mitologia e linguagem (4): hermético, néctar e sirene

hermético - Vem do nome do deus Hermes, que foi cultuado pelos alquimistas com o nome de Hermes Trimegisto, a quem atribuíam uma série de textos secretos, que versavam sobre ciências ocultas e só podiam ser compreendidos pelos raros iniciados. Ainda hoje usamos o termo para textos de difícil compreensão; no dia-a-dia, entretanto, a partir dessa noção de texto fechado e impenetrável, o vocábulo "hermético" serve usualmente para qualificar um recipiente que está completamente selado.

hipnotismo - Na Grécia, Hipnos era o deus do sono, pai de Morfeu, o deus dos sonhos. Seu nome foi usado para designar aquele estado de sonolência que está associado à hipnose. Os medicamentos que induzem o sono são também denominados de "hipnóticos".

néctar - Os deuses do Olimpo não consumiam os mesmos alimentos que os humanos, mas satisfaziam-se com duas substâncias imortais, inexistentes no mundo dos homens: comiam a perfumada ambrosia e bebiam o néctar, uma bebida especial e revigorante. O vocábulo passou a ser usado para designar o suco concentrado das frutas ou o líquido que as abelhas colhem das flores para o fabrico do mel. Às vezes é simplesmente empregado como uma forma de elogiar qualquer bebida saborosa.

pânico - Esse sentimento vem de Pan, aquele deus híbrido com pequenos chifres na cabeça e com corpo de bode da cintura para baixo, que vivia nos bosques e nos campos correndo atrás das ninfas. Os gregos atribuíam a ele a forte sensação de medo que acometia os que passavam por lugares desertos, em que o menor ruído poderia indicar que o deus estava ali à espreita. Hoje o termo indica aquele medo incontrolável e irracional que às vezes nos ataca e nos invade com uma vontade irresistível de fugir.

sirene - O nome é uma variação de "sereia", monstruosa ave com cabeça de mulher que Homero descreve na Odisséia. As sereias viviam numa pequena ilha no meio do mar e usavam seu canto para atrair os navegantes, que eram ali devorados. Só bem mais tarde a mitologia celta imortalizou a figura popular da sereia boazinha, metade mulher, metade peixe, bem diferente das terríveis criaturas que Ulisses enfrentou. Em inglês, o mesmo termo "siren" é usado para a entidade mitológica e para o som agudo e estridente das ambulâncias e viaturas policiais.


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