A Montanha do Pico

 

 

 

A  montanha constitui a parte ocidental da ilha e é o ponto mais alto de Portugal com 2351 m. É também o terceiro mais elevado do Atlântico.

A reserva Natural da montanha do Pico, com uma área de aproximadamente 1500 hectares, integra a parte superior do vulcão e desenvolve-se a partir  dos 1200 m até ao ponto mais alto da ilha.

A montanha é coberta de espesso e rasteiro arvoredo até 1500 m.

 

 

 

Geomorfologia

 

É um vulcão recente, constituído por correntes de lava e matérias de projecção. As vertentes têm fortes declives que terminam nos bordos desmantelados de uma caldeira na qual emerge um pequeno cone (Pico Pequeno) de cuja base emana uma fumarola, e que atinge os 2351 m, o ponto mais alto dos Açores e de Portugal. Nas suas encostas, existem extensos areais e interessantes formações vulcânicas, como hornitos, algares, cavernas, etc.

 

 

Flora

 

Devido à altitude da Montanha, é comum a queda de neve e a elevada quantidade de chuva no Inverno. Durante longos períodos do ano, a montanha fica coberta pelo nevoeiro. As condições climáticas, associados ao tipo de solo que se deram origem a uma vegetação muito própria e adaptada ao local.

Nos locais mais abrigados (entre os 1200 e os 1400 m), encontra-se um tipo de bosque arbustivo com espécies como o Juniperus brevifolia (cedro do mato), o Ilex perado ssp. Azorica (azevinho), o vaccinium cylindraceum (rosmaninho), entre muitas outras.

Subindo em altitude as condições climáticas tornam-se mais severas, dando origem a uma vegetação rasteira em que predomina a Doboecia azorica, a Calluna vulgaris (queiró) e o Thymus caespititius (tomilho bravo). Também existem algumas espécies como a Polygala e Silene vulgaris cratericola, que para além de ser rara endémica também é restrita apenas a esta montanha, só sendo possível ser observada a 2.200 m.

Acima dos 1800 m, a quantidade de vegetação reduz-se fortemente, aparecendo apenas nos locais mais abrigados; entra-se assim numa zona de correntes de lava, cascalheiras e areais de grande efeito cénico.

 

Fauna

 

A fauna não é muito variada nem muito abundante, porque as condições do habitat não são as melhores. Na época quente, são muito comuns aves como o Serinus Canaria (canário), a Fringila coelebs (tentilhão), o Sturnus Vulgaris (estorninho) e o Buteo buteo (milhafre). O morcego açoriano (Nyctasus azoreum) também é visto nesta área.

São poucas as espécies de aves que se reproduzem na Reversa, e as que o fazem é devido à alimentação.