A REFORMA ORTOGRÁFICA E A LÍNGUA NA GALIZA



     
Perante a reforma parcial por parte da Real Academia Galega das suas normas ortográficas e morfológicas para escrever o galego, os colectivos e pessoas abaixo assinantes manifestamos que qualquer mudança parcial dessa norma nunca contribuirá para resolver o problema do domínio linguístico por parte do espanhol na Galiza nem a perda de utentes da língua.

      Como já têm declarado em numerosas oportunidades numerosas personalidades e colectivos do país desde há muitas décadas, a única alternativa possível para a língua na Galiza só virá do reconhecimento definitivo e consequente da unidade do sistema linguístico galaico-luso-brasileiro-africano-timorense. Fazendo nossas as palavras de Manuel Murguia -primeiro presidente da Academia Galega- nos Jogos Florais de Tui em 1891, o que se chama português é simplesmente o galego historicamente nacionalizado.

      Portanto, no caminho que a Galiza deve percorrer para dotar-se da Língua Nacional, demandamos à partida o reconhecimento oficial e o espalhamento social, educativo e institucional dum modelo de língua -escrita e oral- plenamente integrado no âmbito cultural próprio, na lusofonia e na lusografia.
 

Galiza, 16 Julho de 2003 

MOVIMENTO DEFESA DA LÍNGUA (MDL), www.mdl-galiza.org; ASSOCIAÇÃO DE AMIZADE GALIZA-PORTUGAL (AAG-P), www.lusografia.org/amizadegp; ASSOCIAÇOM GALEGA DA LÍNGUA (AGAL), www.agal-gz.org

Aderem: Fundaçom Artábria, de Ferrol, www.artabria.net; Associaçom Cultural Alto Minho, de Lugo, www.25j.org/altominho; Assembleia Reintegracionista "Ene Agá", de Ponte Vedra, www.usuarios.lycos.es/lingua/eneaga.html.

Assinam:

Alberto Garcia Vessada, professor; Ângelo Cristóvão, empresário; António Gil Hernández, sociolinguista e professor (Filologia Espanhola); Bernardo Penabade, professor (Filologia Galego-Portuguesa); Carlos Campoi, professor (Física); Carlos Durão, tradutor; Carlos Garrido, professor (Biologia); Carlos Quiroga, escritor e professor (Fil. Galego-Portuguesa); Carlos Velasco, professor (História); Celso Álvarez Cáccamo, sociolinguista e professor (Linguística); Elias Torres, professor (Fil. Galego-Portuguesa); Elvira Souto, professora (Didáctica); Isaac Alonso Estraviz, lexicógrafo e professor (Fil. Galego-Portuguesa); Isaac Díaz Pardo, empresário; Isabel Rei, músico; Jesus Sanches Loira, empresário; José Posada González, empresário; José Ângelo Fernández Canosa, professor (História); José Manuel Aldeia, empresário gadeiro; José-Martinho Montero Santalha, linguista e professor (Fil. Galego-Portuguesa); Jurjo Torres, professor catedrático (Didáctica); Luís Fontenla, estudante; Luís Foz, professor (Fil. Galego-Portuguesa); Manuel A. Fernández Montecelo, informático; Mª do Carmo Henriquez, professora catedrático (Fil. Espanhola); Mário Herrero Valeiro, escritor e tradutor; Maurício Castro Lôpez, sociolinguista e professor (Fil. Galego-Portuguesa); Nemésio Barxa, advogado; Pedro Fernández Velho, professor; Ramom Lôpez-Suevos, professor catedrático (Economia); Ramom Pinheiro Almuinha, historiador e músico; Raquel Miragaia, escritora; Rosa Maria Verdugo Matês, professora (Economia); Rudesindo Soutelo, compositor e editor de música; Sílvia Capom, professora (Fil. Galego-Portuguesa); Suso Sanmartim, humorista gráfico; Uxia Pedreira Sánchez, Directora do Conservatório Folque de Lalim e professora de canto; Valentim Rodrigues Fagim, sociolinguista e professor (Fil. Galego-Portuguesa); Vítor Meirinho, estudante; Xavier Vilar Trilho, professor (Ciências Políticas).

Seguem mais assinaturas.

Para aderir ao comunicado, clique em http://www.mdl-galiza.org/?sec0=c2003&sec1=ass, página web do MDL.