10.25.2011

8.29.2011



Exposição 1ª Pessoa: Pessoas 

Exposição organizada pelo Atelier de Arte Plano B, com a participação de 21 artistas, que revelam em suas obras alguns de seus “eus, tu, eles”.
Artistas: Adriana Daccache, Alexandra Eckert, Ana Bettini, Ana Chassot Ledur, Camila Schenkel, Clara Figueira, Dânia Moreira, Giana Kummer, Karine Perez, Kátia Costa, Luci Sgorla, Mara Radé, Marcelo Armani, Maria Eunice Araújo, Miriam Gomes, Rodrigo Mello, Rosana Morais, Silvia Giordani, Tereza Mello, Vitor Mesquita e Walter Karwatzki.

Abertura: dia 06 de setembro, 19h
Visitação: 08 de setembro até 05 de outubro.
De segunda a sexta (exceto feriados), das 8h às 17h e 30min.
Local: Na Galeria de Arte do DMAE
AV. 24 de Outubro, 200. Porto Alegre – RS.
Estacionamento do DMAE
pela Rua Fernando Gomes
Entrada franca

Contatos:
(51) 8448.4895
contato@atelierplanob.com.br
www.atelierplanob.com.br
(51) 3289.9722
galeriadearte@dmae.prefpoa.com.br
www.damegaleriadearte.blogspot.com

Organização e Produção: Atelier de Arte Plano B
Apoio:Pubblicato Designe Editorial, Mais Umas Coisas, SulFotos, Jornal Fala Brasil, Moldura Santos, TVE e FM Cultura, Chico Lisboa, ACERGS e, Koralle.
Patrocínio: Severas e Parmíssimo.
Realização: Galeria de Arte do DMAE/Prefeitura de Porto Alegre.


1ª PESSOA: PESSOAS

Por Sidnei Schneider


                O verbo ser não existe em algumas línguas. Para os seus falantes a ideia de “eu sou” é estranha. O que seria a identidade, então? O relativo ao que em nós é estanque ou ao que se constrói ao longo da vida? Compartilhamento da cultura grupal, que em grande parte a define? Algo perceptível somente em relação ao outro, ao que é diferente de mim? Um espelho que nos conhece e que desconhecemos?

                A palavra pessoa, derivada do latim persona, aludia à máscara através da qual a voz do ator soava. No nascedouro, portanto, referia-se a um personagem, distinto do eu. O poeta Arthur Rimbaud disse-o de modo contundente: “Eu é um outro”. O eu constituindo-se através das identificações e dos significantes que vem do outro, segundo a psicanálise.

                A contradição interna originou a ideia do duplo, com Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de Stevenson, os dois William Wilson, de Poe, Borges e eu, do próprio. Mário de Andrade foi além: “Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta”. Walt Whitman pretendeu incorporar a todos num paradoxal Canto a mim mesmo: “Eu me contradigo?/ Muito bem, eu me contradigo,/ (Eu sou amplo, abrigo multidões)”.

                Constituímo-nos de relações desde que começamos a escorregar por um túnel de úteros há milhões de anos: “quem não tenha necessidade dos outros homens... se não é deus, é um animal”, apontou Aristóteles. Ideias ou vontades nos definem menos do que atos. Para o artista, a ação mais importante está na arte que produz. É o que vinte e uma pessoas, para além da reunião das suas individualidades, oferecem aqui.


7.14.2011

6.15.2011



Exposição do Grupo de Estudos e Prática em Fotografia da Unisinos 2011

Coquetel de abertura
16/06 – 19h
Galeria do DMAE

Rua 24 de outubro, 200
Moinhos de Vento
Porto Alegre – RS –Brasil
Fone: (51) 3289 9722
galeriadearte@dmae.prefpoa.com.br

Visitação:
17/06 a 15/07
segunda à sexta-feira (exceto feriados)
8h às 17h30min

Fotógrafos: André Ávila, Anna Paula Arruda, Cris Aldreyn, Eduarda Nedel, Fernanda Wagner, Germano de Oliveira, João Gabriel de Queiroz, Leonardo Savaris e Maurício Montano.

Curadoria: Bruno Gularte Barreto

O Grupo de Estudos e Prática em Fotografia da Unisinos retoma suas atividades em 2011 sob a coordenação do fotógrafo e professor Bruno Gularte Barreto. Após um hiato de alguns anos, recriamos este grupo que foi o berço fotográfico de tantos excelentes artistas e mostras. Agora sob nova coordenação, estamos criando espaço para toda uma nova geração de jovens e talentosíssimos fotógrafos.
O grupo de Foto da Unisinos é reconhecido por ser um ambiente de troca e produção fotográfica de excelência técnica e conceitual que deu origem à formação artística de diversos fotógrafos hoje atuantes no meio artístico, bem como pela realização de grandes exposições em espaços de renome no estado.

Em 2011 retomamos as atividades a todo vapor. O trabalho dos novos integrantes do grupo pode ser conferido de 17/06 a 15/07 em uma exposição coletiva na Galeria do DMAE (Rua 24 de outubro, 200). Acreditamos firmemente na riqueza da diversidade. Nossos fotógrafos transitam com segurança e maestria técnica entre os diversos usos da fotografia como meio de expressão artística. Na exposição serão apresentados trabalhos que vão desde o clássico registro documental preto e branco à fotografia conceitual, do rigor da fotografia de arquitetura à incorporação do acaso no fazer fotográfico em trabalhos de dupla exposição.  Sempre primando tanto pelo conteúdo quanto pelo processo, afirmando o fazer fotográfico como experiência transformadora e viva.

Com a palavra os artistas, em uma breve descrição de cada trabalho apresentado:

Quanto vale o quilo
André Ávila

A série mostra a relação de valor entre produtos e os seus pesos. Quantas coisas consumimos, compramos ou, ainda, jogamos fora e não percebemos quanto vale cada grama daquele peso?
A idéia é mostrar, em diferentes situações, como essa relação de valor é distinta. A mesma forma de medir aparece diferente  em cada produto que colocamos na balança.

O Tudo é Uma Coisa Só
Anna Paula Arruda

A diversidade move o mundo, foi pensando nisso que saí às ruas de Porto Alegre a fim de buscar um momento único no dia de alguns cidadãos. Usando uma máscara, eles seguiriam sua rotina normalmente. Desde o fruteiro até a menininha que estava indo para o colégio,  naquele momento eram, de alguma forma, a mesma pessoa. Todos iguais e ao mesmo tempo diferentes na individualidade de cada expressão por trás da máscara.

Essa lente entre nós
Cris Aldreyn

Essa lente que tomo em minhas mãos pra revelar à meia luz o que as meias palavras ainda escondem.
Lente olho, lente pele, entra na pele. 
Que antes fique entre nós a minha lente, a tomar meu lugar se fazendo amante, que a lente alheia julgando sem ver. 

Duplacidade
Eduarda Nedel

Com o objetivo de me encontrar na transição da minha vida, mesmo que menos visível, mas cada vez mais sentida, estou escrevendo com luzes coloridas em um plástico cheio de prata.
As diferentes paisagens do caminho que vejo pela janela refletem a mudança diária de passagem do interior à capital e do que eu sou. Busco me encontrar entre essas duas realidades, esses dois mundos, essas duas exposições.

Lugares (In)comuns
Leonardo Savaris

A idéia inicial é retratar lugares comuns, despercebidos pela maioria das pessoas, que passam apressadas, absorvidas pela correria do dia-a-dia e alheias à vida das coisas simples e corriqueiras. Paisagens inusitadas são retratadas. Lugares incomuns podem ser locais reconhecidos pelas suas e características únicas; ou podem ser locais inusitados, destacados por sua (des)ordem, pelo ângulo em que são captados ou pela originalidade da construção de seu espaço. Ao comparar duas fotos, no entanto,  seus pontos em comum e seus aspectos divergentes ficam expostos. Força-se o observador a comparar, a encontrar pontos (in)comuns.

A Imersão no Abandono
Fernanda Wagner

Os lugares em que entramos nunca estão vazios. Os móveis que estiveram lá, as pessoas que partiram e os sons que já não mais ouvimos, todos deixam marcas no tempo e no espaço que sentimos ao invadir um lugar que não é nosso e não é mais de ninguém. Ele vive no nosso imaginário. Tomei essa casa como a minha própria e lhe convido a fazer o mesmo.

Intimidade Compartilhada
João Gabriel de Queiroz

Expor a intimidade do banho, mas nunca de uma maneira crua. Queria que as imagens fossem amplas, com nuances interpretativas e com áreas de informações não-finalizadas (incorporando a luz difusa proporcionada pelo vapor).
Apresento neste trabalho três momentos de compartilhamento de intimidade. O primeiro no ato de fotografar, quando eu entro no banho junto aos dois. O segundo na disposição das imagens, a união dos dois se dá na exposição. E o terceiro no acesso do público a essas imagens.

Nódoas
Germano de Oliveira

O que não se percebe?
O que se deve perceber?
O que é, o que não é, e o que pode ser.

O desejo indiscreto de imaginar o que habitaria os cantos escuros.

Laila
Mauricio Montano

Encontrei Laila Iglesias no centro, travestida, cantando e representando em um momento de intimidade com a rua. O ensaio mostra um fragmento da vida dela onde não houve situação forjada, mas sim um momento que se construiu, inesperado, com a aparição do fotógrafo. Laila é uma das representações da personalidade de Cigano, morador de rua de Porto Alegre, agora ela existe também em registro fotográfico que ele expõe na calçada junto com seus desenhos.

5.09.2011



MEMÓRIA SUSPENSA
Por Fabiano Gummo, Lucas Moreira, Marcelo Armani e Marco Silva

          Pensamos que a morte é um vácuo vazio imaterial sem dimensão nem forma, ela pode também ser a imensidão da vida dinâmica que é uma continuação do mundo-agora. Entretanto, precisamos aprender a acordar dentro do sonho. Precisamos lembrar.
          Memória Suspensa é sobre o último minuto. É sobre o local onde a mente estará quando encarar o esvaziamento. É uma metáfora total para a vida que arrasta a morte no corpo. É, além disso, sobre a incerteza de um futuro ausente.
          A exposição pretende que esta percepção seja aberta e não fechada. De certa maneira, no fim, as memórias de nossas vidas se tornarão a nossa própria vida. Ou seja, aquela criança de olhos negros brilhantes e perdidos, o corte na mão, o céu (cuja intenção era ficar lá parado e enorme), a fumaça cinza, o frio que liberta e o pálido crepúsculo dos dias, SÃO a nossa vida.
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          Tentacle Ensemble Collective (TEC) é um projeto estético-comportamental polissêmico concebido por Fabiano Gummo, Lucas Moreira, Marcelo Armani e Marco Silva. O grupo se formou em 2009 e desenvolve trabalhos em diferentes campos significativos, como música experimental, arte conceitual, body art e video-arte. Desde o início, a contestação social, o questionamento estético e a violação das convenções racionais, são temas centrais nos processos de criação do TEC.
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O que: Exposição “Memória Suspensa”

Quando:
Abertura: 10 de maio de 2011 – 19h
Vistiação: 11 de maio a 08 de junho de 2011
                 Segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 08h as 17h30min
                 Entrada franca

Onde: Galeria de Arte do Dmae - Rua 24 de Outubro, 200 – Porto Alegre/RS

Contatos:
(51) 3289 9722

3.25.2011

 
Corpo a Dentro
Inói Varela

Inaugura dia 29 de março, terça-feira, às 19h, na Galeria de Arte do DMAE a exposição individual “Corpo a Dentro” de Inói Varela.
Em sua primeira mostra individual, Inói apresenta vinte e cinco litografias de médios e grandes formatos, onde trabalha com módulos e repetições, seccionando, recortando e remontando uma mesma imagem para produzir novas representações.
Motivada pelas formas internas, muitas vezes microscópicas ou contornos do corpo humano, Inói Varela trabalha volumes, luzes e sombras, porém o resultado é inusitado. Aquela imagem de corpo se dilui, assumindo outras conotações: Ao observarmos suas gravuras, vemos micro paisagens, formas orgânicas e organizações de imagens que podem nos remeter a seres marinhos ou paisagens lunares.
Inói dedica-se às diferentes linguagens gráficas em seu atelier particular em Porto Alegre, e na Oficina de Litografia do Atelier Livre da Prefeitura.

Contato:
Fones: 8223 6686/ 3263 4120

10.25.2010

Mostra dos Funcionários do DMAE 2010

9.13.2010

PINTURA EM EXPANSÃO – Desdobramentos de uma Experiência


 
Marihê - Maria Helena Piccinini
  Este trabalho é o resultado de um experimento realizado na Sala X do Atelier Livre da Prefeitura, em Porto Alegre.
  A Sala X é um espaço dedicado a acolher processos em andamento, experimentações, instalações, intervenções, ocupações. Lugar para pesquisas no intervalo entre a bi e a tridimensionalidade, situações centradas na passagem do tempo, hibridismos de linguagem.
  Na busca da liberdade de criar através do impulso, do gesto, do movimento, a artista experienciando novos materiais, durante um mês imersa neste espaço, acolheu sua criatividade para uma nova forma de linguagem, liberta de tudo que havia feito até então.
  Artista e arteterapeuta se fundiram no desdobramento deste processo, expandindo os limites da bidimensionalidade das telas usadas até então.

Sobre a artista
  Catarinense de Caçador, radicada em Porto Alegre, Maria Helena Piccinini tem em sua formação diversos cursos e oficinas na área do desenho e da pintura, bom como da História da Arte. Participou de várias exposições individuais e coletivas, além de salões de arte no Rio Grande do Sul e em outros estados. Especializada em arteterapia, ministrou cursos, oficinas e workshops na área, como a oficina “Arteterapia e a Percepção”, durante o Seminário Arte na Saúde Mental – Muito Além do Jardim, realizado em 2005 no Hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre.

Abertura

16 de setembro de 2010 – 19h

Visitação
17 de setembro a 15 de outubro de 2010
Segunda à Sexta-Feira (exceto feriados)
Das 08h às 17h30min - Entrada Franca


8.09.2010

Alteridades Habituais



Eduardo Montelli

Isabel Ramil

Juliano Ventura

Letícia Bertagna

Curadoria de Guilherme Mautone


Consiste em uma apresentação de artistas em formação. Os vídeos, instalações e vídeos-instalações que configuram essa apresentação desdobram os muitos sentidos de um decurso artístico: de apreensão daquilo que é corriqueiramente presente já visando uma posterior elaboração poética, como se os artistas fizessem a leitura da prosa do mundo imbuídos da esperança de engendrá-la diferentemente, de sorvê-la em uma refrescante novidade. As coisas, que facilmente se tornam banalizadas em função de sua insistente existência, são submetidas as maquinações da intimidade, são atravessadas pelos significados inauditos, passam a ocupar outros lugares no dentro e no fora, se renovam. E, ao fim, o que nos é apresentado é o conjunto das muitas manipulações da realidade. O trabalho metafísico de tomar para si, guardar, modificar e, depois, apresentar é o que tece a linha de sutura entre os integrantes.

Em cada artista de Alteridades Habituais podemos encontrar uma inclinação ao guardar; eles desenvolvem em linguagens complementares as múltiplas facetas da retenção ou da contenção.

Eduardo Montelli oferece uma vídeo-instalação na qual a imagem exibida na televisão é vista através que, dentro de si, abriga uma gaiola. Nesta televisão vemos um vídeo do mesmo aquário-gaiola que, ali, contém uma balão em movimento. O jogo sutil de delimitações, semelhante aos processos do pensamento e às maneiras de conceitualização do entendimento que reordena e reagrupa constantemente imagens de objetos, parece traçar sucessivamente pelo espaço a fixação pelo guardar enquanto cativar.

Isabel Ramil apresenta desenhos em nanquim e pastel seco de janelas fechadas. A atmosfera de seu trabalho advém das sensações e impressões difusas de um ser guardado por um espaço-casa e pelos avessos e revezes da domesticidade que esse espaço representa. A impossibilidade de descerrar as janelas desse exílio doméstico significa ir de encontro às oscilações de um estar-presente que parece se modular rapidamente de abundante regozijo e angústias asfixiantes.

Juliano Ventura deposita uma fotografia do céu em caixa de papelão, dando – com esse processo – estofo existencial aos tentames conscientemente fracassados de apropriação do inatingível, do infinito. Essa negatividade baudelairiana (lembremos das nuvens “là-bas... là bas... lês merveilleux nuages!” do poeta francês) e esse fracasso inerente ao processo, parecem dialogar com uma problemática cara às artes visuais, a saber, do fracasso semelhante em proporcionar solidez existencial ao artista e ao contemplador. Dentro do escopo de discussão poética de Juliano Ventura vêem-se o soçobrar e o recrudescer característicos do desejo de guardar e de conter. Desejo que nem sempre é concretizado, mas que sempre se deseja; eis que se delineia uma vontade de reter ou enquadrar, explicitamente frustrada diante das grandes imensidões.

Letícia Bertagna participa com dois vídeos. A doce ironia de É claro que você sabe do que estamos falando instaura explicitamente na exposição uma atmosfera de segredo e aponta para o estatuto da bricolagem videográfica misteriosa, onde são encenados absurdos para o contemplador desatento. O enunciado, bem guardado pelos ruídos incompreensíveis dos variados animais, se despoja de sua obviedade e se transforma em segredo. Hélio, o outro vídeo da artista, traz à luz as heranças permanentes da memória presentes num corpo que oscila no espaço.

As muitas tonalidades do guardar podem ser percebidas entre os artistas. Cada um tende a conter, à sua maneira, aquilo que se consagra nos dias e nos anos pela intrínseca obviedade e pela hirta certeza de existência e significado. O que promove o deslocamento dos objetos comezinhos é a necessidade (mais que justificada, lembremo-nos de Musil em seus Tagebücher) de fazê-los vibrar esteticamente. Os artistas de Alteridades Habituais conseguem desenvolver um diálogo sofisticado quando desconfiam daquilo que nos é dado a perceber e conhecer cotidianamente e quando, guardando e fazendo uso desses guardados, produzem trabalhos atuais, sagazes, que se colocam os finos problemas das artes visuais e que fazem medrar atmosferas estranhas, capazes de capturar o contemplador exatamente naquilo que lhe é mais íntimo e próximo. A aspereza insidiosa que parece alisar a pele de quem observa os trabalhos de Alteridades Habituais faz remissão àqueles processos que são mais íntimos e, por isso, mais estranhos.

7.03.2009

A U T O T É L I C O – U m q u a s e f i l m e
Por Ío – Munir Klamt e Laura Cattani


Eu preciso pensar em areia. Como em um deserto. Mas um deserto que pareça falso, construído. Quase um cenário. Pensar cuidadosamente em cada detalhe. Em coisas concretas e simples. O calor, meu pé afundando na areia, a sede, o céu azul e liso. Como se eu estivesse me lembrando. E fosse, gradualmente, cada vez mais sólido e verdadeiro. E estivesse acontecendo outra vez. Monotonamente. O sol quase não ilumina mais. Eu sinto o meu suor, e penso cada vez mais rápido. Agora, parece absolutamente irrelevante o lugar para onde estou indo, apesar de que minha chegada trará, me dizem, conseqüências definitivas. Durante este tempo preciso apenas ficar pensando, pensando em coisas sem importância. Em ondas, folhas secas, formigas, no rosto de outra pessoa, em caixas de madeira e animais escuros. Automaticamente, como uma estratégia. Como se alguém pensasse em meu lugar. Enquanto isto eu espero à margem, atento, observando sem palavras ou julgamento, sem imagens. Escondido, atrás do pensamento de outra pessoa.

Formado pelo casal de artistas Laura Cattani e Munir Klamt, o grupo artístico de arte multimídia Ío vem atuando no desenvolvimento de propostas artísticas inovadoras, através do seu núcleo de criações, experimentações e pesquisas artísticas, buscando promover diálogo e integração entre diversas formas de expressão.

Montagem em processo (aberta à visitação): de 09 a 13 de julho de 2009
Vernissage: 14 de julho de 2009 – 19h
Visitação: até 31 de julho, de segunda a sexta (exceto feriados), das 08h as 17h30min

6.25.2009

H Y S T É R A
Encontro com as artistas é nesta sexta, 26/06, a partir das 19h, na Galeria do DMAE


A exposição Hystéra apresenta Alessandra Pohlmann, Aline Daka, Ana Carolina Becker, Fernanda Kieling e Lílian Santos Gomes, oriundas do Instituto de Artes da UFRGS. Fotografias, desenhos, livros de artista, esculturas-cerâmicas e instalações manifestam esteticamente linguagens do corpo e dos códigos humanos, dos seus objetos de identificação e dos lugares por onde passa e habita.

A proposta versa sobre as marcas do gênero feminino na arte. Propõe expor com expressão e sensibilidade reflexões sobre os caminhos do humano e da arte contemporânea. Hystéra, palavra grega que significa útero, é metáfora para fonte de idéias, potencial criador ou germe da reprodução e multiplicidade na linguagem artística. O tema da histeria faz um jogo de espelhos entre as relações dos fenômenos individuais, de gênero e culturais. Remete à origem de tudo.

A razão se sensibiliza ao deixar o séc. XX para trás. A arte contemporânea é livre para debruçar-se sobre um passado disponível, berço do que somos hoje e das inúmeras possibilidades artísticas. Na tentativa de aproximar a arte da vida, mas sem dogmatizá-las, como artistas, nós procuramos insistentemente a significação em cada uma delas. Está apresentada uma arte de encontros.

Visitação até 01 de julho, das 08h às 17h30min, de segunda à sexta (exceto feriados)

3.11.2009

HIPERCICLO

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12.30.2008

“Os gigantes” Exposição é prorrogada até 15 de janeiro


A exposição “Os gigantes”, de Vitor Butkus e Lúcia Inácio, tem seu período de visitação estendido até o dia 15 de janeiro de 2009. Em cartaz na Galeria do DMAE, esta mostra apresenta doze fotografias, ampliadas em grandes formatos, e dispostas no chão. Ao planejarem a exposição, que é o primeiro resultado de um processo desenvolvido desde 2007, os artistas enfatizaram a relação das fotografias com a arquitetura do local. O contraste entre grandezas tem sido um fator decisivo desde as tomadas das imagens, que foram feitas desde os prédios localizados ao redor da Praça XV, no centro de Porto Alegre. É a partir desses grandes edifícios que Vitor e Lúcia se posicionaram para retratar um pouco da complexidade do que se passa lá embaixo.
Local estratégico para a circulação diária de milhares de pessoas, a Praça XV também abriga a maior concentração de comerciantes informais da capital gaúcha. O deslocamento dos camelôs da Praça XV para o Centro Popular de Compras está programado para acontecer ainda em janeiro de 2009. O fato de lidarem com imagens que compõem a memória recente da cidade onde nasceram motivou os artistas na concepção de uma abordagem poética da situação. Levando em conta a peculiaridade do local da exposição, a dupla de artistas optou por conduzir os espectadores das fotos a abismos semelhantes àqueles experimentados no próprio ato fotográfico. As sensações de vertigem e assombro, frente à beleza precária, construída diariamente pela aglomeração de barracas, têm sido escutadas pelos dois artistas, que, de passagem pela mostra, costumam prestar atenção às reações do público.
“Os gigantes” é o primeiro resultado de um processo continuado de pesquisa, interessado em ampliar as discussões a respeito da construção do imaginário urbano. O projeto se situa a meio caminho entre uma proposta documental e um laboratório poético. A cidade, com seus fluxos, suas memórias e suas arquiteturas improvisadas, é a principal fonte de indagações e perplexidades a influir na trajetória da dupla.

12.05.2008

Os Gigantes

Exposição de Vitor Butkus e Lúcia Inácio


Abre para visitação a exposição intitulada “Os gigantes”, dos artistas Vitor Butkus e Lúcia Inácio, na Galeria do DMAE. A mostra é o primeiro resultado de um processo fotográfico iniciado há um ano pelos dois artistas porto-alegrenses, tendo como foco a ocupação da Praça 15 de Novembro, no centro da cidade, por comerciantes informais. As doze fotografias expostas na galeria foram feitas desde os terraços dos prédios que rodeiam a praça e seu largo. Lugar de passagem diária para milhares de porto-alegrenses, é ali que se instala, há anos, a maior concentração de camelôs na cidade. O aglomerado de bancas forma uma engenharia precária, que é retratada em suas diferentes configurações, no decorrer das sucessivas estações do ano, e também em diversos horários e dias da semana. O espectador tem a chance de acompanhar as variações do enorme conjunto de barracas, graças ao ponto de vista escolhido pelos fotógrafos. O primeiro resultado do processo ressalta o contraste entre a arquitetura informal, improvisada pelos camelôs, e os altos edifícios circundantes. As fotografias receberam grandes ampliações, e estão dispostas no chão da galeria. A idéia é oferecer ao público a experiência de olhar para uma parte da história recente da cidade, tendo em vista o momento de transição pelo qual a área focalizada vem passando, com o deslocamento dos comerciantes para o Centro Popular de Compras. A exposição propõe, assim, um diálogo entre a arte e a história local, colocando em questão as fronteiras entre a fotografia documental e a fotografia artística.

Sobre os artistas:
Vitor Butkus é artista visual, nascido em Porto Alegre, em 1983. Já participou de diversas exposições coletivas, em cidades como Porto Alegre, Vitória, Joinville e Montenegro. Em 2007, foi um dos dois artistas gaúchos selecionados para o Salão dos Novos, em Joinville.
Lúcia Inácio é psicóloga social. Faz sua estréia nas artes visuais, nesse projeto desenvolvido em parceria com Vitor Butkus.
Ambos fazem parte do grupo de pesquisa transdisciplinar “Corpo, Arte e Clínica”, coordenado pela Dra. Tânia Mara Galli Fonseca, da UFRGS.

Período de visitação: 09.12.08 a 02.01.09
De segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h30min.
Vernissage: 16.12.08, às 19h

Contato:
Vitor Butkus
Telefone: (51) 9739 7161
E-mail: vitorag@uol.com.br

11.12.2008

"Edição Limitada"