Campeonato Baiano


Um dos mais antigos estaduais do Brasil, começou a ser disputado em 1905, por quatro equipes: Vitória, São Salvador, Internacional e Clube Bahiano de Tênis. O torneio foi bem equilibrado até 1940, quando o Ypiranga do escritor Jorge Amado havia conquistado nove títulos.


Em 1938, houve dois campeões. Naquele ano nem todos os clubes que disputaram o primeiro turno, vencido pelo Botafogo, quiseram jogar o segundo. A Liga Baiana de Esportes Terrestres resolveu então fazer outro campeonato, com as inclusões de Bahia, Ianke e Fluminense de Salvador. O Bahia venceu, mas não houve interesse dos dois campeões de fazerem um jogo para unificar o troféu. A solução foi declarar Botafogo e Bahia campeões.


A partir de 1970, os times pequenos não conseguiram acompanhar o crescimento econômico no Bahia (que já disputara até Libertadores) e do Vitória. Os dois gigantes, que fazem um dos clássicos de maior público no País, o Ba-Vi, passaram a tomar conta da competição. Nenhum outro time foi campeão além deles desde então. Muitos deles, inclusive, deixaram de existir.


Em 1999, Bahia e Vitória foram os finalistas do Estadual. O regulamento determinava que o mando de campo da partida decisiva era do Vitória. O Bahia foi aos tribunais desportivos alegando que o estádio do adversário, o Barradão, era pequeno demais para uma final. A Justiça concordou e transferiu o jogo para a Fonte Nova. O Vitória não apareceu – ou melhor, foi para o Barradão. Com um clube em cada estádio, não houve jogo e a Federação Baiana dividiu o título entre os dois clubes. O Poções, terceiro colocado, foi declarado vice-campeão. Em 2002, o Campeonato Baiano foi disputado sem os dois grandes clubes de Salvador. O Palmeiras do Nordeste foi o campeão. Desde 1969, quando o Fluminense de Feira ficou em primeiro, o título de campeão não ficava com uma das duas grandes forças do estado. Bahia e Vitória entraram no Supercampeonato realizado logo em seguida, e o rubronegro levou a taça.


Em 2003, com 13 participantes, o estadual baiano teve duas chaves de quatro times e outra de cinco. Na fase inicial, jogos de ida e volta, e os dois melhores terceiros colocados se classificaram ao lado dos dois primeiros de cada chave. Oito times na disputa no sistema mata-mata. Vitória e Catuense chegaram à final e o Vitória conquistou o título, tendo Nadson, como artilheiro da competição ao lado de Renna, da Catuense.


Na sua centésima edição, o Baiano de 2004 repetiu a fórmula do ano anterior e novamente deu Vitória, desta vez, conquistando o caneco diante do Bahia e, na artilharia, dois atacantes: Gilmar e Obina, com seis gols cada um. No ano seguinte, o Vitória chegaria ao tricampeonato de forma invicta. Após ótima campanha, chegou às finais com o Bahia. Dois empates, em 2 a 2 e 0 a 0, deram o título ao Vitória por ter feito melhor campanha.


Em 2006, a surpresa. Com o rebaixamento do Palmeiras, atual Feirense, o campeonato ficou com 12 equipes e a fórmula foi alterada. Turno e returno, jogando as equipes do grupo 1 contra as do grupo 2 e, ao final, as quatro melhores decidiriam o título do primeiro turno. No segundo turno, os clubes se enfrentaram dentro da própria chave e novamente os quatro melhores disputavam um mata-mata para se conhecer o campeão do segundo turno. Depois, campeões do primeiro e segundo turno fariam as finais, em novo mata-mata. E eis que o Colo Colo chegou às duas finais, ambas contra o Vitória. No primeiro turno, empatou em 1 a 1 e venceu por 1 a o. No segundo, ganhou a primeira por 4 a 3 e a segunda por 4 a 2, sendo campeão dos dois turnos e declarado campeão baiano, após 35 anos sem que um clube do interior levantasse a taça.


Em 2007, a hegemonia do Vitória voltou a dar as cartas. Conquistou o título sobre o Bahia tendo Índio como artilheiro, ao marcar 26 gols. A cena se repetiu em 2008, novamente contra o Bahia.  Mesmo com uma campanha impecável no primeiro turno, chegando aos 50 pontos contra 42 do Vitória, a sequência de pontos corridos entre os quatro melhores terminou com o Vitória na frente, com campanhas idênticas, porém o Vitória levou vantagem nos gols marcados.


Em 2009, o tricampeonato veio com uma vitória por 2 a 1 no estádio Pituaçu, e um empate em 2 a 2 no Barradão. E contra quem? Sim, contra o Bahia.


Em 2010 as coisas pareciam que terminariam diferentes. O Bahia sob o comando de Renato Gaúcho, vinha apresentando um bom futebol, vencendo jogos e com cara de campeão. Mas as finais, novamente entre Vitória e Bahia, levaram o time do Barradão ao quarto título consecutivo, graças a uma vitória por 1 a 0 em Pituaçu, e uma derrota por 2 a 1 em casa, que na soma dos resultados, premiou o Vitória por apresentar melhor campanha.


No ano seguinte, Bahia e Vitória se encontraram nas semifinais e o Vitória levou a melhor. Venceu o tricolor por 1 a 0 no jogo de ida, em Pituaçu, e na volta, no Barradão, foi derrotado por 3 a 2, mas ficou com a vaga na final contra o Bahia de Feira, que derrotou o Serrano nas semifinais.


No primeiro duelo, empate por 2 a 2, em Feira de Santana. A torcida do Leão invadiu o Barradão e a confiança no pentacampeonato era grande. Nem o torcedor mais cético imaginaria a perda do estadual para o modesto Bahia de Feira, mas foi o que aconteceu. Os visitantes surpreenderam o Vitória e venceram por 2 a 1, comemorando o primeiro título estadual da história do clube.

Em 2012, os ventos conspiraram para um novo Ba-Vi na decisão do Baianão, e no primeiro duelo, empate sem gols no Barradão. Na semana seguinte, em Pituaçu, um jogo emocionante e cheio de gols, terminou com o Bahia festejando o empate por 3 a 3, no final da partida, e consequentemente o título da competição.

A temporada 2013 teve nova decisão entre Bahia e Vitória. Com a Fonte Nova reaberta, o Vitória mostrou que vai dar trabalho aos donos da casa daqui para a frente. Na primeira fase, no jogo que marcou a reabertura da agora, Arena Fonte Nova, o Leão goleou o Bahia por 5 a 1. Pouco mais de um mês depois, o reencontro entre Bahia e Vitória, agora pela decisão do estadual, teve novamente muitos gols. O Vitória saiu na frente, mas contou com a reação do Bahia, que encostou no placar e diminuiu um rápido 3 a 0, para 3 a 2, logo no início do segundo tempo. Esperançosa num desfecho favorável, a torcida do Bahia apoiou, mas não contava com nova goleada do rival. No apito final, 7 a 3 para o Leão, que já ouviu o grito de campeão das arquibancadas.

O jogo da volta na semana seguinte, no Barradão, foi equilibrado e o Bahia não ofereceu os mesmos espaços da semana anterior. O Bahia precisava vencer por 4 a 0, para reverter o placar e ficar com o título, mas o duelo terminou empatado por 1 a 1 e o Vitória festejou o título em casa.


2003
Campeão: Vitória
Vice: Catuense
Artilheiro: Nadson e Renna
Clube: Vitória e Catuense
Gols: 7


2004
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Gilmar e Obina
Clube: Vitória
Gols: 6


2005
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Alecsandro
Clube: Vitória
Gols: 8


2006
Campeão: Colo-Colo
Vice: Vitória
Artilheiro: Ednei
Clube: Colo-Colo
Gols: 23


2007
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Índio
Clube: Vitória
Gols: 26


2008
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Souza e Tatu
Clube: Fluminense e Vitória da Conquista
Gols: 16


2009
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Neto Baiano 
Clube: Vitória
Gols: 18


2010
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Sassá
Clube: Ipitanga
Gols: 13


2011
Campeão: Bahia de Feira
Vice: Vitória
Artilheiros: Sassá e Geovanni
Clube: Ipitanga e Vitória
Gols: 10

 
2012
Campeão: Bahia
Vice: Vitória
Artilheiro: Neto Baiano
Clube: Vitória
Gols: 27
 

2013
Campeão: Vitória
Vice: Bahia
Artilheiro: Rômulo
Clube: Bahia de Feira
Gols: 13 

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