Manuel Alegre
"Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal "

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Costa mostra simpatia por candidatura de Alegre mas cola a sua decisão à do PS
[Luciano Alvarez/Público, 22.01.2010]
Nem "sim", nem "não". Pelo menos por agora, António Costa não dá nenhuma palavra definitiva sobre a candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República. Prefere esperar pela decisão da direcção do partido, mas as suas palavras denotam simpatia pelo candidato. Lembra que já o apoiou noutras ocasiões e espera que, no PS, tudo decorra de forma harmoniosa. Questionado várias vezes no programa Quadratura do Círculo, da SIC Notícias, transmitido ontem à noite, se apoiava ou não Alegre, Costa mostrou-se evasivo. Disse, porém, que o anúncio da candidatura era um sinal natural e que com o resultado das anteriores eleições "ganhou uma legitimidade própria que é essencial para se ser Presidente".

Já sobre o timimg do anúncio, Costa considera que, face ao actual cenário político, ele não vem fora de prazo. "O Presidente da República não tem sabido proteger-se da instrumentalização de que a sua acção tem sido objecto por parte da actual direcção do PSD. O papel do Presidente da República tem sido afectado e limitado na sua acção e teve como consequência política a antecipação de todo este calendário", salientou.

O presidente da CML, considerado dentro do PS como um dos possíveis sucessores de José Sócrates, é também contrário à opinião dos que dizem que o anúncio condiciona o PS, considerando que, com Alegre no terreno, o partido tem "um maior leque de opções".

"A divergência que tivemos com Manuel Alegre nas últimas presidenciais foi algo que aconteceu, foi difícil, mas creio que está ultrapassada e não pudemos estar a viver dessas amarguras passadas", acrescentou.

Costa reconheceu que a candidatura não é "isenta de dificuldades". O facto de o BE já ter apoiado Alegre e a imagem que o candidato tem são duas delas. "A dificuldade de Alegre hoje é que nos últimos anos nem sempre foi capaz de se demarcar de uma imagem que se lhe foi colando de ser o esquerdista de serviço do PS. Uma imagem empobrecedora e que não é adequada à sua própria história."

Sobre o BE confessou que já "quase todos os socialistas tiverem ilusões". O que os distingue é, acrescentou, "os que, mais tarde ou mais cedo, descobriram o que é o BE". "Manuel Alegre foi dos últimos a descobrir o que é BE. E percebeu que toda a acção do BE visa o enfraquecimento e a divisão do PS. Ele explicou isso, tomou as posições que tomou e não sendo candidato apoiou o PS. E teve um papel importante na construção da solução em Lisboa."

A propósito do BE e do que diz serem os seus objectivos, fez uma revelação: "Antes das penúltimas legislativas [2005], numa altura em que ninguém pensava que o PS tivesse a maioria absoluta, houve reuniões com BE para saber se, após eleições e não havendo maioria, era susceptível de haver um entendimento como tinha havido entre o SPD e Os Verdes na Alemanha. E eles explicaram bem ao que vinham, não estavam disponíveis nem para ser parceiros".

No final do programa, disse ter registado bem que o PS "saudou a figura de Manuel Alegre e elogiou-a". "Acho que há a preocupação sensata de evitar divisões. Alegre é uma grande figura do PS, é importante que tudo isto decorra de forma harmoniosa, que some e não divida."

Com esta candidatura anunciada há uma semana, a entrar de rompante na discussão política, Francisco Assis, líder da bancada parlamentar socialista, sentiu ontem necessidade de pedir moderação aos deputados. "O PS é dono do seu tempo político", disse Assis, que, a nível pessoal, já manifestou simpatia para com a candidatura de Alegre.

Já Mário Soares, que nunca desmentiu notícias da sua insatisfação com a candidatura de Alegre e que andaria à procura de um candidato alternativo dentro do partido, veio a público dizer que considera ser "inconveniente entrar nessa discussão" porque distrai "do essencial". Já o deputado João Soares afirmou que Alegre está "bem posicionado".

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