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Local de nascimento:
Kirovohrad, Ucrânia

Clubes que defendeu:
1988/89: Dynamo Kiev-UCR
1989/90: Dynamo Kiev-UCR
1990/91: Shakhtar Donetsk-UCR
1991/92: Manchester United-ING
1992/93: Manchester United-ING
1993/94: Manchester United-ING
1994/95: Manchester United-ING
1995/96: Everton-ING
1996/97: Everton–ING
1997/98: Fiorentina-ITA
1998/99: Rangers-ESC
1999/00: Rangers-ESC
2000/01: Rangers-ESC
2001/02: Manchester City-ING
2002/03: Southampton–ING
2003: Al Hilal–ARS
2004/05: Saturn Ramenskoye-RUS
2006: Krylya Sovetov Samara–RUS

Seleção russa:
Jogos: 36
Gols: 5

Kanchelskis: "Arshavin" dos anos 90

Postado em 27/2/2009 às 15:28 por Marcelo Danoski Cabral


Andrei Kanchelskis

Quando, em maio de 1995, começou a circular pela Inglaterra o boato de que o Everton estava tirando o russo Andrei Kanchelskis do Manchester United, pouca gente acreditou. A maioria desdenhou do que os jornais estavam publicando. Afinal, o time de Liverpool não tinha força para comprar um titular e campeão pelo United.

A notícia se tornou realidade quando Kanchelskis foi apresentado no gramado de Goodison Park. O Everton organizou uma superfesta para anunciar seu maior jogador. Convocou um batalhão de jornalistas e um exército de torcedores para vê-lo vestir a camisa azul número 17.

Na entrevista coletiva, contou que brigou com Sir Alex Ferguson. O manager o mandou procurar outro clube e pediu aos dirigentes do Manchester que facilitassem uma provável negociação. O Everton correu na frente e pagou cinco milhões de libras pelo meia canhoto, mas que preferia joga pelo lado direito.

Foi jogando assim que chegou à seleção. Apontado como um das promessas para a Copa do Mundo de 1994, não foi aos Estados Unidos. O motivo: tinha um relacionamento conturbado com o técnico Pavel Sadyrin.

Recentemente, o Arsenal anunciou o também meia russo Andrei Arshavin, do Zenit. Os Gunners investiram 15 milhões de libras na revelação da última Copa Uefa. A história é parecida com a de 18 anos atrás, quando o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, vendeu Kanchelskis ao United.

Como Arshavin, ele tinha futebol de sobra para construir uma longa carreira num time grande e na seleção. Porém, não conseguiu nem uma, nem outra. Culpa do seu temperamento.

As discussões com Sadyrin o impediram de jogar uma Copa. Esteve na Euro 96, mas com um time fraco, a Rússia caiu ainda na primeira fase. E a briga com Ferguson, com direito até a acusação de suborno, interrompeu uma trajetória vencedora num clube de ponta. Jogou até 2006. Depois do United, só defendeu times pequenos e médios. Fica a lição para Arshavin.

A chegada a Manchester e os quatro troféus

Andrei Kanchelskis começou a jogar em 1986, aos 19 anos, no Dynamo Kiev, da Ucrânia. A temporada irregular o levou ao Shakhtar, onde jogou bem e chamou a atenção dos olheiros do United. Alex Ferguson havia recomendado a contratação de um meia. Satisfeito com os relatos que ouvira dos observadores, autorizou o clube a contratar o russo, em março de 1991.

O manager resolveu testá-lo na Copa da Liga, competição normalmente desprezada pelos grandes da Inglaterra. Kanchelskis aprovou e foi um dos responsáveis pelo título. O primeiro do clube nessa competição.

Foi a porta de entrada para ganhar chance também no time principal. Insatisfeito com o rendimento dos experientes Mike Bryan e Robson Phelan, Ferguson entregou a Kanchelskis a camisa titular.

O entrosamento com Éric Cantona beirou a perfeição. Jogava pela direita e entrava na área com facilidade, concluindo ou dando assistências. Com a dupla em alta, o Manchester foi campeão da Premier League em 1992-93, o que não acontecia desde a década de 60.

As boas atuações lhe renderam um lugar na seleção da Rússia, em preparação para a Copa de 1994. Antes, porém, já havia defendido as seleções da União Soviética e, ao fim do bloco, em 1991, da CEI - Comunidade dos Estados Independentes, formada pelas repúblicas da ex-URSS.

Pela CEI, Kanchelskis, inclusive, disputou a Euro 92. E não passou da fase de grupos. Decepcionado com o time, escolheu a Rússia como pátria, embora tenha nascido na atual Ucrânia.

Titular incontestável, era uma das poucas esperanças do país para a Copa. E era, talvez, a maior chance da carreira. Entretanto, uma discussão com o técnico Pavel Sadyrin não permitiu um final feliz. Kanchelskis, contrariado com as decisões do treinador, organizou um boicote e convenceu mais quatro jogadores a ficarem de fora.

Melhor, bem melhor para o Manchester, campeão da Copa da Inglaterra e da Premier League em1993-94, quando o russo foi a principal peça do time.

1995: o ano trágico

A temporada seguinte se desenhava ainda mais exitosa. Kanchelskis voltou à seleção e comandava o Manchester rumo ao tricampeonato nacional e ao bi da Copa da Inglaterra.

A sorte começou a mudar em janeiro de 1995. Num jogo contra o Crystal Palace, pelo campeonato inglês, Cantona agrediu um torcedor adversário. Foi preso e suspenso do futebol por oito meses. As bruxas andavam mesmo soltas em Old Trafford. Kanchelskis teve uma lesão na hérnia e também foi desfalque na reta final.

Sem os dois principais jogadores, a equipe começou a derrapar e entregou o título para o Blackburn na última rodada. Para completar, perdeu também a Copa da Inglaterra para o Everton. Estava instalada a crise.

Para sair dela, a solução foi reformular o grupo. Um dos que saíram foi Kanchelskis, após bater de frente com Ferguson. A briga dos dois foi um prato cheio para os jornais sensacionalistas, que divulgaram um suposto suborno a Ferguson (e ele confirmou em sua autobiografia) de 40 mil libras e ameaças de morte ao então presidente do Manchester, Martin Edwards, para que o jogador fosse negociado.

Antes e depois do Everton

A confusão acabou com Kanchelskis brilhando no Everton, sem que fosse comprovada qualquer relação entre o clube, a propina e as ameaças. Ficou duas temporadas em Liverpool. Não foi campeão, mas é lembrado até hoje pelos 20 gols marcados. Em Goodison Park, saiu do meio e foi para o ataque. Desenvolveu a velocidade e a explosão do arranque. Foi detestado pelos adversários porque gostava de driblar. E às vezes, de humilhar os zagueiros.

Com dificuldades financeiras, o Everton mandou o ídolo para a Fiorentina, em 1997. Faturou oito milhões de libras. Aos 28 anos, a ida para a Itália sinalizava, precocemente, o fim da carreira. Desde então, não se firmou em mais nenhum time. E foram vários. Seis até decidir se aposentar, em 2006, e aceitar o cargo diretor do Nosta Novotroitsk, da primeira divisão russa.

A carreira ficou marcada por dois momentos. O dourado e o sombrio. O primeiro, até sair do Everton. 52 gols, por quatro clubes em nove anos. E o segundo, 19 gols, em também nove anos. Por sete times. Fiorentina, Rangers, Manchester City, Southampton, Al Hilal, da Árabia, e Saturn Ramenskoye e Krylya Sovetov Samara, da Rússia.


Comentários de Leitores

 

Nossa

O russo jogava demais e ainda tem gente que critica.

      Postado em 15/3/2009 às 4:47 por Philippe

sejamos razoáveis...

52 gols em nove anos... o que é isso? Um Raúl da vida? Se esse foi o melhor período do cara, realmente Alex Ferguson fez muito bem em dar as malinhas dele e a passagem para Liverpool. Em nove anos, até o Cristiano Ronaldo (não que seja mal, mas não é o super craque que dizem), terá marcado mais de 80, 90 gols. Já passou da casa dos 50 pelo Manchester.

      Postado em 1/3/2009 às 20:44 por Jefferson

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