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Rumo à Estação Islândia Converter para PDF Versão para Impressão Enviar por e-mail
Fabio Massari

Depois de passar dez dias vagando à toa pela Islândia, Fabio Massari, o Reverendo, decidiu voltar.

Conseguiu uma brecha de dois meses na MTV, e refez o caminho até a terra da pequena Björk. A Islândia é uma ilha menor que o Estado de São Paulo, com menos de 300 mil habitantes, e uma concentração enorme de artistas.

Sem um plano definido, foi entrevistando todos que lhe parecessem interesantes, indo a shows, freqüentando bares, comprando discos e livros.

Aos poucos, juntou material para esse livro, um compêndio de anotações esparsas, misto de guia e relato autoral do que viu, e principalmente do que ouviu.

Pois Rumo à Estacão Islândia (o título é um achado, referência à obra de Edmund Wilson) é, em essência, um livro sobre música.

São centenas de bandas comentadas, disco a disco, a maioria delas cantando em impenetrável islandês, e quase todas brilhantes e desconhecidas.

Massari flanou por todas as vielas do rock/pop da Islândia, com seu olhar crítico (no melhor dos sentidos) e faro de colecionador. Passou pelas garage bands e psicodelia dos anos 60, de bandas como Trúbrot e Thors Hammer (essa, uma espécie de Beatles local, lançou um clássico de título Umbarumbamba) ao hard rock e esquisitices dos 70, como o Icecross, banda de matizes sabbathianos, admirada por gente como Jello Biafra.

Chegou aos 80, década dos punks e pós-punks que aparecem no histórico documentário Rokk Í Reykjavík, e também a década em que surgiu a família do mau gosto, ou o pessoal do selo Bad Taste, capitaneado por Thor Eldon. Foi essa pequena gravadora independente que lançou um certo Lifes Too Good, de uma certa banda chamada Sugarcubes.

Daí aos anos 90, em que surgiram boas bandas eletrônicas como o GusGus, e grupos de um pop cristalino e peculiar, como o Unun, os discos solo de Maga Stina (a melhor amiga de Björk), e o Sigur Rós, grupo que vem despontando no exterior, com mais de 300 mil CDs vendidos.

Tudo descrito em linguagem massariana, algo entre os beats e o surrealismo, o gonzo e o lirismo.

É bom frisar que não se trata de um guia, mas sim um livro de viagem, uma colagem de impressões, sobrepostas livremente, ao gosto do autor.

Boa viagem!

O AUTOR
Fabio Massari nasceu em São Paulo, em 1964.

É formado em Comunicações pela FAAP, onde também cursou dois anos de engenharia (!). De 1988 a 1996 trabalhou na rádio 89 FM: o programa Rock Report foi de 1990 a 1995. Está na MTV Brasil desde 1991.

Rumo à Estacão Islândia é seu primeiro livro.