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Afinal parece que o Nilo não nasce no lago Vitória

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Sofia Jesus  

Cruzaram cinco países, atravessaram águas repletas de crocodilos e ultrapassaram um ataque rebelde. Mas "valeu a pena". Ao fim de 80 dias no trilho do Nilo, uma equipa de três exploradores diz ter alcançado a "verdadeira nascente" do rio. Uma descoberta que vem atribuir mais 107 quilómetros de comprimento ao que é já o maior rio do mundo.

"A História foi reescrita", anunciou Neil MacGrigor, o aventureiro britânico que protagonizou a viagem de quase três meses, lado a lado dos colegas neo-zelandeses Cam McLeay e Garth MacIntyre.

A aventura já tinha sido interrompida no ano passado, em Novembro, depois de um ataque de rebeldes no Murchison Falls National Park, no Norte do Uganda, ter resultado na morte de um elemento da equipa. Mas nem isso fez desistir os restantes investigadores.

Em Março retomaram a viagem e, na passada sexta-feira, finalmente, cumpriram o objectivo: reclamam ter sido os primeiros a percorrer todo o rio até à sua "verdadeira nascente", nas profundezas da floresta de Nyungwe, no Ruanda. Para isso seguiram o rio Akagera até ao seu ponto mais longínquo.

Até agora, pensava-se que o rio nascia no Lago Vitória, situado entre o Uganda, o Quénia e a Tanzânia - um lago onde nascem vários rios de diferentes países. Mas a questão está longe de ser consensual ainda desde a década de 1850, quando exploradores como John Hanning Speke arriscaram tudo para resolver o mistério. Só a partir de 1864, com o americano Henry Stanley, se conseguiu mapear grande parte da região.

Um século e meio depois, a nova expedição volta a agitar as águas do Nilo. E com a localização da nova nascente, também o comprimento do rio ganha uma nova dimensão: dos 6695 quilómetros de comprimento, passa a ter 6802, segundo o sistema de localização geográfica via satélite (GPS) utilizado.

E foi quase toda essa distância que os exploradores percorreram durante 80 dias, a bordo de três pequenas embarcações. Os últimos 70 quilómetros da aventura, no entanto, foram trilhados a pé, durante uma semana, até ao interior da floresta de Nyungwe.

Alcançada aquela que dizem ser a verdadeira origem do rio, para trás ficam os "enormes rápidos", os "ataques dos crocodilos", as "graves doenças tropicais" e toda a "terrível logística". "Os meus agradecimentos vão para todos os que tornaram isto possível e especialmente os guias e nativos que estão connosco", afirmou Neil McGrigor à BBC, pouco depois de chegar à nascente e acrescentar um capítulo à geografia.

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