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24 de Agosto de 2010

Ajuste de rota

Agora meu blog está neste endereço. Obrigado aos Interneys pela paciência, e espero continuar contando com a dos leitores. See ya.


Postado por Nelson Moraes às 12:03:12 | Egotrip | comente



18 de Dezembro de 2009

Hoje o Ao Mirante, Nelson! encerra suas atividades. Um pouco por eu não achar justo impor, à minha meia dúzia de três ou quatro leitores, um conteúdo marcado por uma linha já inteiramente defasada e cada vez menos inspirada (considerando-se inclusive a quantidade de textos reciclados), e um pouco para contrariar este post. Em 2010 vai pintar uma novidade literária e, espero, um conceito novo de blog; o negócio é que este já deu mesmo o que tinha que dar. Vou dando notícia. Quem quiser me seguir no twitter, be my guest. Aloha.


Postado por Nelson Moraes às 10:18:01 | Egotrip | 70 comentários



17 de Dezembro de 2009

Paradas místicas para 2010, por Pai Almirante de Oxóssi

Seu Futuro na Bola de Cristal Líquido ou Então na Bola de Plasma – Você escolhe. Se suas resoluções para 2010 forem de 1.920 x 1.080 pixels, eu vejo na de cristal líquido. Agora, se sua grana mal der para uns 786 mil pixels, a de plasma resolve. E a bola só mostra o que interessa: sucesso, realização profissional, dinheiro: meu sucesso e minha realização profissional ao firmar-me como vidente sindicalizado e o dinheiro que receberei adiantado pela consulta.

Seu Passado nas Cartas – traga as cartas antigas que você recebeu da namorada, do tio, da irmã, do patrão, do cartório de protestos. Uma lida rápida nelas e conto todo o seu passado com margem mínima de erro. Se houver erro na margem é porque quem escreveu as cartas não entende picas de tabulação. Cobro adicional de 15% a cada vez que eu ler “estou afim de...” ou “derrepente”. Discrição garantida para cartas íntimas da namorada. Não conto nem para você.

Observo Búzios e Adivinho Tudo – basta enviar antecipadamente o correspondente a uma viagem de ida e volta a Búzios (R$ 2.900,00 com escala no Galeão) que eu vou lá, observo direitinho as paradas, a vida noturna, os pontos com mais mulher e os bacanais nos iates. Daí adivinharei onde posso me dar bem em 2010 e, claro, partirei para pesquisa de campo. Pelo módico adicional de 20% prometo contar tudinho a você quando eu voltar.

I-Ching pela Internet – garanto total rapidez: você joga seu I-Ching, leva quarenta minutos para ler aquela porra nas varetinhas, mais trinta fazendo as combinações de hexagramas, outros vinte lendo os hexagramas mutantes – aí me manda um MSN contando o que deu. Não levarei menos que dois segundos para descobrir que a interpretação de “O ruflar da asa da mariposa faz a superfície do lago espreguiçar-se em pequeninas ondas” me dará um baita prejuízo se eu cobrar por palavra. Precisarei rever minha tabela.

Runas Africanas
– para quem não acreditava em miscigenação divinatória, esta veio para emplacar em 2010. Seguindo estritamente os preceitos do oráculo viking-iorubá Mama Africâner, a rainha da cocada branca, oferecemos a preço de custo o kit do-it-yourself: um jogo de runas, uma garrafa de aquavit, frango e farofa. Basta se concentrar, jogar as runas, deixar que elas que são brancas que se entendam e encher a cara. É a melhor maneira de você esquecer as cagadas monumentais que fez em 2009.


Postado por Nelson Moraes às 10:31:14 | Comportamento | 7 comentários



7 de Dezembro de 2009

Sonata ao Luar

Pois que os sonhos são só isso: intervalos comerciais entremeando este reality show de segunda, e por eles o cérebro, cansado de ser conseqüente, vai zapeando. Pois esta noite sonhei que estava no paraíso: queria te mostrar que eu trabalhava na melhor agência de propaganda do mundo. Devia te mostrar que meus patrões do sonho eram os patrões dos – sem trocadilho – sonhos de qualquer publicitário: defensores furiosos da criação, sempre protegendo sua equipe da sanha dos anunciantes carnívoros. Precisava te mostrar que as campanhas eram as mais gostosas e gratificantes de serem feitas. Não via a hora de te mostrar que a maior parte de minhas peças era premiada em Cannes, e eu recebia as láureas in loco, veja só, recebendo junto a brisa da Côte d'Azur. Acontece que eu olhava para um lado e para o outro, sabendo que aquela completude tinha um gosto de impostura. Eu devia te mostrar que eu não tinha do que reclamar – mas no fim das contas eu não podia te mostrar que eu não tinha do que reclamar: você não existia. Meu sonho tinha te fechado todas as portas, baby girl. Estava lá cada átomo meu, cada lasca de lembrança de meus amores esquecidos – mas eu estava tão só, tão só, e me perguntava por que minha educação sentimental teve que ser desse jeito. E sim, já estava pensando em me conformar com os toma-lá-dá-cás desse reality show de segunda, que oferece em prêmio o que surrupia de leveza no coração. Já me conformava com seguir a vida e no final do filme acabar sozinho, só sacudido de leve às vezes por um agudo fiozinho de saudade inexplicável quando ouvisse Billie cantando “What this thing called love?”. Foi aí que o luar claríssimo, com o brilho do Grand Prix em Cannes, me acordou – e depois de três segundos de eternidade fui reparando no seu rosto, fui percebendo você dormindo ao lado. Você dormindo, com o descompromisso de quem não precisa sonhar. O que sobrou do vapor do meu sonho se condensou numas gotículas de certeza sereníssima, acho que no peito: eu reclamo da vida, eu reclamo muito da vida – só que acordar ali do seu lado me fez saber que o sonho tinha me jogado na lona com um jab de esquerda e ainda dançado no palco, feito um Ali na plenitude. Vitória por nocaute para ele. O coração virou um balão de criança, a alma me refrescou, fui vida nova dos pés à cabeça; naquela hora brilhei tanto, mas tanto. Isso eu devia, tinha que te mostrar. Mas eu não iria te acordar. Quem sabe eu faça depois um post te contando tudo isso, baby girl.


Postado por Nelson Moraes às 18:44:37 | Comportamento | 11 comentários



2 de Dezembro de 2009

Filósofo Platãosinho Trinta anuncia sua aposentadoria do Carnaval


Platãosinho: “Pobre gosta de Wittgenstein.
Quem gosta de Roberto Shiniaski é intelectual”

O celebrado filósofo carnavalesco Platãosinho Trinta, responsável pela consagração de grandes escolas de samba da Hélade como a Beija-Flor da Acrópolis, a União da Ilha de Creta e a Acadêmicos do Grande Rio de Heráclito (onde ninguém samba duas vezes na mesma ala), anunciou ontem que vai se aposentar. Cansado de idealizar diálogos-enredo consagrados como “Apogeu e Glória de Fédon no Reino Encantado da Ética” e “Do Esplendor do Banquete ao Despertar da República”, Platãosinho acaba seguindo os passos de seu mentor, Sócrates, carnavalesco da Imperatriz Ateniense, que, veterano em usufruir do charme e do veneno da mulata grega, quis fazer o mesmo com a cicuta e viu-se obrigado a uma aposentadoria forçada. Como Platãosinho não é aficcionado a charme, a veneno e muito menos a mulata, ele enumerou os outros motivos para sua saída de cena: “Primeiro, eu quis dar um tempo nas alegorias de Carnaval para me dedicar mais à Alegoria da Caverna. Segundo, pretendo me retirar para meditar e tentar entender por que diabos eu fui registrar meu nome com s ao invés de z. Posso ser aporético mas não sou analfabeto!”, desabafou o atormentado carnavalesco. Especula-se que seu sucessor será Aristóteles, da Caprichosos dos Pilares da Filosofia, escola de pensamento do segundo grupo que, neste ano, promete arrasar no Sambódromo.


Postado por Nelson Moraes às 14:57:31 | Música | 10 comentários



20 de Novembro de 2009

O Stand-up do Stand-up

(...) Então eu sou filho do vaudeville com o monólogo? Bom, se eu soubesse que minhas raízes incluíam a França e a compulsão por falar sozinho, tinha mudado meu nome pra nouvelle vague! (risos) De qualquer maneira, bom saber que dois de meus primeiros divulgadores foram o George Burns e o Bob Hope. Somando as duas idades, descubro que na verdade eu nasci quando nossos ancestrais primatas ficaram em pé – daí meu nome em inglês. (risos) Bom, acho que o primeiro stand-up tipicamente americano na História foi o Sermão da Montanha: um judeu falando, uns olheiros italianos infiltrados na platéia e os vendilhões ficando com a grana. (risos) Sim, sim. Na verdade eu comecei como warm-up, esquentando platéias antes de show musicais. Era a época da Grande Depressão: como os clubes noturnos não tinham dinheiro para os aquecedores, me usavam (risos). E, como convinha, depois de mim vinha a música: sempre acontecia uma batida policial por conta da Lei Seca e os comediantes iam tocar piano na delegacia. (risos) Bom, logo depois precisei de um tempo de introspecção para reciclagem, e me retirei para o deserto. Mais precisamente o deserto de Nevada, fazendo grana em várias casas noturnas de Las Vegas. (risos) Claro, os tempos mudaram e, com a evolução dos costumes, passei aos poucos a ser praticado também por negros, mulheres, gays e – suprema prova de tolerância de minha parte – canadenses! (risos) Agora, vocês precisam conhecer a minha versão brasileira. Mesmo. Depois de conhecer minha versão brasileira, qualquer piada besta minha vai fazer vocês chorarem de rir. (risos) E aguardem que logo vai aparecer uma versão escrita de mim. Bastará ao redator enfiar uma série de parênteses com (risos) a intervalos regulares no texto e completar com um monte de tentativas amadoras de anedota. Será a sarjeta, e (...)


Postado por Nelson Moraes às 16:25:35 | Humor | 14 comentários



16 de Novembro de 2009

Literatura Visceral

O aspirante a escritor Ney Valter pensava que o título perfeito para seu livro modernamente visceral seria “Meu cu é a saída”. Mas considerou as embaraçosas implicações semânticas. Na verdade a intenção era demarcar o orifício anal como o epílogo da instigante saga – em 113 páginas sem pontuação nem parágrafo – de um double cheddar do Bob’s do metrô da Barra Funda, nas oito horas seguintes à deglutição. Entretanto Ney Valter considerou: se um desavisado leitor deparasse tão somente com o título na capa, sem maiores esclarecimentos temáticos, estaria em pleno direito de imaginar tratar-se da insinuação de que o ânus do narrador seria a solução, em tempos de crise, para priápicos desprovidos de mulher e necessitados de descarga seminal urgente. Ressalte-se que Ney Valter, a despeito de sua mente descompromissada de amarras morais, preservava latentes pruridos heterossexuais. Considerou então o similar “Meu cu é o fim” – mas encafifou-o agora a possibilidade de interpretação, por parte destes mesmos desesperados priápicos, de que encarar sua orla retal seria a sarjeta. Uma faísca de vaidade ferida não deixou de alfinetar. Encantado portanto com a dubiedade de construções frasais como estas, lembrou-se das múltiplas significações de caracteres, por exemplo, das línguas semíticas – onde um vocábulo traz mais de um significado, dependendo da frase. Ligou então para aquele famoso poeta, lingüista e tradutor (inclusive do hebraico) e propôs justamente um início de conversa a respeito, citando suas dúvidas quanto ao título do livro. Aconteceu foi que o outro, atribulado no trabalho e após quinze minutos ouvindo a lengalenga, sugeriu a Ney Valter enfiar a obra no cu. Para o consagrado autor foi a saída. Para Ney Valter, o fim.


Postado por Nelson Moraes às 09:15:42 | Livros | 17 comentários



5 de Novembro de 2009

Entrevista: Jonathan Swift fala sobre o humor brasileiro atual

(As respostas a esta entrevista foram extraídas da obra “Panfletos Satíricos”, de Jonathan Swift – Editora Topbooks – Tradução de Leonardo Fróes. Os itálicos foram mantidos como na obra original)

Mr. Swift, por que é que no Brasil comediante stand-up anda proliferando mais do que humorista sem graça no Zorra Total? Você liga a televisão e dá de cara com um humorista stand-up. Vai almoçar com a família no Leitão na Brasa e tem lá um humorista stand-up. Eu mesmo nem vou mais a reunião de condomínio ou velório, por puro medo. O que explica essa pandemia?
A quem quer que tenha a ambição de se fazer ouvir, numa concentração de pessoas, é mister empurrar, apertar, abrir caminho e subir, com incansáveis padecimentos, até se pôr acima delas num certo grau de altitude. Ora, em todas as assembléias, por mais que os presentes se acotovelem, podemos observar este curioso fenômeno; qual seja, que sobre as suas cabeças há lugar de sobra; como chegar lá é que é o grande problema, sendo tão árduo se livrar da multidão como do inferno.

Nossos comediantes, ao entrevistar políticos e celebridades, trocam o tapão na cara pelo tapinha nas costas. Eles não estão deixando de ser críticos para se dedicar ao vôlei, tornando-se exímios levantadores de bola?
É fácil determinar a missão de um verdadeiro crítico, que é penetrar neste vasto Mundo e dar caça sem trégua às monstruosas imperfeições que nele são engendradas: arrastar para fora do seu covil os erros que se ocultam como Caco; multiplicá-los como as cabeças da Hidra; e amontoá-los como a bosta nas estrebarias de Áugias.

Então nosso humor chapa branca tomou mesmo as cotas do humor negro?
Uma prova irrefutável são as famosas amabilidades trocadas nesses últimos anos. Mal podem aparecer uma peça ou um panfleto sem agradecimentos pela acolhida geral e os aplausos que lhes forem dispensados, sabe lá Deus onde, ou quando, ou como, ou de quem foram recebidos.

O senhor poderia fazer uma radiografia do típico humorista brasileiro de hoje? Pela UNIMED, por favor, para que esta entrevista nos saia mais em conta.
Pouco importa que ele tenha a cabeça vazia, desde que tenha cheio o seu Caderno de Trechos para Citação; e se você lhe reduzir as Circunstâncias de Método, e Estilo, e Gramática, e Inventividade, mas permitir-lhe os privilégios comuns de transcrever de outros, não mais ingredientes ele irá desejar a fim de compor um tratado que fará bela Figura.

O que fazer então com esse contingente de comediantes? Porque parece que o mercado de bucha de canhão já foi todo tomado pelos chineses.
Não descerei a tais minúcias, a ponto de insistir no vasto número de dândis, poetas, rabequistas e políticos que o mundo poderia recuperar por uma reforma assim; mas o que é mais essencial, além do claro ganho que adviria à comunidade, por tão grande aquisição de pessoas para empregar, cujos talentos e capacidades acham-se agora mal aplicados: é que dessa investigação decorreria para o povo um colossal proveito.

Bom. Suas considerações sobre esta, er, entrevista.
Já verifico que no meu Caderno de Citações as saídas começam a sofrer vultoso aumento em relação às entradas. Por conseguinte, farei aqui uma pausa, até descobrir, sentindo o pulso do Mundo e o meu também, que seja de absoluta necessidade para ambos eu retomar a minha pena.

(Retomar a pena, claro, para assinar a procuração judicial a ser movida contra este blog por captação não-autorizada dos trechos. Vê-se que o contagiante e sestroso espírito do humor brasileiro, movido a processos e pedidos de reparação, já acometeu Mr. Swift. Este blog interrompe assim as transmissões e sai à irlandesa)


Postado por Nelson Moraes às 16:38:32 | Comportamento | 15 comentários



22 de Outubro de 2009

Fábula: Declínio e Queda de uma Máscara

Era uma vez, nas coxias de um night-club, uma máscara do Groucho Marx que, cansadíssima de ser utilizada por comediantes que a colocavam para se anunciar groucho-marxistas – como se tivessem acabado de inventar a piada –, resolveu se disfarçar, tirando os óculos e tascando um aplique no bigode, para passar despercebida e não penar mais.

Até um comediante achá-la a cara do Nietzsche, passar a mão dela, colocá-la e dizer Deus morreu e eu também não ando me sentindo muito bem! A máscara, desesperada, conseguiu escapulir, tirou a sobrancelha e radicalizou no aplique, com tintura branca.

Só que aí foi pega por um comediante que a colocou e disse Quem morreu agora, Nietzsche? Quem?? Na terceira tentativa de fuga, a máscara tentou se recompor mas só teve tempo de colocar de volta a sobrancelha.

Isso porque um humorista passou a mão nela para usá-la dizendo Pronto, agora sou o Marx original. Chupa, Groucho! Mais uma vez a máscara conseguiu fugir – e finalmente voltou à sua primeira configuração.

Mas aí o night-club foi alugado por uma noite para uma troupe de stand-up brasileiro. A máscara ficou lá na coxia mesmo, preterida por centenas de alusões a viados, empregadas, nordestinos, gordos, anões, louras burras e cornos. A máscara acabou se sentindo abandonada. Tem gente que nunca, nunca está satisfeita.


Postado por Nelson Moraes às 19:32:45 | Humor | 14 comentários



2 de Outubro de 2009

O Stand-up de Deus

(...) Bom, em breve vocês vão dar pela minha falta. Ou talvez até antes, se esse stand-up for um fracasso e me tirarem à força aqui do palco (risos). Mas como eu dizia: vou dar uma sumida. Não que eu vá deixar de existir, não. Eu não ia dar essa alegria ao Richard Dawkins. Ele já anda rindo o suficiente com o dinheiro daqueles malditos bestsellers (risos). Aliás, ateu famoso comigo é assim: já matei o Carl Sagan com um tumor, já mandei uma distrofia muscular pro Stephen Hawking, esperem para ver a hemorróida dos diabos que estou preparando pro Dawkins (risos). Bom, direto ao assunto – vou sumir porque preciso entrar no Programa de Proteção às Testemunhas. Claro: o Obama, depois de dizer “Yes we can”, fala “Deus é testemunha”. O Ahmadinejad, após anunciar que o programa nuclear iraniano só tem fins pacíficos, fala “Deus é testemunha”. O Ministro da Educação brasileiro, ao dizer que o ENEM é o substituto perfeito para o Vestibular, fala “Deus é testemunha”. Assim eu acabo no descrédito total, caramba! (risos) Justamente pra evitar mais danos ainda à minha imagem é que vou sumir e adotar outra identidade. Certo, certo, outra que não seja o Filho e o Espírito Santo (risos). E acaba de me ocorrer que o único perigo é as Testemunhas de Jeová aproveitarem pra requisitar também a proteção do programa (risos). Já pensou? Eu poderia até dizer que o Michael Jackson, que era a testemunha de Jeová mais famosa do mundo, fingiu a morte só pra poder entrar no programa e limpar a ficha policial dele – mas, francamente, piada com o Michael Jackson nem eu aguento mais (risos). Bom, então é isso. Adeus. Mesmo incógnito, eu mando um postal de onde estiver. E se ele vier de todos os lugares, não reparem: é que eu tive uma recaída (risos).


Postado por Nelson Moraes às 10:53:02 | Humor | 34 comentários