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  COM VOCÊS, VANESSA DA MATA
A mato-grossense Vanessa da Mata colhe os frutos de tocar em trilhas de novelas, mas balança entre a fama e a privacidade

POR CAROL FREDERICO FOTOS: EDU SIMÕES REALIZAÇÃO: ESTER DIAS

Quando Vanessa da Mata Sigianie Ferreira deixou Alto Garças, no Mato Grosso - cidade de 8 mil habitantes que segundo ela tinha só mato ao redor -, disse ao pai que iria estudar na cidade grande para ser médica. Na verdade, ela só queria uma coisa: cantar. Não queria ser famosa e muito menos capa de revista. No entanto, aos 30 anos, completados no dia 10 deste mês, a cantora já pode se considerar revelada da mata para o mundo, com músicas em trilhas de novelas das oito e aquilo que sempre sonhou: reconhecimento. Afinal, quem nunca ouviu os versos: "Se você quiser eu vou te dar um amor / Desses de cinema".

Para Vanessa, o principal reflexo disso é que o trabalho aumenta. "Rolam mais convites para televisão, mais shows, e o site fica lotado", revela. "Eu não percebo minha imagem tão em evidência, mas que minha música está sendo ouvida e cantada, isso está". Num contexto em que na MPB as vozes femininas voltam a ter competitividade - com o surgimento de Maria Rita, para dividir mercado com a já consagrada Marisa Monte - a Sony BMG aposta na carreira de Vanessa da Mata como a mais nova voz feminina de peso da MPB. É aí que vem o dilema: ela reluta, mas tudo indica - e o próprio contrato com uma gravadora multinacional sugere - que ela deve ficar cada vez mais famosa.

Algumas contradições, porém, permeiam a vida e a personalidade dessa filha de judeu ítalo-português com mestiça de negros e índios. "Nunca quis ser famosa", assegura. "Queria ser admirada, como todos os artistas, essas coisas do ego, de você querer aplausos. Queria, na verdade, levar mensagens até as pessoas", diz Vanessa. Ao mesmo tempo, fica feliz quando percebe que já é reconhecida na rua como cantora. "Isso é o mais legal, pois aí a coisa está chegando ao povo. Antes era só um grupinho fechado de pessoas." Mas e quando começam a interrompêla na hora do almoço, por exemplo, para pedir autógrafo? "Ah, aí fica chato, porque você perde o direito de comer tranqüilamente", diz.


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