região começa a ser ocupada sendo necessário assim, abastecer a região com alimentos e produtos para os moradores. O tropeirismo foi essencial para a economia e colonização da época, além de ter sido responsável pelo surgimento de muitas cidades brasileiras, pois muitos decidiam fixar moradia por achar um bom lugar para repouso, além de exercer atividades como plantio, criação de gado e comerciais. Os tropeiros tinham acesso à Capitania das Minas por 3 caminhos: Caminho Velho, que ligava à São Paulo; Caminho Novo que ia ao Rio de Janeiro e o Caminho dos Currais que acessava à Bahia. Todos esses acessos eram registrados e possuíam postos alfandegários que cobravam e controlavam as taxas de circulação das mercadorias na região. As tropas exerciam um papel essencial no transporte terrestre de cargas para todas as colônias e regiões mineradoras. Em 1817, dois exploradores alemães, Spix e Martius, passaram uma noite na região e registram sua passagem por lá: “Depois de Busceda e Duas Pontes, duas choupanas, transpusemos um riacho que nasce de uma jazida de itabirito e conteria grânulos de platina. No dia seguinte, partimos da Fazenda Cabo D’Agosta, passando por uma vegetação luxuriante, pela Fazenda Tanque e um rico engenho de açúcar, em caminho para o pequeno Rio das Onças, que é todo circundado de altas matas. Papagaios e macacos, sobretudo o sagüi-chico, e onças enchiam essas selvas com o seu vozerio.”

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