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  13/7/2007 20:53:00

Cerimônia de abertura une elementos do carnaval e da cultura em espetáculo emocionante

Trilha sonora fez passeio musical pelo país e teve chorinho, sambas, bossa-nova, ópera e até orquestra

Raphael Azevedo


Foto: Marcelo Régua / AGÊNCIA O DIA

Rio - Demorou meia hora para começar, mas nem isso tirou o brilho da cerimônia de abertura dos XV Jogos Pan-americanos Rio 2007, no Estádio do Maracanã, que entrará para a história como uma das mais descontraídas e emocionantes de todos os tempos. Embalada pela energia contagiante de cerca de 90 mil vozes, a festa - que durou duas horas - conseguiu unir simplicidade e charme ajudada pelo know how adquirido com os desfiles de escola de samba. A gafe ficou por conta de Lula que foi vaiado cinco vezes(Leia mais aqui). No final, Joaquim Cruz (ouro no atletismo em Los Angeles e prata em Seul) teve a honra de acender a pira Pan-americana.


A carnavalesca Rosa Magalhães, responsável pela coordenação do evento, mostrou que ainda pode idealizar belas fantasias e alegorias. No total, foram 5.365 figurinos e 155 alegorias. A trilha musical fez um grande passeio pela música e a geografia do país através das festas e da cultura popular. Os ex-atletas Virna e Robson Caetano tiveram a difícil missão de animar o público estimulando coreografias enquanto o show não começava.

Foto Divulgação

Às 18h, a cantora Elza Soares apareceu no palco central com um belíssimo vestido amarelo cantando o Hino Nacional numa interpretação emocionada. O baiano Kainã do Jeje, de 12 anos, abriu a festa tocando um instrumento típico do candomblé, acompanhado de 1.750 percursionistas de 17 escolas do Rio. Embora fizessem movimentos com os instrumentos, a música executada era em play back.

A sambista Ana Costa levantou o público cantando a música tema do Pan "Viva essa Energia" e favorecida pelo refrão fácil da canção. Integrante da nova geração da Lapa, a cantora abriu caminho para o compositor da música, o roqueiro Arnaldo Antunes, que usou um figurino de um terrível mal gosto lembrando um escoteiro. Considerando a grandiosidade do evento, o organização deveria ter escolhido artistas de maior identificação com o público.

Desfile de delegações

Com o início dos desfiles das delegações, o público entrou no clima da festa e saudou calorosamente os brasileiros que foram liderados pelo maratonista Vanderley Cordeiro de Lima. Bastante saltitante, o atleta chegou a beijar o rosto da Miss Brasil Nathália Guimarães, que estava vestida de porta-bandeira. A Argentina abriu a apresentação. No final da volta olímpica, o clássico chorinho "Brasileirinho", de Waldir Azevedo, foi executado num arranjo moderno acompanhado de guitarras. Em seguida, Ana Costa e Arnaldo Antunes retornaram ao palco para cantarem "Viva essa Energia". Um espetáculo de fogos riscou o céu novamente.

Espetáculo de cultura brasileira

Foto: Marcelo Régua / AGÊNCIA O DIA

A Orquestra Sinfônica Brasileira, regida pelo maestro Roberto Minczuk, executou uma espécie de fantasia sinfônica composta por André Mehmari, que explorou três energias distintas: a do Sol, a das Águas e a do Homem.

Após a leitura de um poema de Arnaldo Antunes, narrado pela atriz Nathália Timberg, o gramado foi tomado por 4.500 artistas vestidos de cobras-coral, vitórias-régias, borboletas, pássaros e um enorme jacaré de 20 metros. Com coreografia de Renato Vieira, o segmento simbolizou a riqueza da fauna e flora brasileiras e da Floresta Amazônica. Clássicos de Villa-Lobos como "Trenzinho Caipira" deram o tom da trilha.

Foto: Marcelo Régua / AGÊNCIA O DIA

A energia das Águas transformou o gramado em um grande mar azul com barquinhos flutuando sobre as ondas. Ao som de clássicos da bossa-nova como "Wave" cantada pela cantora Céu e "Águas de Março", as areias e o famoso calçadão de Copacabana foram retratados com bandeiras.



Adriana Calcanhoto emocionou ao evocar a criança escondida dentro de cada um ao cantar a clássica "Acalanto", de Dorival Caymmi. Sentada numa alegoria que parecia uma cadeira gigante, a cantora fez bonito e trouxe para o Maracanã toda a magia do seu histórico disco "Adriana Partimpim". Através de "figuras fantásticas" como a Bernúncia, o Cazumbá, a Carranca, a Coruja e o Boi da Cara Preta, o imaginário infantil foi retratado de maneira requintada e deu passagem ao ritmo contagiante do Grupo Cordel do Fogo Encantado.

Lula passa por saia justa

Como parte do ritual de qualquer cerimônia desse porte, a festa foi interrompida para longos discursos do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman e do presidente da Odepa, Mario Vázquez Rama, que lembraram a importância da integração entre os governos para a realização dos jogos. Eis que surge a gafe da noite. Como já havia sido vaiado quatro vezes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pego de surpresa quando já estava com a boca no microfone e viu o próprio Nuzman declarar abertos os XV Jogos Pan-americanos. Bela idéia da organização para evitar um constrangimento maior.

Em seguida, após os Dragões da Independência fazerem o hasteamento das bandeiras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e dos Jogos, a atleta Natália Falavigna, do taekwondo, fez o juramento em nome dos 5.648 atletas participantes. Chico César cantou uma oração pela Paz, acompanhado do Grupo de Dança de Deborah Colker.

Foto: Márcio Mercante / AGÊNCIA O DIA

O final apoteótico teve a Tocha Pan-americana conduzida por atletas medalistas como Carlão, Hortência, Sandra Pires, Gustavo Borges e Joaquim Cruz que finalmente acendeu a pira. Daniela Mercury incendiou o Maracanã cantando "Cidade Maravilhosa" e encerrou com "Aquarela do Brasil". Nas arquibancadas, a sensação era de dever cumprido e a certeza que depois do Pan, a cidade merecia receber a Copa do Mundo e a Olimpíada.

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