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Clodovil

Por Elisa Duarte

 

Estilista

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Clodovil foi um dos estilistas mais respeitados do país nos anos 80. Suas roupas vestiam as mulheres famosas da época. Sua credibilidade entre o público feminino o levou para TV. '' O estilista é um ilustrador do seu tempo e isso eu nunca deixei de ser. A moda não é coisa de veado, não é uma bobagem. Como uma necessidade básica humana, o vestir é mais importante do que a saúde porque você não pode ir ao médico pelado. Hoje em dia os estilistas fazem muitos trejeitos, cheiram muita cocaína, mas não sabem fazer o principal: vestir uma mulher'', disse em entrevista à Contigo!

Amor de mãe

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Nasceu no dia 17 de junho de 1937 em Elisário, a 400 quilômetros de São Paulo. ''Tinha 3 meses quando fui dado. Era uma criança feia, cheia de feridas, abandonado, sétimo filho de uma casa que não me queria'', revelou Clodovil. Adotado por um casal de origem espanhola, Domingos Hernandes e Isabel Sanches, Clodovil sempre falou com muito carinho de sua mãe adotiva. Dizia que ela era elegante, muito bonita e sábia. '''Quando ela morreu (infecção no estômago), fui a um centro espírita no Rio de Janeiro. O tempo que eu não chorava, dormia'’, disse na ocasião.

Homossexualidade

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Clô frisava que ser homessexual não era fácil pra ele. Em entrevistas chegou a dizer que a aceitação por sua orientação sexual só veio aos 60 anos. Também admitiu que nunca se apaixonou por ninguém, mas que também não sentiu-se só. ''Todo mundo que fez sexo comigo, fez por dinheiro'', afirmou. ''Todo mundo fica por interesse'', amenizou. ''Gostaria de ter sido um homem normal, casado com filhos, mas sei que não era para ser. Achava que a minha sexualidade era uma coisa errada porque homem tinha de ficar com mulher. Hoje a grande maioria dos pais de família é homossexual, todo mundo é'', disse.

TV Mulher

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TV mulher foi um programa matinal voltado para o público feminino produzido pela Rede Globo entre os anos 1980 e 1986. Com Marília Gabriela no comando, apresentava diversos quadros informativos e de comportamento. Quando o assunto era sexo, a na época sexóloga Marta Suplicy tomava as rédeas. No campo da moda, era Clodovil quem dava as dicas e desenhava croquis ao vivo tirando dúvidas das telespectadoras.

Outras emissoras

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Clodovil começou sua carreira de apresentador na Rede Globo. Depois da extinção do programa TV Mulher, ele ganhou, ainda nos anos 80, o Clô pra os Íntimos na Rede Manchete, onde o bordão ''Olhe para a lente da verdade'', ficou famoso. No início dos anos 90 foi para o canal CNT onde teve 4 programas, Clodovil Abre o Jogo e Clodovil Noite de Gala, Retratos e Frente e Verso. Antes de seu último programa da Rede TV, A Casa é Sua, Clô passou pela Bandeirantes, Rede Mulher e Gazeta.

Teatral

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A criatividade e o talento do artista se estendiam aos palcos. Sua última peça Eu e Ela, ( 2206) idealizada por ele e dirigida por Elias Andreato mostrou o lado cantor do estilista. De salto e meia arrastão ele interpretou canções da cantora chilena Violeta Parra, das brasileiras Elis Regina e Carmen Miranda , e da americana Billie Holiday. No palco, Clô já havia apresentado Seda Pura e Alfinetadas (1981) e Sabe Quem Dançou? (1987).

Refúgio praiano

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Depois de uma boa polemizada, Clodovil se refugiava em sua casa de praia em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. ''Quando eu quero descansar vou para minha casa em Ubatuba, onde eu não tenho nem vizinhos. É um lugar deslumbrante, um pedaço do paraíso'', costumava dizer.

Deputado

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''Brasília nunca mais será a mesma'', disse Clodovil ao conquistar o cargo de deputado. Clô foi o quarto deputado federal mais votado de São Paulo na eleição de 2006. Seu gabinete ganhou decoração luxuosa e uma estátua de uma cobra que o político apelidou de Marta.

''Polêmico não, sincero''

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Clodovil era implacável, falava tudo que vinha a cabeça de maneira direta. Expunha sua vida, seus sentimentos sem titubear. ''Nunca falei mal de ninguém. Falei de gente exposta. Você posa nua, escancara tudo para o seu pai ver na revista e não quer que eu comente? Polêmico não, sincero.''

Sem medo

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Clô não tinha medo da morte. Em 1999, deu a seguinte declaração: ''estar vivo é um grande prazer porque esse é um presente que eu agradeço a Deus. Todos nós que estamos vivos fazemos parte da eternidade. Essa é a única forma de entendermos a vida. Quando a gente nasce não morre nunca mais. A morte não existe. A matéria não é você, você é uma essência e luz que está agasalhada por uma matéria. Eu acredito em tudo, não só em outras vidas. Mas eu não acredito na morte.'' O estilista faleceu no último dia 18 de março.

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