Figurinha

O blog de Tati Contreiras

Sofro de amnésia absoluta quando alguém me pergunta “de que ________ (filmes/discos/shows/séries) você mais gostou neste ano?”. É tanta coisa que eu já desisti de fazer listas. Não consigo. Sério.

A única que eu me permiti, por motivos de força maior trabalho, foi essa aqui. Eu e minha miguxa Liv Brandão chutamos o balde e fizemos a lista de fim de ano que eu sempre quis fazer – no sentido de esculhambação mesmo. São só séries porque, né, para quem não sabe nós assinamos uma coluna sobre o assunto aqui.

E sim, esse é um post picareta. Só para não acharem que não fiz minha lista e tal.

(Trilha sonora: “My year in lists”, Los Campesinos)

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Os melhores e piores do ano da coluna Seriais

Colunistas elegem seus destaques da temporada 2011 

RIO – Sim, nós até temos nossos palpites para melhor série, melhor ator, melhor atriz… Mas quem é que não tem? E se em vez de discutirmos se o Globo de Ouro estava certo em suas indicações, ou especular quem vai ser o injustiçado da vez no Emmy, a gente destacasse aquelas categorias que todo mundo comenta, mas que nenhuma lista contempla? Pensando nisso, nossos melhores e piores de 2011 são personalizados, com campeões em modalidades jamais vistas na História deste país — quer dizer, das premiações tradicionais. Nesta Seriais especial, elegemos o que mais chamou nossa atenção neste universo durante os últimos 12 meses. Seja um cachorro, um anão, um nerd ou um barraqueiro profissional. Isto posto, divirtam-se e até 2012!

•MELHOR EMENDA que saiu pior que o soneto. Quando Ashton Kutcher foi confirmado no lugar de Charlie Sheen em “Two and a half men”, muita gente torceu o nariz. Também pudera, Kutcher não disse a que veio, provando que o melhor destino para a série teria sido o cancelamento.

•MELHOR SÉRIE assustadora que muita gente não vê porque dá medo (mesmo). Ryan Murphy resolveu investir em uma área completamente diferente de “Glee” e criou “American horror story”, um terror bizarro com Jessica Lange que faturou uma indicação ao Globo de Ouro — e que faz muita gente grande ter pesadelos.

•MELHOR CACHORRO da temporada. Grosso e sem pudores, “Wilfred” é, de longe, o melhor e mais chato cachorro de 2011. Não, não importa o fato de ele aparecer como um homem vestido como cão.

•MELHOR ANÃO já visto em cena. Peter Dinklage roubou a cena em “Game of thrones”, outro merecido destaque do ano. Na pele de Tyrion Lannister, ele mostrou que a baixa estatura é só um detalhe. Tanto que foi indicado para o Emmy de melhor ator coadjuvante em série dramática — e faturou o prêmio. Arrasou, amigo.

•MELHOR CANCELAMENTO de série. Desculpem-nos por lembrá-lo da existência de “The cape”, querido leitor, mas é por um bom motivo: comemorar o fim de uma das tramas mais toscas já produzidas pela TV americana. A série, cheia de clichês de super-heróis, não pegou e o último episódio de sua única temporada foi exibido apenas pela internet.

•MELHOR SÉRIE que bombou lá fora e ainda não estreou aqui, tsc tsc. Apesar de já ter exibição garantida no Brasil pelo FX, “Homeland” foi o assunto da nova temporada lá fora — e aqui, né? Claire Danes, como dizer, quebra tudo na pele de uma agente da CIA, desconfiada de que um herói de guerra seja, na verdade, um aliado dos terroristas.

•MELHOR NOVO desafio profissional, sabe como é. Alguém ainda consegue lembrar como era “The good wife” sem Alan Cumming? Ele deita, rola e distribui talento como um inescrupuloso assessor de campanha.

•MELHOR FAMÍLIA disfuncional que poderia até ser a nossa. Um tiozinho, uma latina caliente, um casal gay, uma garotinha meio nerd e sua irmã quase periguete: isso é “Modern family”, mas se você olhar bem cada episódio é capaz de desligar a TV achando que aquele povo todo faz parte da sua vida.

•MELHOR NERD para se ter por perto em caso de emergência. Que Sheldon (Jim Parsons) é mais eficiente, todo mundo sabe. Mas de “The Big Bang Theory”, quem nós realmente gostaríamos de ter por perto é Leonard (Johnny Galecki). Além de ser nerd, ele é uma fofura e esbanja paciência. Um beijo, Leonard!

•MELHOR REPRISE infinita. É ba-ta-ta. Você liga a TV a qualquer hora do dia, sintoniza no Universal Channel e lá estão os detetives de “Law & Order: SVU”. De tanto reprisar, a gente às vezes esquece que Chris Meloni deixou a série e deu lugar a Danny Pino. Não que isso seja ruim, mas…

•MELHORES AMIGAS que nós gostaríamos de ter. Max (Kat Dennings) e Caroline (Beth Behrs), em “2 broke girls”, são as garçonetes mais sarcásticas do Brooklyn. Adotem a gente?

•MELHOR DESCANCELAMENTO de todos os tempos. Numa jogada genial e inédita, a Netflix descancelou a cultuada “Arrested development” depois de seis anos e garantiu retomá-la e exibí-la em 2013, com o elenco original. Não vemos a hora de reencontrar Jason Bateman, Michael Cera e Will Arnett!

•MELHOR TV sem ser TV. O advento da Netflix em solo brasileiro foi, tipo assim, um daqueles milagres que a gente não sabe de onde vem, mas só agradece. Com um acervo crescente de séries, eles ainda fizeram a gentileza de garantir por aqui a exibição de “The hour”, ambientada na Guerra Fria. Gamamos.

•MELHOR VALE a pena ver de novo. Mulder e Scully voltaram à vida. Pelo menos às nossas, ainda bem! “Arquivo X” ganhou uma bem-vinda reprise no TCM e alegra as nossas madrugadas. Bom demais ver David Duchovny e Gillian Anderson com o viço da juventude.

• PRÊMIO ENCRENQUEIRO do ano. Charlie Sheen fez de 2011 o ano em que oficialmente se mostrou fora da casinha. Brigou com o chefe, com a mulher… Mais alguém? Ainda saiu de “Two and a half men” e causou furor na TV e no Twitter cunhando expressões loucas, como “tiger blood”. Charlie, obrigada por todos os bafões concedidos, até que foi divertido.

Dia desses tive que responder um questionário no local de trabalho, a título de auto-avaliação da minha performance enquanto funcionária da empresa. Acho todos esses mecanismos superdemocráticos até o momento em que a pessoa encarregada da avaliação externa derruba sua imagem de si mesmo e diz que não, naquele item que você se achava o máximo, sabe? Não é bem por aí. Ops.

Isso raramente acontece comigo porque tendo a me achar o mínimo em vez do máximo – quer dizer, depois de anos trabalhando isso na minha cabeça pelo menos cheguei a algo no meio-termo, o que sempre ajuda a evitar frustrações como essa. “Como assim não sou uma pessoa inovadora?”. Esse tipo de situação poucas vezes me pega de surpresa, normalmente imagino o “nossa, nego realmente acha que sou melhor do que eu sou, que loucura”. E assim seguimos bem, amigo-irmão caminhoneiro.

Enfim, digressionei bonito aqui. Voltando: estava respondendo o tal formulário quando me veio a pergunta “Área de interesse:”. Assim, sem nem se anunciar como pergunta, sem aquele ponto de interrogação simpático que já te faz começar a pensar na resposta. Área de interesse: dois pontos.

Qual minha área de interesse?

Tive que dar uma resposta prática, do tipo “editoria x” e “editoria y”. Mas fiquei com isso na cabeça e concluí que meu primeiro impulso ao ser questionada sobre isso novamente seria dizer pessoas.

Área de interesse: pessoas.

O que me interessa: saber que horas a senhorinha da banca de jornais da esquina acorda e começa a trabalhar. Ou por que aquela dona tá ali no bar bebendo cerveja às nove da manhã. Ou por que aquela moça sentada no banco do lado no metrô está chorando. E como aquele senhor ali conseguiu pintar aquela casa sozinho? E aquele ator, será que ele gostou mesmo de fazer aquele papel naquele filme ou foi só por dinheiro? O que aconteceu hoje que te deixou triste? Ou aquele policial ali na rua, como ele já fez amizade com a tiazinha que vende café? Será que o cobrador da van que sabe cantar todas as músicas da Britney Spears conseguiu ir ao show dela dia desses? A caixa do supermercado que foi destratada por um cliente idiota ficou triste? Como aquela dona consegue equilibrar um bolo, uma sacola e ela mesma na garupa daquela moto? E como o autor da novela consegue dar conta de escrever um capítulo e responder o email que mandei com um milhão de perguntas? E como você veio parar aqui? Como o Dan Harmon pensa e escreve um episódio de “Community”? Como aquele homem não tem vergonha de gritar com uma criança na rua? E aquele cara que estava naquela foto da morte do Kadafi, o que será que ele estava pensando naquele momento? O que toda essa gente tem a dizer sobre isso?

Essas coisas me interessam. O resto é formalidade, é só a gaveta onde a gente guarda tudo isso. Quer dizer, eu acho, né. A história das pessoas sempre me pareceu mais importante do que o espaço onde as arquivamos.

Admita: você já passou por isso. Todas passamos. Depois daquelas férias incríveis, depois daquele mês de shows maravilhosos, daquele vestido baratinho parcelado em 3 vezes sem juros no cartão… A fonte seca. Aquele dinheiro que deveria entrar não entrou (vida de freela é difícil, é difícil como o quê…), aquele desconto foi maior do que o esperado – tem que doar quase metade do seu salário pra esse INSS mesmo? – , aquele reembolso que nunca saiu… Eis a situação: falta uma semana para o próximo salário e você, jovem amiga dona de casa, precisa cantar, dançar e sapatear com aquele troquinho que ficou no fundo da carteira, formado basicamente por notas amassadas resgatadas em suas calças jeans e em suas bolsas, já que sua conta bancária está até brilhando de tão limpa. Não entre em pânico: é possível sobreviver ao fim do mês.

Existem 3 modalidades na categoria Sobrevivência em 7 Dias. A saber:

a) Keep calm and carry on – seu total até o próximo salário é de R$ 120. Se você se inclui nesta categoria, vá lavar uma louça e pare de tripudiar de todas nós. Seu lugar não é aqui.

b) Keep calm and have a  cupcake – total de R$ 80. Mais de R$ 10 por dia? Pelo amor de Deus, você tem aí uma pequena fortuna. Seja sábia e você chegará ilesa até o próximo salário. Dá até pra comprar um cupcake. Mas um só – é bom, você exercita o autocontrole e engorda menos, amiga.

c) I will not keep calm and you can fuck off – R$ 50 até o fim do mês. Essa é a nossa vida, esse é o nosso clube. Se você chegou até aqui, vem comigo!

“Como passar 7 dias com R$ 50?”, você deve estar se perguntando. Calma, jovem descapitalizada. Classe média sofre, mas tudo é possível.

- Transporte: a esta altura do campeonato, suponho que você tenha RioCard, Bilhete Único ou qualquer coisa que o valha. Ou seja: um gasto a menos. Não recomendo tentar ser espertinha e pensar em vender os créditos em busca de dinheiro vivo: não pagam tão bem, entre outras mazelas. Caso você não tenha os cartões, meu conselho: vasculhe todos os cantos de sua casa em busca daquelas moedas de cinco centavos que sempre ficam espalhadas por aí e que você esnoba quando está rica. Faça montinhos no valor da passagem. Feche com durex. Tenho certeza que atrás da sua cama tem moeda suficiente para ir e voltar de ônibus (comum, esqueça o frescão e o metrô) por pelo menos 3 dias.

- Alimentação: suponho que, para o almoço, a jovem tenha ticket-refeição (resista à tentação de beber os tickets no começo do mês) ou bandejão na firma, então vamos nos ater ao jantar. Passe no mercado e compre pacotes de Doritos e um refrigerante de dois litros e meio de sua preferência (light é sempre mais recomendado, né?). Um pacote de Doritos = um jantar. Opção para intercalar, caso a amiga more no Rio: misto quente ou cheeseburguer daquelas suquerias que existem em qualquer esquina, estilo Big Bi. Um cheeseburguer: R$ 5. Não peça para entregar em casa, economize a taxa e queime calorias antecipadamente caminhando até a lanchonete.

Alternativa para um dia de luxo, em que você está, tipo assim, querendo ostentar e se sentir bem diante da vida: vá à Parmê mais próxima e escolha um entre os vários combos disponíveis. Duas fatias de pizza + um refrigerante, ou uma lasanha + um refrigerante, ou uma fatia + refrigerante + doce… Gasto máximo: R$ 10. Outra opção arriscada é pedir a maior pizza na pizzaria mais barata da vizinhança e se alimentar dela pelo resto da semana. Considere como um investimento.  Ah, sim: se você for uma mulher precavida, também terá lasanhas congeladas compradas por R$ 5 na promoção do (insira aqui o nome do supermercado mais barato da sua cidade) já pensando nesta semana da sua vida.

“Ahn, mas eu quero ser saudável, não quero comer bobagens”. Minha filha, você tem R$ 50 para passar uma semana. Se ainda assim você tiver vontade de comer alface, você é uma heroína. Eu camuflaria minha vontade de me jogar da Ponte Rio-Niterói degustando uma engordativa pizza. Alguma alegria há de se ter na vida.

Saídas noturnas: aquela socialzinha com os amigos é possível. Se passar em casa antes: jante. Chegando lá, peça apenas um refrigerante. Não peça um chope, do contrário o Efeito Elma Chips (“é impossível comer um só”) estragará seu planejamento. Ao sair, seja fina e deixe R$ 5 na mesa – nada mais cafona e pobre que deixar o valor exato da bebida. Você não tem dinheiro, mas é educada e limpinha.

Caso a social seja após o trabalho, sem tempo de passar em casa, minha recomendação é simples: peça um refrigerante e um belisquete único no cardápio. Não peça um sanduíche caro. Peça um caldinho. Ou um pastel. Não peça um petisco junto com os amigos: você vai comer pouco e vai sair caro – porque obrigatoriamente um segundo petisco será pedido. E sempre tem alguém que pede comida e não paga. É impressionante. Você não tem dinheiro, mas tem dignidade e, se isso acontecer, honrará com sua parte na conta e terá prejuízo. Portanto, controle a sua conta. E, na hora de voltar para casa, saia cedo para poder ir de ônibus. Táxi é um luxo do qual você não pode dispor nesta semana.

- E o fim de semana? Você vai ficar em casa, bundeando na internet, e a quem perguntar dirá que está arrumando o armário e separando roupas para doação. Omita que a sua intenção era essa, mas que na segunda gaveta você se deprimiu com a falta de dinheiro, abriu o último pacote de Doritos, sentou diante da TV e emendou 3 filmes no Telecine vestindo ainda pijamas.  No domingo, permita-se uma ida à rua e gaste seus últimos reais com algo diferente do que você comeu nestes dias. Volte para casa e durma vendo TV.

Viu como você consegue sobreviver ao fim do mês? Não requer prática, nem tampouco habilidade. Seu salário já está na conta? Pague o aluguel e prometa nunca mais pecar. No próximo capítulo do Manual da Jovem Descapitalizada, abordaremos o tema “DÉCIMO TERCEIRO, SEU LINDO, FICA AQUI MAIS UM POUQUINHO”. Aguardem :D

Quando eu tinha uns 7 anos de idade tive o que considero hoje minha primeira grande experiência, ainda que inconsciente, da minha relação com o consumo. Era o final dos anos 80 e todos, eu disse TODOS os meus amigos tinham aquela mochila emborrachada da Company. Lembro até hoje: a da Dominique era azul, a da Fernanda era cinza, a da Mariana era preta, a do Danilo era amarela, a do Luiz era verde. E a minha… Não era. Até que num Natal, ou num aniversário, ganhei a tal mochila. E a minha era rosa, um rosa shocking de dar inveja a Molly Ringwald. Andava pela escola e pela rua orgulhosa da minha felicidade emborrachada da Company. Além de linda, resistente e durável (usei até a 8a série), ela era meu passe para o incrível mundo da sensação de pertencimento. Eu fazia parte de alguma coisa maior, eu tinha um elo que me unia àquelas pessoas além da amizade e da sala de aula. Eu fazia parte do grupinho da mochila da Company, uma agremiação reconhecida apenas de forma abstrata, mas que existia, ah, existia.

Os anos passaram e, eventualmente, fui acumulando experiências parecidas. O tênis preto da Redley; o nauru da Redley (usei até gastar, o meu era o marrom de nobuk); o tênis Keds; o short jeans da Dimpus; a camiseta da Anonimato; o short de bali da Kahana e o top da Luca’s (clássicos tijucanos, antes que alguém pergunte); o mocassim da Mr. Cat. Tudo isso fazia parte não só da moda daqueles tempos, mas também de um comportamento coletivo, uma forma de reconhecer os outros como iguais, como pertencentes de um mesmo grupo. E, como já disse Berkeley, “ser é ser percebido”.  Você é percebido, logo, você existe.

Durante muito tempo tentei filtrar tendências e informações de moda de acordo com o meu gosto e minhas preferências. Todo mundo pode estar usando, mas eu posso achar feio pra caramba, dá licença? E foi assim que segui vivendo, ignorando o avanço da estampa liberty ou das saias longas ou qualquer coisa que o valha.

Mas fui automaticamente teletransportada para os meus 15 anos quando vi essa maldita sapatilha dourada da Mr. Cat. Pela primeira vez em muito tempo realmente desejei ardentemente aquele sapato.

Juro. Desejei como se não houvesse outra sapatilha no mundo. Ela era dourada. Dourada! E o prego no caixão: TODO MUNDO estava usando.

[ adendo ] Caso você não lembre, TODO MUNDO é aquela entidade mágica evocada quando se é adolescente e se pretende justificar a) uma saída b) uma graça impossível, e.g: sair de uma festa às duas da manhã c) adquirir algo. Normalmente a resposta é “não me importo com TODO MUNDO, eu me importo com você, que é minha filha”.

Todo mundo estava usando a sapatilha e a agonia dentro do meu peito crescia. Eu PRECISAVA dessa sapatilha, e sequer sabia de onde ela era. Até que tomei coragem e perguntei para uma amiga, na encolha, sem querer pagar de desinformada. “Onde vende esse sapatinho fofo que você tá usando? Vi uma menina na rua com uma igual” (mentira, já tinha visto umas 20, pelo menos). A resposta que deveria apaziguar este pobre coração só me encheu de mais angústia. Eu PRECISAVA  dessa sapatilha, não esqueçam disso. E estava mais dura que pão francês dormido. Não, eu não deveria comprar a sapatilha. Eu deveria pagar as contas, malditas e implacáveis que não param de chegar.

Todo esse nariz de cera só para dizer que na sexta-feira finalmente comprei a tal sapatilha. Sim, é o calçado mais confortável que já calcei nos últimos meses. E, sim, tal qual a mochila, o tênis, o nauru, o short, a camiseta e o mocassim ela me deu a sensação de que eu pertencia novamente a um grupo: o das pessoas sugestionáveis, obviamente.

Mas a sapatilha é linda, vai!

Sabe aqueles dias em que você acha que tudo vai dar errado e seu pensamento mais positivo é “como eu queria ir para Niterói hoje, seria um bom momento para me tacar da ponte”? Pois é. Calma, amiga dona de casa. Jurei que ia produzir uma coletânea de canções anti-depressão e a prova de dias ruins, mas aí me dei conta de que ouvia as mesmas músicas E que este blog estava tão abandonado que merecia um post picareta com vídeos de YouTube e comentários. Não me recriminem, eu sei que isso é feio. Mas vocês não querem umas musiquinhas anti-corta-pulsos? Pensem pelo lado da utilidade pública.

E sim, eu começo minhas listas pelo último lugar.

5. Tiê, “Pra alegrar o meu dia”

Não sei vocês, mas eu gosto de vaquinhas e essa música me dá uma ligeira vontade de fazer umas danças desengonçadas. É um primeiro passo. E o título é tão óbvio para a nossa finalidade aqui que chega a me comover.

4. Mayer Hawthorne, “Your easy lovin’ ain’t pleasin’ nothing”

Tem dancinhas, tem piscina, tem maiô engana-mamãe. Tem o Mayer Hawthorne. Automaticamente me transporto para um filme da Sessão da Tarde onde as pessoas são felizes, andam de bicicleta, têm bochechas rosadas e cookies no forno.

3. Feist, “1234″ versão Vila Sésamo

Nessa eu apelei. Eu sei. É que Vila Sésamo faz feliz.

2. Pete Yorn & Scarlett Johansson, “Relator”

A essa altura eu já estou achando que vivo num episódio bom de “Glee” (é, eles existiram um dia) e tenho vontade de sair dançando e rodando pela rua tal qual um peru num terreiro.

1. Eliza Doolittle, “Pack it up”

Recorde pessoal num dia ruim: 4 vezes seguidas no repeat. Isto tem poderes sobre a alma da pessoa que sofre, senhores.  E o mar azul do clipe? E a letra? O puro suco da auto-ajuda musical. Vejamos:

“I get tired, and upset, and i’m trying to care a little less
And on Google I only get sad and depressed, I was taught to hide those issues, I was told:
Don’t worry, there’s no doubt, there’s always something to cry about
When you’re stuck in an angry crowd they don’t think what they say before they open their mouth, you gotta

Pack up your troubles in your old kit bag and bury them beneath the sea
I don’t care what the people may say, what the people may say about me”

Temos uma campeã. Bom dia para você também.

Uma das coisas mais eficientes para indicar que sim, você está envelhecendo, é o Fator Caçula. Explico. Lembra quando você tinha 15 anos, amava Guns ‘n’ Roses, usava vestido florido com nauru da Redley e já começava a nutrir sentimentos pelos jovens ogros da sala de aula?

Você certamente gastava boa parte das suas tardes de estudo desabafando sobre essa paixão recolhida por aquele rapazinho imberbe que sequer olhava na sua cara – ou, pior, que dizia precisar conversar com você, enchia sua vida de esperanças para, no fim das contas,  colocar seu pobre coraçãozinho em um espeto como aquele pedaço de cupim que ninguém quer comer na churrascaria dizendo que sim, amava a garota da outra turma. Pois bem. Numa dessas tardes, em que você se divertia rabiscando o nome do gajo no caderno, fazendo brigadeiro e vendo My So-Called Life na TV na casa da amiga, havia mais alguém. E era a Irmã Mais Nova.

A Irmã Mais Nova da Melhor Amiga era quase uma entidade. Melhor: um Gremlin. Se você tratasse bem a criança, ela grudaria no seu pé pior que chiclete. Se você tratasse mal, bem, pegaria mal. Mas a Irmã Mais Nova da Melhor Amiga era um bom termômetro para a mudança de hábitos de cada geração – e  para a sua angústia pessoal.

A Irmã Mais Nova Da Melhor Amiga começa a herdar as roupas da sua amiga. Depois, passa a receber os mesmos telefonemas secretos que vocês recebiam. Algum tempo depois, passa a desprezar vocês, mais velhas e antiquadas. Anos e anos e anos e anos depois, quando sua amiga e você mal se veem, ou já estão formadas, ou estão cuidando da vida – seja trabalhando, seja cuidando da casa, seja tentando arrumar um marido (acontece, gente, há quem chegue aos 30 e comece a ter esse tipo de afliceta desespero) – você pensa:

- Por onde andará a Irmã Mais Nova da Melhor Amiga?

Opções:

a) Com 20 e alguns anos, ela está casada, virou dona de casa e é mãe de um casal de gêmeos que parecem ter sido gerados e nascidos em um comercial de margarina mashupzado com um anúncio de fraldas para bebês. 

b) Ela está fazendo o que nem você e sua amiga fizeram: mudou, foi morar fora, está estudando, virou hippie/hipster/maluca mesmo.

c) Ela fez a faculdade certa e hoje ganha mais dinheiro que você e sua amiga juntas. Virou executiva e esfrega na cara da humanidade sua riqueza.

d) A dita cuja fez tudo isso que está listado acima em menos tempo que você e sua amiga, a irmã mais velha.

Você pode até invejar a vida mais fácil que ela teve depois que você e sua amiga desbravaram fronteiras – tipo a da meia-noite como horário-limite para voltar de festas. Sim, a juventude dela foi um pouco mais fácil. Mas angustia ver que o último bastião da infância, aquela criaturinha chata e intrometida – ou aquela fofurinha que sentava no seu colo, ou te abraçava e dizia que o seu cabelo era lindo - hoje não é mais uma criança e tem uma vida tão ou muito mais ativa que a sua.

E, claro: ver que você envelheceu. E nem se deu conta até ver as fotos dos filhos da Irmã Mais Nova da Melhor Amiga.

PS: Ironia das ironias, minha melhor amiga há alguns anos já foi uma Irmã Mais Nova do Melhor Amigo. Com isso avanço mais cinco casas no tabuleiro do Jogo da Vida

Não gosto de comida japonesa. Já tentei. Juro. Mas essas coisinhas enroladas com peixe cru realmente não me descem. Com o tempo, comecei a perceber que, oh, não! Essa era mais uma das atividades que socializam das quais não faço parte. Tudo é empiricamente comprovado. Já testei várias vezes. Pense na cena: você encontra um amigo que não vê há tempos. Papo vai, papo vem, vocês têm que ir embora. Inevitavelmente ele há de dizer “vamos marcar alguma coisa? Vamos naquele japonês novo que abriu…”.  Ouse dizer “ahn, não gosto de japonês, mas podemos marcar em outro lugar…” e você verá, em seu interlocutor, a expressão de pena e lamento pela sua incapacidade de degustar essa delícia (NOT) da culinária mundial. Vamos à lista completa das atividades que socializam e das quais não faço parte – você pode estar nesse time também, junte-se a nós.

1. Restaurante japonês. No início, todos os amigos aceitam ir a lugares onde existam comidas que você gosta. Com o tempo, eles passam a sugerir bares onde as duas opções coexistem (embora eu ache que esse tipo de estabelecimento, à exceção de churrascarias, não inspira muita confiança).  No final, eles passam a te chamar de chata porque “todo mundo gosta de um japinha, como você não gosta? Já provou hot? Yakisoba?”. Querida, já provei tudo e não gosto, posso ter paladar infantil? Grata. 

2. Tomar café. Pode reparar: todo mundo que quer ser fino marca um café. É o equivalente ao restaurante japonês no mundo corporativo. “Vamos marcar um café?”, “Abriu um café ótimo perto do escritório”. O que vocês têm contra o chocolate quente? E um chá? Por que não um chá? Sem querer estragar o clima, você marca o café. E pede um chocolate. Ou uma água. ou, heresia das heresias, um refrigerante. Seu interlocutor estranha. “Você não bebe café?”. Não, amigo, eu sou a única repórter do Rio de Janeiro que não bebe café – e não sou menos confiável por isso. Posso pedir um Toddynho em paz? Obrigada. 

3. Andar de bicicleta. Quando você começa a se aproximar dos 30 anos passa a receber convites estranhos. Seu amigos que antes te chamavam para festas agora passam a convidar você para almoços, piqueniques, passeios de bicicleta. De preferência de manhã, no máximo às dez. Olha, não é porque estou velha que passei a gostar de acordar cedo. Mas o pior não é isso – você pode andar de bicicleta no fim da tarde, apreciando o pôr do sol na Lagoa, certo? Você pode se você SABE andar de bicicleta. Agora experimente dizer isso ao seu amigo sem receber de volta uma cara de espanto. “Você tem 30 anos e não sabe andar de bicicleta? Mas é tão legal, é tão fácil de aprender! Eu te ensino!”. Normalmente agradeço a generosidade e a boa vontade da pessoa amiga, mas olha, não aprendi até hoje, algo me diz que o que me falta é equilíbrio. E, mais uma vez, você percebe que está excluindo da sua lista mais uma atividade socializante. 

4. Fumar. Algo que nunca fiz questão de fazer. Mas sabe aquele momento da tarde em que todos os seus amigos somem do escritório? Eles estão fumando. E fofocando. E você, que não fuma, fica sentado na sua mesa, vagando pela internet. E quando eles voltam rindo você pergunta o que rolou e ninguém te conta. Infelizmente, fumar é uma atividade socializante. E em festas? Com as novas leis (ainda bem), ninguém mais fuma na pista. Seus amigos saem para a área reservada aos fumantes. E você fica com cara de bunda no bar, esperando o povo voltar. Normalmente alguma amiga sua já megasocializou com um gatinho no fumódromo, e sua cara de bunda certamente vai durar por mais tempo. Solução alternativa: acompanhar os fumantes e comprar um chocolate (aposto que quem criou aqueles Cigarrinhos de Chocolate não era fumante, era um pobre indivíduo que só queria socializar, coitado). Ainda assim, o questionamento óbvio “você não fuma? O que está fazendo aqui?” é inevitável. 

5. Ter filhos. Chega uma idade em que suas amigas começam a engravidar. E a ter filhos. E elas passam a formar uma incrível irmandade onde as crianças são o elo socializante. Você pode ter namorado, ser casada ou ter um rapaz que te ajuda: você não tem filhos e é vista como uma pessoa com uma vida social muito exótica – mesmo quando você só tem por hábito frequentar alguns restaurantes e ocasionalmente ir ao cinema à noite.  Veja bem, não estou dizendo que você deve ter filhos só para socializar: só estou atestando que as crianças agregam em torno delas uma comunidade de mães com um assunto em comum. “E você, quando vai ter o seu?”, elas perguntam, ansiosas. Resposta imaginária: “quando eu ganhar na MegaSena”. Resposta dada: “vamos ver, né?”.

Funciona assim: você tem uma lista de coisas que te deixam muito feliz. Um blog, um tempo livre, um namorado querido, família idem, amigos idem,  suas músicas, seus livros, seus hobbies, aquele ponto de cruz, aquela vontade de brincar de invencionices na cozinha. E aí uma tsunami de trabalho e problemas/questões do cotidiano vem e te leva e te afoga e varre tudo do mapa – seu tempo, sua vontade, seu ânimo. Quando a maré fica baixa de novo você vê os estragos: cansaço, aflição, lama. Por que o tempo que você perdeu não volta mais.  E botar tudo nos eixos de novo demanda um certo esforço. Por que olhar o estado das coisas e pensar “por onde (re)começar a ter a vida que eu tinha?” é sempre meio complicado.

Você pensa nos telefonemas que não deu, nas visitas que não fez, nos médicos a que não foi, nos “estou com saudades” que você não disse. Você pensa no dia em que ficou até mais tarde no trabalho e deixou de ver aquele amigo ou chegou em casa e  mal conseguiu dar boa noite pro namorado e caiu imediatamente no sono, no domingo em que você estava tão cansada que não teve condições sequer de levantar da cama, quanto mais de pegar um ônibus e ver alguém. Você pensa nas coisas que quer fazer e não consegue, mesmo tendo esse “tempo livre” de volta. Ah, inércia, this heartless bitch.

Como para tudo tem um primeiro passo, lá vou eu dar o meu. “Eu ainda tenho blog?” é uma pergunta quase metafórica. “Eu ainda tenho vida?”. Tenho sim. Então bora ajeitar tudo isso que tá aí.

PS: Desculpem pelos furos nos últimos meses, prometo voltar a ser normal <3

A ditadura da calça 40

November 27, 2010 Mulherzice Comments

Tenho vivido um drama que preciso dividir com vocês, amigas donas de casa. A verdade é que ganhei peso. Pode parecer pouco para vocês, mas a medida dos meus quadris, que insistem em não caber naquelas calças jeans lindas e caras tamanho 40 que um dia comprei em cinco vezes no cartão, já me incomoda. Sim, eu devo malhar, dietar, o que seja. Um dia eu faço. Mas pior do que estar um tanto acima do peso é tentar se vestir de acordo com o novo manequim – e não conseguir.

Nunca fui magra. Quer dizer, já vesti 36 e 38 há 10 anos, quando esses tamanhos não pareciam saídos das prateleiras infantis. Mas sempre fui, como dizer, avantajada. Um metro de quadril tá bom para vocês? Pois é. Posso até ficar magra, mas essa medida raramente diminui.

Então, munida de paciência e da necessidade de um singelo short jeans no calor carioca, decidi entrar em várias lojas, das mais baratas às mais caras, perguntando “você tem short boyfriend tamanho 42?”.  A intenção, além de comprar a bendita peça, também era notar as variações de tamanho a que somos submetidas.

Pois bem. Nas lojas de rua de Ipanema não achei o short. Ou não tinha o modelo que eu queria, ou o tamanho não servia.  Cada loja tem seu próprio conceito do que é um short 42: para umas, ele deve servir em uma jovem desprovida de curvas. Para outras, ele deve apenas tapar a calcinha, deixando as coxas totalmente à mostra.

O pior está por vir: ciente do fato de que sim, as lojas estão reduzindo as formas – basta pegar uma calça 42 de alguns anos atrás e comparar com uma produzida hoje em dia, é visível a mudança – , comecei a pedir um número maior. Afinal, eu quero um short larguinho, não um fio dental feito de jeans.

“Nós não trabalhamos com números maiores que 42″, me diz a vendedora de uma loja meio patricinha classe média em Ipanema. “Como assim? Essas formas são micro. Esse 42 não é 42″.  “….”, me diz (diz?) a vendedora.

Ou seja: além de constatar que as roupas de adultos têm sido feitas com crianças em fase de crescimento como molde, ainda sou obrigada a ouvir isso e processar mentalmente “bem feito, sua gordinha safada, aqui só se veste quem tem manequim 38. Vai ali dar uma corridinha e perder 8 quilos que você passa a caber nas nossas calças. E se ficar irritadinha comigo entra ali na loja do lado e chafurda num brigadeiro”.

Bom, já convencida de que minha bunda é enorme demais para o novo tamanho 42, entro numa loja e peço uma calça 44. Resultado: larga. Do tipo paga-cofrinho.

Tentei em uma loja popular. A variedade era enorme (tal qual meu quadril).  Mas sabe aquele modelo bonitinho? O mais bonitinho? Não tem 42. Opa, tem um 42 de outro modelo ali, mas ele tem o mesmo tamanho do 40 daquele da outra arara.  Opa, e esse 42 aqui que coube? Ah, mas não é do modelo que eu gostei.  E o 44 daquele? De repente serve (já deixando o orgulho de lado)! Não tem. Padrões: não trabalhamos.

Ou seja: continuo sem um short e sem saber que tamanho afinal eu visto.  E, pior, sem saber onde posso encontrá-lo. Cogitei cortar a calça do namorado, mas como sou habilidosa com tesouras (not!) achei por bem continuar minha saga e debater com minhas amiguinhas (/palmirinha): vocês passam pelo mesmo problema? Também sofrem com essa numeração maluca nas lojas? Como conseguiram resolver essa questão? ABAIXO A DITADURA DA CALÇA 40!

Pode ficar deprimida?

November 23, 2010 Mulherzice, Viajando Comments

Olha a Keiko LynnTem gente que ouve música triste e deprime. Tem gente que vê filme triste e deprime. Eu vejo fotos e me deprimo. Existe um nível de depressão, amigas donas de casa, que está acima da inveja, este sentimento tão mesquinho e mundano. Você não quer o que a pessoa tem: você observa, percebe que não está neste patamar e simplesmente admira, se inspira, parabeniza, deseja felicidades e pensa “Deus conserve”.

Tá, a sua avó usaria essa expressão, mas é que eu uso expressões do tempo de vovó mocinha mesmo, relevem. Enfim, digressiono. De tanto ver fotos às quintas-feiras (na Revista da TV temos uma coluna chamada “Tapete Vermelho”, com fofocas das estrelas de Hollywood e capas de revista e produções e red carpets lindíssimos, que fecha… sempre às quintas) consegui catalogar os tipos de depressão vigentes no mercado.

1. A depressão hollywoodiana. Essa é clássica. Basta entrar no Red Carpet Awards, ou na InStyle, ou ver as capas da Vanity Fair, da GQ ou da _____________ (insira aqui o nome da sua revista gringa preferida).  Você vê a Scarlett Johansson toda lânguida, a Natalie Portman toda graciosa, a Dianna Agron com um vestido lindo de morrer e você só consegue pensar… “ai, até deprimi, nem nascendo de novo e voltando 12 casas no tabuleiro chego nessa fase do jogo”. Mais uma vez, o tom não é de inveja. É de admiração. Na minha frente ninguém fala mal da Drew Barrymore, tá? Defendo como se fosse amiga de infância. Quem falar mal apanha. Mesmo quando ela me deprime.

2. A depressão intelectual. É quando você admira tanto uma pessoa que é gente que faz (nota mental: mais uma expressão entregadora de idade), mas tanto, que … adivinhem, se deprime. Tipo Sofia Coppola. Gênia. Deusa. Musa. Diva. Absoluta. Se algum dia eu escrever alguma coisa que nem esta mulher talvez eu me deprima menos vendo os filmes incríveis que ela fez e que eu amo absurdamente. Enquanto isso… Sofia Coppola me deprime.

3. A depressão next door. Essa é a que por vezes evolui para a inveja. Amigas donas de casa, não, eu disse não caiam no lado negro da força. Não se deixem levar por este sentimento mesquinho. Admirem e aprendam. Minha depressão next door atende pelo nome de Keiko Lynn. É sério. Experimente dar uma olhada no blog da menina. Que roupas lindas! Que make incrível! Que Brooklyn maravilhoso e reluzente no fundo das fotos!  Sério, juro que dá até vontade de levantar, malhar, economizar dinheiro e comprar mais roupas. Rapidamente e obviamente a vontade passa e me atenho ao que posso fazer de maneira mais imediata: me maquiar e pensar em encontrar uma boa costureira no Rio, isso sim.

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