Dom Pedro II de Portugal foi sucedido pelo seu filho Dom João V a quem a historia conferiu o cognome de Magnânimo e nesta época Portugal era então um país em decadência apesar dos esforços de alguns homens de mérito dos reinados precedentes , entre os quais devemos citar o Conde de Castelo-Melhor o grande organizador da vitória contra os espanhóis e o Conde de Ericeira que traçou o plano de engrandecimento das industrias portuguesas.

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No reinado de Dom João V, as minas de ouro e diamantes do Brasil deram do rei de Portugal e ao povo uma riqueza que o reino lhes negava. A exploração do ouro no Brasil começara no reinado de Dom Pedro II e daí em diante o Brasil uma simples colônia, inundava de ouro e diamante a coroa portuguesa e entre 1715 e 1755 jamais a coroa portuguesa estivera tão rica, porém o reino nunca estivera tão pobre, isto se deve a apatia do povo e pelas loucuras das grandezas e das pompas e esbanjamentos do rei. Na corte portuguesa reinava o máximo esplendor, entretanto a agricultura e a industria se definhava e o país começava a sentir o efeito da emigração em massa para o Brasil, e toda as riquezas do Brasil ou ficava perdidas em empresas insensatas ou passavam apenas por Portugal indo direto para a Inglaterra. A custa de despesas fabulosas Dom João V alcançou a elevação da diocese de Lisboa Ocidental a patriarca, sendo que os sacerdotes que ali se empregavam custavam novecentos contos por ano, a além disso havia cento e trinta cantores e músicos que custavam cento e vinte contos e no mesmo ano da criação do patriarcado deu-se o inicio da construção do grande convento de Mafra, de que Dom João V, no seu sonho de opulência e de grandeza quis fazer um colosso de magnificência pomposa, e não satisfeito o rei mandou construir em Roma a Capela de São João Batista que excedeu em luxo tudo o que até então se tinha feito.

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Rei Dom João V

E devido ao ouro remetido do Brasil o Rei Dom João V conseguiu do Papa que os padres em Portugal dissessem três missas no dia de finados e obteve para si o título de Rei Fidelíssimo. A instrução encontrava–se em estado vergonhoso porém o rei estabeleceu em Lisboa a Real Academia de História com fins puramente genealógicos e encomiásticos para a casa real, porém o rei construiu algumas obra úteis para a população assim como o Hospital das Caldas, mas para abastecer de água a capital, teve o rei de lançar um imposto e assim se construiu o Aqueduto das Águas Livres, cujas obras duraram vinte anos. Dom João V expulsou os critãos-novos, mandou queimar o judeu Antônio José, ilustre dramaturgo que era filho do Brasil e no ano de 1750 falecia Dom João V e para celebrar as exéquias foi necessário levantar um empréstimo, devido a situação financeira de Portugal. E em 1 de Novembro de 1755 logo no inicio do reinado de Dom José I, Portugal sofreu um terrível terremoto em que ruíram e arderam muitas casas, caíram edifícios soberbos como o do paço real, a população em desespero praticaram muitos tumultos e pilhagens e nesta conjuntiva e que Sebastião José de Carvalho, depois Conde de Oeiras e Marques de Pombal com a energia que o caracterizava mandou executar os saqueadores que se aproveitavam das circunstancias e obrigou a corte a permanecer em Lisboa, combateu com firmeza o desanimo e a anarquia e com a cidade destruída e a nação desorganizada por uma nefasta administração, logo tratou de organiza-la e reconstruí-la, e com isto, conquistou para sempre a confiança ilimitada do rei. 

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A reedificação de Lisboa foi realizada em moldes completamente novos graças ao concurso de distintos arquitetos e engenheiros de que o Marques de Pombal soube aproveitar-se. As ruas estreitas e emaranhadas que caracterizavam Lisboa foram substituídas por uma cidade de arruamentos regulares e paralelos, o Marques de Pombal retomando o plano do Conde da Ericeira ao qual pretendia tornar Portugal independente sob o ponto de vista industrial, criando fabricas, industrias tais como Companhia de Vinhos do Alto Douro e as Companhias do Grão Pará, do Maranhão, de Pernambuco e da Paraíba; no Algarve formou uma companhia de pesca de atum e sardinha, instituiu em Lisboa uma junta de Comércio, desenvolveu a criação do bicho da seda e em 1776 fez em Oeiras a primeira exposição industrial que se realizou no mundo, e na área de instrução pública tentou realizar os planos dos grandes sábios portugueses sobretudo de Ribeiro Sanches e Luiz Antônio Verney, quando foram criadas a instrução primaria e secundaria oficias, fundando para isto oitocentos e trinta e sete escolas, estabeleceu uma academia de comércio, fundou o Colégio dos Nobres, fez reformas na Universidade sob os cuidados de Dom Francisco de Lemos quando introduziu o ensino das ciências naturais mandando vir diversos professores do estrangeiro, fundou a Régia Oficina Tipográfica, simplificou o processo de censura das publicações de livros que eram obrigados de dar baixa a três entidades que seriam censura régia, censura só santo oficio e a censura do ordinário, que eram submetidas ao bispo, então constituiu um único tribunal denominado Real Mesa Censora e a presidência da mesa foi confiada a Manuel de Cenáculo que inspirou ao Marques de Pombal a idéia da fundação de uma grande biblioteca nacional, e para abater todas as grandezas e destruiu todos os poderio e nivelar tudo e todos perante o trono absoluto foram abolidas as distinções entre cristãos velhos e novos, aboliu a escravidão no reino, equiparou os Camarins da Índia aos portugueses e libertou os indígenas do Brasil. Em uma noite do ano de 1758 quando o rei se dirigia para o Palácio da Ajuda foi atacado por um desconhecido, e nesta conspiração contra o rei, aonde teve a participação de vários fidalgos da família dos Tavoras e este ato ficou conhecido como Conspiração dos Tavoras que foi reprimida com maior requinte de crueldade sanguinária com a Marquesa e o Marques de Tavoras, o Conde de Atougria e três criados do Duque de Aveiros sendo degolados, o conjurado que disparara contra o rei foi queimado ainda com vida, e o Marques de Gouveia, a Condessa de Atougria e a Marquesa de Alorna foram encerrados nas prisões.

O Marques de Pombal aproveitando o atentado, disparou um golpe contra a aristocracia; sendo os jesuítas expulsos e o Padre Malagrita executado, assim sendo a inquisição estava organizada, sendo o Marques de Pombal membro da Família do Santo Oficio e recebendo o título de majestade apoderou-se dos maiores poderes que ele jamais possuíra, com isto se tornaram instrumento do despotismo real e devido a esta sua tirania feroz e anacrônica ele criou um clima de revolta em toda a Europa culta, e durante a guerra dos sete anos que estourou na Europa, o Marques de Pombal, aliou-se com a Inglaterra e repeliu uma invasão espanhola e quando restabelecida a paz chamou o Conde de Lippe e encarregou-o de levantar um sistema de fortificação e de reorganizar o exercito lusitano apesar da sua prodigiosa energia, de sua obra não teve o alcance que se poderia esperar, se ele a houvesse empreendido com outro espírito mais largo e mais inteligente, menos feroz, menos sanguinariamente absolutista, e a sua política protecionista conseguiu criar industrias que tiveram bases serias e que perduram até os dias atuais.

0104.jpg Ao Rei Dom José sucedeu em 1777 a sua filha Dona Maria a Princesa do Brasil que em seu reinado criou uma reação contra o governo do Marques de Pombal. 0103.jpg (14815 bytes)
Rei Dom José
 
Dona Maria
   
A Princesa do Brasil

E devido aos acontecimentos o Marques de Pombal foi exilado e submetido a um processo, e as companhias do Grão Pará e do Maranhão foram extintas, no entanto Martinho de Melo prosseguiu o movimento iniciado por Marques de Pombal na organização e fomento do reino com mais brilho, inteligência e humanidade, com isto sábios portugueses que o Marques de Pombal mantivera afastado do país voltaram a Portugal e fundaram a gloriosa Academia das Ciências de Lisboa e neste período foi fundada a Academia da Marinha, houve a construção da Cordoaria de Lisboa e a criação da Biblioteca Real cujas coleções foram doadas pela Mesa censora, pelo Bispo Franciscano Manuel de Cenáculo, e no ano de 1792 devido ao agravamento da loucura da rainha que tornara impossível que ela continuasse a frente do reino de Portugal e que Dom João toma conta da regência do trono português, e no ano de 1789 rebentou na França a revolução francesa e o governo português fez de tudo para impedir que as idéias revolucionarias se disseminassem em Portugal, todavia elas entraram em Lisboa, principalmente por intermédio de intelectuais e comerciantes estrangeiros, apesar das buscas e perseguições realizadas pelo intendente Pina Manique. Aliando-se com a Espanha, Portugal fez guerra a republica francesa entrando na campanha do Rosilhão que terminou com o tratado de paz de 1795, seguido pela aliança ofensiva e defensiva da França e da Espanha que declararam guerra a Portugal, cominando com os espanhóis invadindo o Alentejo e apesar de Ter sido solicitado auxilio da Inglaterra para o fato da invasão, os ingleses não socorreram aos pedidos portugueses e um mês após a invasão e assinado um tratado de paz com as duas nações invasoras, com isto Portugal perdeu para sempre a cidade de Olivença. Dom João ficou sem saber o que fazer e a que partido havia de tomar: forçado pela França e pela Inglaterra em adotar uma atitude definida, a sua situação tornava-se dificílima, pois era precisamente uma atitude definida que ele não queria tomar. A França exigia que Dom João declarasse guerra a Inglaterra e que fechasse os portos aos navios ingleses, anuindo ao bloqueio continental, que juntasse os seus navios as esquadra combinadas franco-espanholas, que seqüestrasse todas as propriedades inglesas e prendesse todos os súditos portugueses. O governo inglês compreendendo a situação do reino português seu tradicional aliado ordenou ao seu ministro em Lisboa que tomasse uma atitude de pronta reação que ele se retirasse de Portugal e transmitisse ao governo de Dom João a declaração do estado de guerra em nome de sua majestade britânica, devido aos fatos Dom João fechou os portos, seqüestrou as propriedades dos ingleses, dizendo-lhes ao mesmo tempo em segredo, que seriam indenizados pois tudo não passava de uma farsa contra o imperador francês Napoleão Bonaparte que não se iludiu com as atitudes de Dom João, por este motivo decidiu pela deposição da dinastia e pela invasão do território português da metrópole.  

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General Junot

Por este motivo o General Junot foi destacado para invadir o território português, e as 9 horas do dia 30 de Novembro a esquadra de Junot entrou em Lisboa sem resistência conforme recomendação de Dom João VI. Porém a brutalidade com que se portavam as tropas napoleônicas levaram ao povo a se levantar contra elas, com sucessivas rebeliões nas províncias. Devido aos fatos o príncipe foi aconselhado a embarcar para a grande colônia americano, o Brasil e em 29 de Novembro de 1807 a corte portuguesa, fugindo, embarcou no porto de Tejo trazendo consigo uma esquadra composta de quinze mil pessoas entre fidalgos, militares e funcionários da corte com muitas das suas riquezas, o príncipe regente aportou na Bahia em 22 de Janeiro de 1808 para começar uma nova era, aonde se encontrou com José da Silva Lisboa mais tarde Visconde de Cairu, que era um homem muito ilustrado, grande economista, jurista e político e que em muito se dedicou aos estudos comerciais, da política e do direito e nessa qualidade em administração que defendia o comércio livre por isto aconselhou a Dom João VI a abertura dos portos a todas as nações amigas de Portugal na Europa; dos vastos portos do Brasil.

Com a abertura dos portos ao comércio universal em 28 de Janeiro de 1808 se deu o primeiro passo do Brasil para a sua independência política, assim podemos dizer que este ato foi uma verdadeira revolução pacifica que modificou estruturalmente vida brasileira, produtos de aspiração e de necessidades imperiosas de uma doutrina econômica e das exigências poderosas do momento. Por pouco tempo Dom João VI permaneceu na Bahia partindo em 26 de Fevereiro para a cidade do Rio de Janeiro onde aportou em 7 de Março, assim se estabelecia a sede da monarquia portuguesa no Brasil, com isto viu-se o rei obrigado a criar novas instituições e nomear um ministério, em Abril de 1808 um outro ato ilustrou o seu governo que foi o termino da proibição que pesava sobre as industrias, declarando que todas elas eram livres exceto a dos diamantes e do pau Brasil.

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A liberdade entrava no Brasil pela porta do trabalho e da riqueza, que todos os povos vivessem do seu comércio e que todos os homens se dedicassem a ocupação que preferissem. E em Maio de 1808 Dom João VI entrou em luta com os franceses e enviou contra a Guiana Francesa uma expedição sob o comando de Manuel Marques que caiu em Janeiro de 1809 sob o poder de Dom João VI que ficou assim com o seu império acrescido, e devido as sucessivas rebeliões dos portugueses nas províncias contra as tropas do General Junot, o inglês Wellesley com nove mil homens desembarcou em Buarcos e a ele se reuniu uma divisão portuguesa com oito mil homens e logo a seguir vieram a se juntar mais treze mil ingleses que marcharam e venceram as Batalhas de Roliças e Vimeiro, e devido a este revés em 30 de Agosto fez com que o General Junot capitula-se. Tempo depois com suas tropas mais preparadas os franceses voltaram invadir em Soult e Massema, porém devido a resistência encontrada foram obrigados a evacuar Portugal depois das derrotas em Buscaso e Torres, desta maneira Portugal estava liberto dos franceses mas em profunda miséria com todo o trabalho iniciado pela falange de homens de ciência que o país tivera na Segunda metade do século XVIII fora anulada pela grande catástrofe das invasões, tudo destruído com a população de Portugal baixando em mais de meio milhão, não havia cultura, industria, agricultura, gado etc, do que havia sido feito e escrito pelos autores das memórias economistas da academia, pelos grandes estudiosos da natureza e pelos sacerdotes reformadores ninguém mais se lembrava: a questão da reforma das instituições políticas absorvera tudo. Ia começar a luta entre liberais e absolutistas.

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Dom João VI

Dom João VI prometeu voltar para Portugal assim que os franceses deixassem livre a terra da sua pátria, em 1810 a metrópole se libertava dos invasores porém o príncipe permaneceu no Brasil. E por um decreto assinado em 16 de Dezembro de 1815 elevava o Brasil a categoria de Reino Unido a Portugal a Algarve assim se podia dizer o Reino do Brasil, com isso Dom João VI se tornou príncipe regente de dois reinos, e pela queda de Napoleão Bonaparte na França para os Bourbons houve a restituição da Guiana Francesa por Dom João VI que em troca de cessão, obteve a garantia de uma fixação de fronteira.

Em Março de 1816 morria a Rainha Dona Maria I e no ano seguinte rebentava em Pernambuco uma revolução republicana com idéias de emancipação de democracia, de liberdade e de independência absoluta, liderada pelo comerciante Domingos José Martins natural da Bahia que fora educado na Inglaterra que se tornara um liberal ativo e irrequieto e devido aos constantes conflitos entre os reinos e brasileiros nativos o capitão general de Pernambuco mandou prender algumas pessoas que mais se salientavam na defesa das idéias republicanas e nas rixas com os portugueses e entre eles podemos destacar Domingos Martins, Domingos Teotônio Jorge e José de Barros Lima e quando da prisão do oficial José de Barros o Brigadeiro Barbosa de Castro quis repreendê-lo asperamente na presença dos outros oficias do regimento de artilharia a que pertencia, porém José de Barros de Lima atravessou-o com a espada, sem que nenhum dos oficiais se movesse para defender o comandante, assim começou a revolução pernambucana e o Governador tentou subjuga-la, mas o Tenente Coronel Alexandre Tomás enviado a domina-la foi recebido a tiros pelos revoltos e gravemente ferido pelos soldados do Capitão Pedroso, e ao tomar conhecimento dos fatos o governador abandonou o palácio e recolheu-se a uma fortaleza, com isto a desordem generalizou-se, e com o governador perdendo a coragem, capitulou no dia seguinte partindo para a Cidade do Rio de Janeiro.

Foi organizado um governo provisório com elementos de grandes capacidades como o Padre João Ribeiro Pessoa, Doutor José Luiz de Mendonça, Domingos José Martins, Domingos Teotônio José, Manuel Correia de Araújo, Agricultores, padres, juizes, homens de classes mais importantes aderiram a causa da revolução pernambucana.

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Luiz de Mendonça, com o seu manifesto "Precioso"

Quando Luiz de Mendonça redigiu um manifesto conhecido como "Precioso" para justificar a revolta e o novo estado de coisa, a agitação propagou-se rapidamente. De Alagoas ao Ceará, na Paraíba e Rio Grande do Norte chegaram a organizar governos provisórios, na Bahia os partidários da liberdade nacional não conseguiram desfraldar o pendão da revolta devido a imediata repressão sofrida, quando o Doutor José Inácio de Abreu Lima denominado Padre Roma foi denunciado, preso e fuzilado no Campo da Pólvora em 29 de Marco de 1817. A republica durou pouco meses apesar da participação dos que nela estiveram envolvidos, e que o Conde dos Arcos Governador da Bahia enviou o Marechal Leite Cogominho de Lacerda por terra e Rodrigo Lobo em uma esquadra para bronquearem a Cidade de Recife, quando os revolucionários viram-se obrigados a capitular. E neste este ano os exércitos portugueses penetraram na banda oriental e sitiaram Montevidéu que não tardou em capitular, cujo território foi incorporado ao Brasil sob o nome de Província Cisplatina, e no ano de 1820 explodiu em Portugal um movimento de caráter liberal, com as cortes de Lisboa exigindo o retorno de Dom João VI para a metrópole, e passando a exercer uma política de repressão contra o Brasil tratando-o como colônia; sem direito e só com obrigações e devido a estes fatos o Brasil foi contaminado pelas idéias antiabsolutistas da metrópole, por isto em 1 de Janeiro de 1821 o Pará aderia ao constitucionalismo e a 10 de Fevereiro era a vez da Bahia e em 26 do mesmo mês a tropa portuguesa reunida no Largo do Roccio na Cidade do Rio de Janeiro, exigiu que fosse jurada a constituição e que as cortes portuguesas votassem. Dom João VI recusou, por isto as cortes de Lisboa lançou um manifesto que provocou o entusiasmo dos portugueses, então o rei vendo-se obrigado a assinar um documento onde fazia uma declaração solene de voltar a Portugal e deixando o seu filho Dom Pedro encarregado da regência do Reino do Brasil.

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As Cortes Gerais Portuguesas

E com as eleições para deputados brasileiros, as cortes portuguesas cujo processo deveria ser regulado na falta de disposições especiais conforme a constituição espanhola de 1812. Com isto fez crescer a agitação entre os adeptos das diferentes causas e em 20 de Abril na Praça do Comércio realizou-se uma reunião para a eleição paroquial na qual foi lido o decreto que investia Dom Pedro na regência do reino, devido ao tumulto formado Dom João VI foi intimado a adotar desde logo a Constituição Espanhola, quando o rei acedeu mais uma vez a nova ambição e no dia seguinte o rei anulou o que havia prometido e confirmou a regência de Dom Pedro e nomeou um novo ministro e retirou-se para bordo da Nau Dom João VI, onde seguiu no dia 26 de Abril para a Europa e dirigiu ao filho as seguintes palavras: Pedro o Brasil brevemente se separará de Portugal; se assim for, põe a coroa sobre a tua cabeça antes que algum aventureiro lance mão dela. Assim acabava com esta profecia o reinado de Dom João VI no Brasil.*

*Texto retirado da Internet

 

REINO UNIDO DE PORTUGAL E ALGARVES

"ONDE A UTOPIA É ALCANÇÁVEL, ONDE OS SONHOS SE TORNAM REALIDADE"