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Maurício Lamberg

Fotógrafo de biografia pouco conhecida, com um grande talento para a realização de fotografias do mar e de embarcações. Essa notória habilidade o levou a ser classificado como fotógrafo de marinhas e ser comparado com Marc Ferrez, o único do Brasil a se especializar nesse campo, a ponto de se tornar Photographo da Marinha Imperial. Lamberg retratou a Barra do Porto do Recife de várias formas, ora dando ênfase às embarcações, ora às ondas estourando nos arrecifes que deram nome à cidade, criando composições dinâmicas e arrojadas. O mesmo dinamismo e o mesmo arrojo encontram-se em seus registros de vistas da cidade. Essa mobilidade invulgar de Lamberg obviamente só foi possível porque ele já operava com as placas secas de gelatina, inventadas em 1871 e amplamente difundidas a partir da década seguinte, época em que essas fotografias foram realizadas.

Alberto Henschel

Veio para o Brasil em 1867, inaugurando uma casa fotográfica na capital da província de Pernambuco, Recife. Abriu posteriormente outros estabelecimentos na cidade de Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Dedicou-se prioritariamente ao retrato, mas realizou também ótimas paisagens em diferentes localidades da província do Rio de Janeiro, quando foi associado a Francisco Benque, muito provavelmente no período compreendido entre 1870 e 1880. Em dezembro de 1874, foi agraciado com o título de Photographo da Casa Imperial.

As fotos que fez de pessoas de origem africana (escravos ou libertos), não aconteceram de forma meramente casual, como se pensava, mas foram resultado de uma série, compreendendo no mínimo quarenta retratos diferentes tirados em três cidades: Recife, Salvador e Rio de Janeiro. O que distingue o conjunto de fotos de escravos de autoria de Henschel das imagens semelhantes produzidas pelos fotógrafos da época é o clima de descontração, que parece ter sido fruto de uma visão mais respeitosa dos retratados.


Augusto Stahl

Augusto Stahl chegou ao Brasil em 1853, instalando-se na cidade de Recife, capital da província de Pernambuco, ali permanecendo em atividade até fins de 1861 e transferindo-se, no início do ano seguinte, para a cidade do Rio de Janeiro. Em 1862 recebeu o título de Photographo da Casa Imperial, a 21 de abril.

Um dos melhores fotógrafos paisagistas no Brasil durante o século XIX, Stahl registrou diversos aspectos das províncias de Pernambuco e do Rio de Janeiro, denotando acentuado e respeitoso interesse pela natureza tropical. Documentou ainda a construção da segunda estrada de ferro brasileira, a Recife and São Francisco Railway, ligando o Recife à cidade do Cabo, em 1858, e a visita do imperador Dom Pedro II ao Recife no ano seguinte quando efetuou, no cais no qual desembarcou o soberano, registros fotográficos que antecipavam a preocupação jornalística de documentação de acontecimentos de interesse geral. Produziu também retratos de tipos humanos brasileiros incluídos no livro Viagem ao Brasil, 1865-1866, do naturalista suíço (depois naturalizado norte-americano) Louis Agassiz. Participou da I Exposição Nacional, em 1866 (quando obteve uma menção honrosa) e da II Exposição Nacional (Medalha de prata), ambas realizadas na cidade do Rio de Janeiro; da Exposição Universal de Londres (Inglaterra), em 1862; e da exposição Universal de Paris (França), em 1867.

Pertenceu à vanguarda dos fotógrafos que registraram localidades remotas na década de 1850 e que souberam perceber as possibilidades comerciais decorrentes do oferecimento à venda de diversas cópias de uma mesma fotografia. Entretanto, foi a acuidade de sua visão e sua prodigiosa capacidade em reconhecer que constituía um ponto de vista apropriado para a fotografia que fizeram dele um dos doze fotógrafos mais importantes do mundo no seu tempo.




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