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Análise - GameCube

Paper Mario: The Thousand-Year Door

Pegue um maço de papel sulfite!
Super Mario Sunshine decepcionou você? Você prefere os clássicos RPG´s de Mario? Superstar Saga foi pouco? Você não aguenta esperar pela continuação de Paper Mario para Nintendo 64? Tudo bem, acalme-se. A Nintendo traz para você o novo RPG do bigode predileto do planeta. E nem pense em deixar este game passar em branco. Rabisque todos os papéis!



It´s me...Mario-Mute!
Esqueça, ele continua igual. Ora! Você realmente gostaria que o Mario saísse tagarelando por aí? Ou o Link, de Legend of Zelda? Eu, particularmente, não. Você é Mario e diferente da primeira versão, dessa vez Mario faz alguns sons como "hmmmm", "oh yeah" ou "uooouu uooouuu uooooooou". E querem saber? Valem por si só.

É hilariante ver Mario pensando, assustando, sem nem abrir a boca, apenas acenando ou conversando com os personagens através das caixas-textos onde as letras falam por si só. Letras tremidas mostram medo, em maiúsculas mostram GRITO, miúdas algo sussurrado, e por aí vai.

A história começa com um passeio da Princesa Peach com Toadsworth (sim, o Toad vovô que quando você o molhava com FLUDD em Mario Sunshine, ele emitia um hilário "bera-bara-bara" e que hoje é juiz de Mario Power Tennis) pela perigosa porém excitante cidade de Rogueport, onde muitas lendas de tesouros cercam o local. Acidentalmente Peach consegue de um vendedor um mapa mágico que mostrava a localização das Crystal Stars. Despertando a atenção dos X-Nauts (novos vilões), a princesa é raptada, mas tem tempo de enviar o mapa por correio para Mario.

Sua aventura começará aí, em busca de sua princesa (pela enésima vez), de decifrar o mapa da lendária porta centenária que guarda um tesouro misterioso, e de evitar que Bowser entre em seu caminho. Porque ele entra. Ora, é um game de Mario e cia! E um sublime título Nintendo que destaca-se acima de tanta escória da indústria atual.



Papel, Magipack, cartolina, crepom...
Esse é o mesmo Mushroom Kingdom que você deve ter se familiarizado em 2001 no Nintendo 64. A Nintendo e a Inteligent Systems desenvolveram um mundo de papel no estilo 3D, com áreas de pseudo-2D, onde Mario e todos os personagens e texturas são finas folhas de papel, com algumas partes dos cenários sendo construídas por vibrantes e coloridos polígonos apenas.

A arte, o design e o estilo gráfico de Paper Mario fazem todo o diferencial e um charme extremamente "sexy" que ninguém faz melhor que a própria Nintendo.

Além de compor toda a atmosfera do game, os estilos utilizados pela Inteligent Systems em The Thousand-Year Door afetam por completo a jogabilidade. Mario pode se afinar mais ainda, tornando-se "slim" o suficiente pra se espreitar por fendas ou rachaduras. Quer alcançar aquele lugar distante ou aquela ilha atravessando um esgoto? Transforme-se em um avião ou em um barquinho de papel respectivamente!



RPG do Mario, jogabilidade Nintendo
Mario e sua "party" estão de volta, com o mesmo esquema de turnos que fez sucesso na versão N64. Os diferenciais (que não são poucos), começam por aqui!

Você entra na batalha contra qualquer inimigo e seu ringue de batalha é um grande palco de teatro, onde você tem uma grande (e participativa) platéia que quer se satisfazer. Arranque aplausos dela! Isso faz com que você receba alguns Stars Appeal, pontos especiais que enchem uma barra de força que lhe permite usar novos e diferentes ataques. Tanto Mario quanto qualquer integrante de seu grupo podem dar aquela acenada ou "piscadinha" básica para o púbico, puxando o holofote do palco pra você e recebendo aquele calor que qualquer celebridade está acostumada.

Você e seu parceiro possuem vidas (HP ou os famosos corações) separadas e pontos de magia (FP ou os Flower Points) únicas: equilíbre-os se quiser usar seus especiais.

Além disso, lembre-se que durante um único ataque, você pode utilizar o comando de ação. No caso do tradicional pulo de Mario sobre os inimigos, basta apertar o botão A novamente antes de Mario pisotear o cidadão em questão, e o italiano vai dar mais uma pisadinha. Aperte de novo, e Mario vai atacar mais uma vez. O comando de ação nada mais é que um ícone que aparece na tela durante seus ataques correspondendo a um botão previamente determinado que lhe permite expandir os danos causados por seus ataques. Em miúdos, extremamente úteis.



Falando um pouco de sua "party", ou time de companheiros para os fãs-more do gênero do RPG, ela lembra em muito o time da versão 64 bits do game mais uma vez. Mas com novos personagens, você deverá receber ajuda de Goombella, uma Goomba muito esperta que estuda arqueologia e que pode lhe fornecer dados úteis dos inimigos, como suas vidas, ataques, defesas e pontos fracos, além de catalogá-los em uma agenda à lá Piklopedia de Pikmin 2 ou aod Monster Book de Tales of Symphonia.

Koops é o Koopa Troopa medroso e que usa um band-aid no focinho. Flurrie nada mais é que uma Boo (aquelas fantasmas dos games Super Mario), que possui muito brilho próprio, ofuscando o de qualquer Catherine Zeta-Jones de Chicago com seu "charme" para o estrelato. E a lista prossegue.

Relaxe! Interlúdios sobre o controle da Princesa Peach (sim, ela foi raptada mais uma vez, mas não por Boswer) e de Boswer, este que está atrás dos sequestradores de Peach (afinal, isso é uma exclusividade do Rei dos Koopas), ocorrem com freqüência.
Espere controlar Peach dançando uma valsa consigo mesma para ensinar um super-computador o significado do sentimento de amar ou Bowser na primeira fase do clássico plataforma de Mario Bros. de 1985. O quê? Você nunca se imaginou controlando Bowser no lugar do bigodudo?



E gaaaaaaaaaaste papel
Paper Mario: Thousand-Year Door reserva mais de 30 horas de jogatina, dificuldade alta (sim, vários Game Over´s você vai obter), charme e carisma de Mario, sua turma e de um legítimo game com o pomposo "Seal of Quality" da Nintendo. Mergulhe nessa hilariante aventura sem pensar duas vezes.

Escrito por: Lucas Brum

Avaliação

Nota
9.5

Melhor
- O melhor RPG de Mario
- Resgate sonoro sublime
- Jogabilidade e "feeling" clássico de um Nintendo

Pior
- Pode lembrar demais o anterior em alguns momentos.
- Poderiam ter elaborado uma apresentação melhor e menus mais arrojados

 


Paper Mario: The Thousand-Year Door

Gênero:

RPG
Data de lançamento:
11/10/2004
Nº de jogadores:
1 jogador

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