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    Coreanos - História da Comunidade

HISTÓRIA DA COMUNIDADE


Sonhos e esperanças de novas oportunidades

Oficialmente, a imigração coreana no Brasil teve seu início em 23 de fevereiro de 1963. Mas antes dessa data pequenos grupos de coreanos que haviam sido prisioneiros na Guerra da Coréia (1950-1953), já haviam chegado ao Brasil. A outra leva veio nos anos pós-guerra (1964).

Os primeiros imigrantes vieram na condição de colonos agrícolas e aportaram no porto de Santos, São Paulo. Eles vinham cheios de esperanças e sonhos em busca de novas oportunidades.

Já no grande fluxo imigratório que ocorreu entre 1963 e 1974, a maioria dos coreanos optou por fixar seu domicílio nas cidades. Só uma pequena parte escolheu o campo, quer pela ausência de infra-estrutura para se dedicar à agricultura, quer pelos problemas enfrentados, como o dos posseiros ilegais da terra, que impediam a fixação dos imigrantes coreanos no campo.

Os coreanos hoje no Brasil

Atualmente, a grande maioria dos imigrantes coreanos está concentrada na cidade de São Paulo e na região do ABCD, em Campinas, Santos, e também nas outras capitais, brasileiras como Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Florianópolis, Brasília, etc.

Os coreanos sofreram dificuldades na nova terra: os costumes e a cultura dos dois povos são bastante diferentes, assim como o idioma, que provoca sérios problemas de comunicação. Eles, entretanto, superaram esses obstáculos e hoje estão bem estabelecidos no país, promovendo a integração da cultura milenar coreana com as tradições brasileiras.

Entre as várias atividades econômicas dos imigrantes coreanos, destacam-se a indústria e o comércio de artigos de vestuário, comércio varejista, indústria e comércio de produtos eletroeletrônicos, comércio exterior, profissões liberais (engenheiros, arquitetos, médicos, advogados, dentistas, artistas), além de expressiva presença (proporcionalmente à sua população) no quadro do funcionalismo público (delegados de polícia, promotores, juízes federais e estaduais, fiscais estaduais e federais de renda).

Os coreanos em São Paulo

Na cidade de São Paulo, os bairros do Bom Retiro e do Brás se destacam por abrigar inúmeras indústrias e comércio de artigos vestuários comandados por coreanos, notadamente no segmento feminino denominado moda fashion. Esse trabalho da comunidade contribuiu, ao longo dos últimos 20 anos para a chamada "democratização da moda feminina". Ou seja, a oferta de artigos de moda de qualidade, mas com preço acessível, acabou por derrubar a barreira da dicotomia "alta moda/roupas populares".

Ao receber os coreanos, esses bairros também tiveram sua feição remodelada. Até então, eles estavam relativamente decadentes e mal cuidados, mas a chegada dos coreanos, com as modernas instalações de suas lojas e fábricas e as ofertas de artigos altamente competitivos, deram a esses bairros grande enfoque comercial, atraindo comerciantes e consumidores e transformando-os em uma referência no segmento.

A comunidade coreana

A vida comunitária -- fenômeno natural de qualquer grupo de imigrantes -- associada com as atividades religiosas, industriais e comerciais resultou na criação de várias associações coreanas de cunho religioso, cultural, esportivo ou representativo.

Entre elas, destacam-se a Associação Brasileira dos Coreanos, entidade civil representativa da comunidade coreana no Brasil; a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Coréia; a Associação Brasileira dos Desportistas Coreanos; além de várias igrejas protestantes, uma igreja católica e um templo budista.

Atualmente as lideranças coreanas no Brasil estão empenhadas em ampliar a integração dos imigrantes com a sociedade brasileira, através de maior abertura cultural e convívio estreito com as comunidades locais.

Um exemplo é o caso do Conseg-Bom Retiro (Conselho Comunitário de Segurança-Bom Retiro), cuja presidência é ocupada por um coreano naturalizado brasileiro. Outro exemplo é a Escola Polilogos, também no Bom Retiro, construída com recursos da comunidade e do governo coreano, aberta a brasileiros e coreanos, que oferece o ensino fundamental nos dois idiomas. Há também muitas atividades beneficentes realizadas tanto pela Associação Brasileira dos Coreanos, como pelas entidades religiosas da comunidade. Ações que são maneiras de formar parcerias com as pessoas e com o país que acolheu tão hospitaleiramente os imigrantes que chegaram da Coréia.

       
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