História da Grécia

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Homero como educador

O que é paidéia?

 

PAIDÉIA

Cristina G. M. de Oliveira

 

Na Grécia clássica, as explicações predominantemente religiosas são substituídas pelo uso da razão autônoma, da inteligência crítica e pela atuação da personalidade livre, capaz de estabelecer uma lei humana  e não mais divina. Surge a necessidade de elaborar teoricamente o ideal da formação, não do herói, submetido ao destino, mas do cidadão. Este deixa de ser o depositário do saber da comunidade, para se tornar o que elabora a cultura da cidade. A ênfase no passado é deslocada para o futuro: o homem não está preso a um  destino traçado, mas é capaz de projeto, utopia.

Por volta do século V a.C. é criada a palavra Paidéia, que de início  significa apenas criação dos meninos (pais, paidós, criança). Com o tempo, adquire nuanças que a tornam intraduzível. Não se pode evitar o emprego de expressões modernas como civilização, cultura, tradição, literatura ou educação, porém, nenhuma delas coincide realmente com o que os gregos entendiam por Paidéia. Cada um daqueles termos  se limita a exprimir um aspecto daquele conceito global e, para abranger o campo total do conceito grego, teríamos que empregá-los todos de uma só vez.

      A Grécia clássica pode ser considerada o berço da pedagogia. A palavra paidagogos significa literalmente aquele que conduz a criança, no caso o escravo que acompanha a criança à escola. Com o tempo, o sentido se amplia para designar toda teoria sobre a educação. São os gregos que, ao discutir os fins da Paidéia, esboçam as primeiras linhas conscientes da ação pedagógica e assim influenciam por séculos a cultura ocidental.

As questões: o que é melhor ensinar? Como é melhor ensinar? E para que ensinar? Enriquecem as reflexões dos filósofos e marcam diversas tendências.

Referências:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. MARTINS, Maria Helena Pires. Temas de Filosofia.   São Paulo: Ed. Moderna, 1992.  

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Ed. Ática, 1995.

COTRIM, Gilberto. Fundamentos da Filosofia – Ser, Saber e Fazer. São Paulo: Ed.Saraiva, 1997.