ARQUEOLOGIA
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EGITO ANTIGO
COLEÇÃO EGÍPCIA DOS IMPERADORES D. PEDRO I E D. PEDRO II
O acervo egípcio do Museu Nacional é o maior da América Latina e provavelmente o mais antigo das Américas. A maior parte dos objetos data de 1826, quando o comerciante italiano Nicolau Fiengo trouxe de Marselha uma coleção de antiguidades egípcias proveniente das escavações do famoso explorador italiano, Giovanni Battista Belzoni, que escavou a Necrópole Tebana, atual Luxor, no Templo de Karnak. Os objetos foram arrematados em leilão pelo Imperador D. Pedro I, que os doou ao então Museu Real, fundado em 1818.

CULTURAS DO MEDITERRÂNEO
COLEÇÃO GRECO-ROMANA DA IMPERATRIZ TERESA CRISTINA
A Coleção Greco-Romana do Museu Nacional é fruto do fascínio da Imperatriz Teresa Cristina Maria pela arqueologia, e também da sua forte determinação. Casada por procuração com D. Pedro II, em 1843, a Infanta de Bourbon e Sicília chegou ao Brasil nesse mesmo ano, trazendo em sua bagagem, por iniciativa própria, algumas peças recuperadas nas escavações promovidas em Herculano e Pompéia, pelas quais nutria interesse desde muito jovem. Algumas dessas peças faziam parte da coleção da Rainha Carolina Murat, irmã de Napoleão Bonaparte e esposa do Rei de Nápoles. Por sua vez, seu irmão, o Rei Ferdinando II, fez prosseguir as escavações iniciadas desde o século XVIII em ambas as cidades, e Teresa Cristina Maria conduziu escavações em Veio, em um sítio etrusco 15 km ao norte de Roma. As peças recuperadas alimentavam o Museu Bourbônico, em Nápoles. Decidida a aumentar a presença italiana no Brasil através de intercâmbios formais e cogitando a criação, aqui, de um museu de arqueologia romana, a Imperatriz solicitou novas peças a Ferdinando II, ao mesmo tempo em que enviava peças de arte indígena para a Itália. A maior parte desse acervo greco- romano chegou ao Brasil entre 1853 e 1859, mas continuou a ser enriquecido até a Imperatriz deixar o país em 1889, quando passou à guarda do Museu Nacional. A coleção é composta, hoje, por mais de 700 peças.

ARQUEOLOGIA PRÉ-COLOMBIANA
Reúne um acervo precioso e representativo da produção têxtil, metalúrgica e ceramista das civilizações ameríndias, antes e depois do contato com as civilizações européias. Destacam-se o manto Chancay (de 3 metros de comprimento) e o módulo sobre mumificações da América do Sul – composto pelas múmias de uma mulher e duas crianças indígenas brasileiras, originárias de Minas Gerais; pela múmia Aymara, do Titicaca; por um menino andino mumificado; pela cabeça reduzida Jívaro; e pela múmia atacamenha de Chiu-Chiu, no Peru. Há também representações de animais, instrumentos musicais, adornos e peças ritualísticas e de metalurgia.

ARQUEOLOGIA BRASILEIRA
Essa mostra, que abrange tanto um vasto período de tempo quanto um imenso espaço territorial, apresenta muitos registros das culturas humanas que habitaram o território brasileiro. A primeira sala do circuito é representativa do Brasil pré-histórico, apresentando artefatos de pedra e de ossos, pontas de projéteis utilizadas na caça, além de lascas e artefatos para raspar, gravar, talhar e furar.  A segunda sala exibe artefatos dos antigos habitantes da costa, os sambaquieiros. Sambaquis são morros e morrotes artificiais construídos com conchas, ossos de peixes, aves, mamíferos e répteis, onde também se encontram esqueletos humanos com elaborados acompanhamentos funerários, restos de fogueiras, evidências de habitações, corantes e artefatos para pescar, caçar e preparar alimentos. Por toda a costa brasileira, e também na Amazônia, foram encontrados sambaquis de diferentes tamanhos. As datações indicam que os sambaquis começaram a ser construídos há mais de 7 mil anos e foram abandonados mil anos antes da chegada dos europeus ao Brasil. Os maiores estão em Santa Catarina e chegam a ultrapassar 30 metros de altura. Nessa mostra destacam-se os artefatos líticos, esculturas de pedra – zoólitos, objetos em forma de peixes e aves – e uma rara escultura antropomorfa de pedra. A terceira e última sala deste circuito é representativa da grande diversidade da arqueologia brasileira, com artefatos produzidos por grupos Tupi-guarani e das culturas amazônicas Marajoara, Miracanguera, Maracá e Santarém – urnas funerárias, chocalhos, pratos, tigelas, tangas rituais, vasos, ídolos, muiraquitãs etc.