Manuel Alegre
"Não serei candidato em nome de nenhum partido. Serei candidato por Portugal "

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Alegre recusa ser candidato do Bloco
[Cristina Figueiredo /Expresso, 23.01.2010]
Manuel Alegre garante que o apoio do BE à sua eventual recandidatura a Belém não significa que ele esteja ‘encostado’ à esquerda: “As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco”. “A candidatura será nacional, com grande marca de independência e historicamente enraizada no PS”, afirmou Manuel Alegre ao Expresso.
Manuel Alegre recusa ser visto como “o” candidato do Bloco de Esquerda: “As pontes que possa ter estabelecido com outros sectores de esquerda não legitimam ninguém a dizer que sou um candidato do Bloco. Não sou. E se a minha candidatura vier a concretizar-se será uma candidatura nacional, com uma grande marca de independência mas historicamente enraizada no PS”, afirma, numa declaração ao Expresso.

O esclarecimento surge depois de, esta semana, dirigentes do PS como António Vitorino e António Costa se terem referido ao apoio do BE como uma fragilidade da eventual recandidatura presidencial do socialista. Consciente de que o seu maior trunfo eleitoral é precisamente o estatuto suprapartidário que conquistou em 2006, Alegre não está disposto a perdê-lo ficando associado à imagem de “o” candidato do Bloco.

Ainda o anúncio da disponibilidade de Manuel Alegre para se (re)candidatar às eleições presidenciais ecoava no restaurante de Portimão onde ele a proclamara, na sexta-feira, e já Francisco Louçã a saudava na SIC Notícias: “Uma voz importantíssima”. No dia seguinte, discursando nas Jornadas Parlamentares do BE, Louça amplificou a mensagem, considerando “muito importante que haja uma candidatura que, à esquerda, não seja uma candidatura de partido”. E, no domingo, foi a vez do líder parlamentar bloquista, José Manuel Pureza, afirmar ver em Alegre, com “muita simpatia”, “todas as condições” para derrotar Cavaco Silva em 2011.

Tanta declaração de apoio bastaria para dar sustentação ao cepticismo de António Vitorino, na segunda-feira. No seu programa semanal de comentário na RTP, o dirigente socialista manifestou reservas sobre a candidatura de Manuel Alegre, considerando-a demasiado “encostada” à esquerda: “Não é por muito se falar da pátria que se tem uma candidatura que consegue ganhar votos daquele eleitorado central que oscila entre o PS e o PSD”. E António Costa, embora elogiando Alegre (“é uma grande figura do PS”), também reconheceu que o apoio do BE “é uma dificuldade” para a candidatura.

Sócrates só decide depois do Orçamento

Apesar das reservas – tácticas ou estratégicas, está por apurar – de nomes associados à direcção do PS, como António Vitorino, Vitalino Canas ou José Lello, Manuel Alegre somou ao longo desta semana importantes apoios de pesos-pesados do partido. De Carlos César a António José Seguro, passando por Duarte Cordeiro (o secretário-geral da JS que almoçou com Manuel Alegre na quarta-feira e, nesse dia à tarde, emitiu uma declaração pública em nome da organização), além de João Soares ou de Ana Gomes (que apoiaram Mário Soares em 2006) ou dos menos surpreendentes (porque sempre estiveram ao seu lado) João Cravinho, Vera Jardim e Maria de Belém.

O encontro com José Sócrates – de que resultará, ou não, o apoio oficial do PS a Manuel Alegre – está adiado, porém, para depois da discussão em plenário do Orçamento do Estado (agendada para 10 e 11 de Fevereiro). E no PS a ordem é para calar até essa altura a discussão sobre as presidenciais. Na quinta-feira, o líder parlamentar Francisco Assis pediu mesmo aos deputados que aguardem “pelo momento em que os órgãos próprios do partido” se decidirão.

A campanha está na rua

Mas se ao anúncio de sexta-feira da semana passada ainda falta a formalidade, a candidatura de Manuel Alegre já é considerada “irreversível”. O candidato reuniu-se na quarta-feira à noite com o seu núcleo duro de apoiantes e do encontro resultou a constituição de uma miniestrutura de coordenação, para já focada na Internet (na gestão da página pessoal de Alegre no Facebook; a sua página na net; e a página do Movimento Intervenção e Cidadania).

À pré-pré-campanha, se assim se pode chamar, não faltam eventos. Dia 31 de Janeiro, no Porto, Alegre almoça com um grupo de apoiantes. Dia 19 de Fevereiro é a vez de Coimbra, num jantar para o qual já se inscreveu o histórico António Arnaut. Também as federações de Bragança, Vila Real, Castelo Branco e Beja, assim como as estruturas regionais da Madeira e Açores e os núcleos de Paris e Genebra, dirigiram convites ao pré-candidato. Bem podem Cavaco Silva e Mário Soares, num raro uníssono, invocar que é “demasiado cedo” para falar em presidenciais. A campanha está na rua.

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