Academia Paulista de Árbitros

"Charles Miller"

Patronos


Cadeira nº 1 – Romualdo Arppi Filho

(SP) – Primeiro Árbitro Internacional, oriundo do Estado de São Paulo (Santos) a apitar uma final de Copa do Mundo – 1986; dois campeonatos Brasileiros – 1984 e 85 e dois campeonatos paulista – 1976 e 1980. Seus jogos na Copa do Mundo: França 1 x 1 URSS, México 2 x 0 Bulgária e Argentina 3 x 2 Alemanha, como árbitro. E Argentina 2 x 0 Bulgária e Dinamarca 6 x 1 Uruguai, como auxiliar, em 1986. Ficou 25 anos no quadro da Fifa.

 


Cadeira nº 2 – Arnaldo Cezar Coelho (RJ) – Árbitro Internacional e primeiro brasileiro a apitar uma final de Copa do Mundo – 1982, 3 finais de Campeonato Brasileiro - 1973, 77 e 83; e um Paulistão – 1988. Participou dos Mundiais de 1978 e 1982. Além de ter sido o árbitro da final da Copa do Mundo de 1982, entre Itália e Alemanha, o ex-árbitro, hoje comentarista, Arnaldo César Coelho, é o brasileiro com maior número de atuações em Copas do Mundo. Entre os Mundiais de 78 (Argentina) e 82 (Espanha), ele atuou sete vezes, sendo quatro como árbitro principal e as restantes como auxiliar. Atuou nos seguintes jogos: França 3 x 1 Hungria (78), Escócia 1 x 1 Irã (78), Alemanha 0 x 0 Inglaterra (82) e Itália 3 x 1 Alemanha (82), como árbitro. E Alemanha 2 x 2 Holanda (78) Alemanha 1 x 0 Áustria (82) e Inglaterra 3 x 1 França (82), como auxiliar.


Cadeira nº 3 – Dulcidio Wanderley Boschillia (SP) – Árbitro Aspirante-a-Fifa que atuou em 7 finais do Campeonato Paulista – 1974, 75, 77, 81, 83, 86 e 87, bem como duas finais de campeonatos Brasileiros: 75 e 88.

 

 


Cadeira nº 4 – José de Assis Aragão (SP) – Árbitro Internacional. Atuou em 3 finais de Campeonato Brasileiro e 3 finais do Campeonato Paulista. Presidente do Sindicato em 3 mandatos (81-84; 96-00 e 00-03). Eleito presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – ANAF.


Cadeira nº 5 – Márcio Rezende Freitas (MG) – Árbitro Internacional que atuou em 5 finais de Campeonato Brasileiro – 1993, 94, 95, 96 e 2000. Atuou em São Paulo. Representou o Brasil no Mundial da França (1998), oportunidade em que atuou: França 3 x 0 África do Sul e Bélgica 1 x 1 Coréia do Sul. Fundador, presidente da Assembléia de fundação e terceiro presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol – ANAF e primeiro presidente da Federação Brasileira dos Árbitros de Futebol – FEBAF. 

Cadeira nº 6 – José Roberto Wright (RJ) – Árbitro Internacional com maior número de atuações em uma única Copa do Mundo: 4 jogos em 1990. Atuou em cinco finais de Campeonato Brasileiro: 76, 78,  81, 91 e 92. Atuou em São Paulo. Árbitro quase atuou na final de 1990. Embora não haja confirmação oficial, consta que o Comitê de Arbitragens só não o escalou porque "escalar outro brasileiro para uma final será motivo de críticas", justificou-se, na época, um dirigente. Nesta Copa, atuou nos seguintes jogos: Itália 1 x 0 Áustria, URSS 4 x 0 Camarões, Eire 0 x 0 Romênia e Inglaterra 1 x 1 Alemanha, como árbitro; e Argentina 2 x 0 URSS, como auxiliar, em 1990.

Cadeira nº 7 – Armando Marques (RJ) – Árbitro Internacional que participou de duas Copas do Mundo, em duas finais de Campeonato Brasileiro (71 e 74) e 5 do Campeonato Paulista (1964, 67, 70, 71 e 73). Armando fica em segundo lugar, com seis atuações em Copas do Mundo. O atual  presidente da Comissão Nacional de Árbitros, da CBF, escalado pela Fifa para as Copas de 66 (Inglaterra) e 74 (Alemanha, na época, Ocidental). Jogos que participou nas citadas Copas: Alemanha 2 x 1 Espanha (66) e Alemanha 2 x 0 Iugoslávia (74), como árbitro. E Uruguai 2 x 1 França (66), Alemanha Ocidental 0 x 1 Alemanha Oriental (74), Itália 3 x 1 Haiti (74) e Polônia 2 x 1 Itália (74), como auxiliar.


Cadeira nº 8 – Hernann Friese (Alemão) – Árbitro que atuou em quarto finais de Campeonatos Paulista: 1903, 04, 1910 e 1920.

Hermann Friese, contemporâneo de Charles Miller. Em 1903, o alemãozinho sai de Hamburgo e emigra para o Brasil. Ao desembarcar em São Paulo, procura o pessoal do Germania. Friese, 21 anos, é um `fenômeno. Relatos da época mostram que o 'Reizinho' merece até versos de D´Emetége (Paulicéia, 1905). Um trecho: "Este é o mestre cá da terra/Não teme vento nem sol/Quando joga o futebol/E não teme temporais/ Ao jogo se dedica/Em trinta se multiplica..." Além do talento no futebol, ele dedica-se ao atletismo e conquista títulos europeus.

Em maio de 1907, Friese vai aos Juegos Olimpicos Internacionales, em Montevidéu, Uruguai, como "único representante brasileiro". Contundido na véspera, participa "só de três provas" e ganha nos 800m e nos 1500m. Nos 400m, fica em segundo. Uma das crônicas de "O Estado de São Paulo" (1903) o considera "o jogador mais sensacional de todos os tempos"


Cadeira nº 9 – Carlos Eugenio Simon (RS) – Árbitro que atuou em quatro finais de Campeonato Brasileiro – 1998, 1999, 2001 e 2002. Atuou em São Paulo. Representou o Brasil no Mundial da Coréia-Japão (2002). Gaúcho de Braga, (03.09.65), jornalista formado em 1991 pela PUC-RS, Pós-Graduado em Ciência do Esporte (especialização em Futebol,) pai de quatro filhos e morador de Porto Alegre, Simon é árbitro de futebol há 18. Simon começou a carreira de árbitro apitando uma final de um torneio colegial, aos 18 anos. "Neste torneio, o árbitro foi expulso após a semifinal, que acabou em briga generalizada em função de um equívoco dele. Durante uma reunião entre os alunos ficou decidido que eu apitaria a final. Gostei da idéia fui pra casa, fiz os cartões, peguei um apito e fui pro jogo. O jogo acabou sem briga, sem reclamação, sem nada", garante. Foi chamado pelo professor de Educação Física e árbitro da Federação Gaúcha, Luiz Cunha Martins, para fazer cursos de arbitragem. Começou a apitar em campeonatos amadores da capital e, em 1990, tornou-se profissional. Dois anos mais tarde, em 1992, estreou na 1ª Divisão do Gauchão e em 1993 entrou para o quadro da CBF, esteando no jogo Paraná x Náutico. No ano de 1995, o nome de Simon já figurava na lista dos aspirantes ao quadro da Fifa, onde conseguiria sua vaga dois anos depois, em 1997. Sua estréia na Libertadores foi nesse mesmo ano, em 1997. O jogo foi Cerro Porteño x Bolívar no Defensores Del Chaco, com o Cerdeira (assistente 1) e Jorge Paulo (assistente 2). "Levei o jogo sem nenhum cartão, o que foi surpreendente", afirma.
 A partir daí atuou em diversas partidas deste torneio e também da Copa Mercosul, disputada entre nos anos de 1998 e 2001. Em 1999, Simon começou a trabalhar em campeonatos de seleções nacionais. Foi ao Mundial Sub-20 daquele ano para dirigir México x Irlanda, Austrália x México e Espanha x EUA. No ano seguinte, foi às Olimpíadas de Sidney e comandou EUA x Rep. Tcheca, Austrália x Nigéria e Espanha x Itália. No Campeonato Brasileiro, Simon vem mantendo uma incrível regularidade nas finais. De 1998 pra cá, trabalhou em pelo menos um jogo dos jogos decisivos. Apitou a finalíssima dos Brasileiros de 1998 (Corinthians 2 x 0 Cruzeiro), 1999 (Corinthians 0 x 0 Atlético-MG), 2001 (São Caetano 0 x 1 Atlético-PR) e 2002 (Corinthians 2 x 3 Santos). Em 2000, fez apenas o 1º jogo, São Caetano 1 x 1 Vasco da Gama, no Parque Antártica (a decisão daquele ano foi dirigida por Márcio Resende Freitas - Vasco 3 x 1 São Caetano, no Maracanã). Por outro lado, o gaúcho apitou em 2000 duas outras finalíssimas, as decisões da Copa do Brasil, Cruzeiro 2 x 1 São Paulo, no Mineirão, e da Copa dos Campeões, Palmeiras 2 x 1 Sport, no Parque Antártica. Em 2001, Simon participou da Copa América disputada na Colômbia. Apitou os seguintes jogos: Uruguai 1 x 1 Costa Rica, Chile 0 x 2 México (quartas de final). Já em 2002, Simon dirigiu a semifinal da Copa Sul-Americana, San Lorenzo 4 x 2 Bolívar. O gaúcho também foi o árbitro da final do Mundial Interclubes de 2002, Real Madrid 2 x 0 Olímpia, em Yokohama (Japão). A arbitragem no Mundial Interclubes segue um revezamento, alternando árbitros europeus e sul-americanos. No ano anterior, na vitória do Bayern de Munique sobre o Boca Juniors, o juiz foi o dinamarquês Kim Milton Nielsen. O último brasileiro a apitar uma decisão de Mundial Interclubes foi Márcio Rezende Freitas, que em 1996 foi o árbitro na vitória da Juventus sobre o River Plate por 1 a 0. Antes dele, apitaram José Roberto Wright, em 1990 - Milan 3 x 0 Olimpia, e Romualdo Arppi Filho, em 1984 - Independiente 1 x 0 Liverpool. Nas eliminatórias para a Copa 2002 Simon dirigiu jogos importantes como Equador x Peru, Irã x Arábia Saudita e Jamaica x Honduras. Já a Copa do Mundo era um sonho antigo, mas garante que não tinha a pretensão de apitar a decisão do Mundial. ''Apesar de árbitro, eu também sou um torcedor brasileiro. Quero que a Seleção traga o pentacampeonato'', previa no início da Copa do Mundo. Dentre seus jogos mais importantes, Simon relaciona os Gre-Nais (14, no total), as finais do Campeonato Brasileiro, os jogos da Copa do Mundo de 2002 e a decisão do Mundial Interclubes em 2002. Na Copa do Mundo Simon apitou duas partidas na 1ª fase: Inglaterra 1 x 1 Suécia e Itália 1 x 1 México. Quando perguntado sobre seus jogos inesquecíveis, Simon destaca: O 1º Gre-Nal, a estréia na Copa do Mundo (Inglaterra x Suécia) com o Jorge Paulo e o Yuri Dupanov (Bielorússia) e o Mundial Interclubes com Jorge Luis Arango (Colômbia) e Jorge Jaimes Aldave (Peru). E, naqueles momentos em que deixa o apito de lado, Simon gosta de gastá-los ficando com a família e brincando com os filhos. Também gosta de ler, bastante. A arbitragem lhe proporcionou muitas alegrias, como conhecer o mundo e ter a convivência com árbitros e pessoas ligadas ao esporte, mas a maior delas foi seu ingresso na FIFA. E, para quem está começando, Simon deixa a seguinte mensagem: "Pra Vencer na arbitragem é preciso humildade, convicção e determinação. Além de estudar e preparar-se fisicamente, diariamente. É importante sempre ouvir os mais experientes."

Cadeira nº 10 – Roberto Goicochea (Argentino - SP) – Árbitro Argentino que atuou em São Paulo na final da década de 60 e início de 70. Atuou na final do Paulista de 1968. Representou a Argentina no Mundial da Inglaterra (66).

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