Sobre Mana Bernardes

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Mana escreve desde criança e sua produção literária vinha sendo bem guardada, compartilhada apenas em ocasiões especiais, como quando foi convidada, em 2008, pela marca UMA para estampar seus poemas em toda a coleção, na semana de moda de São Paulo. Agora, aos 30 anos, Mana promove o que chama de “desembrulho poético” e apresenta, de uma só vez, cerca de 200 poemas caligráficos.

Aos 14 anos, ela foi convidada para dar aulas para a ONG Ser Cidadão, atividade que exerceu até os 22 anos, formando 300 adolescentes no curso “D+ da Conta”. Formada em Arte-Terapia e usando sempre a poesia como base, Mana desenvolveu a metodologia “História de Vida Através do Objeto, História do Objeto Através da Vida” - na qual cada participante é estimulado a trabalhar seu potencial criativo através de sua experiência de vida. Desenvolveu oficinas junto ao Instituto Europeu de Design (SP), ao Núcleo de Arte da ONG Ser Cidadão (RJ), à Universidade de Desenho Estratégico do Brasil, na Unisinos (RS), a artesãos especializados em sementes em Rio Branco (AC). Pela ONG Ata Cidadania, realizou um trabalho de inclusão social com pacientes da saúde mental (MG).

Em 2006, apresentou sua primeira exposição individual, O Trabalho é Seu, no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Em 2007, no São Paulo Fashion Week 2007, que teve como tema Sustentabilidade, Mana assinou Raízes de Melissa instalação feita com 300 sandálias da marca. No mesmo ano, Mana concebeu a obra No Papel não Caberia, O Que no Corpo Já Não Cabia, Na Poesia Caberia, uma escultura de 3×3 metros feita com luz e lâminas papel vegetal, integrante da exposição Moradias Transitórias, exposta no Museu Nacional de Brasília. Em 2011, ela criou o objeto de Luz Môbiluz, com Zeca Kury e Airton Pumenta, apresentado na feira Design São Paulo, no stand da galeria Luisa Strina.