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Força Aérea Brasileira  -  FAB

Meios Disponíveis e Futuros



EMBRAER KC-390

O CARGUEIRO MILITAR TÁTICO




(Clique na arte abaixo para imagem gigante do KC-390)

KC-390

Conceito atual do futuro KC-390, com cauda em "T"
e capacidade de carga aumentada de 19 para 23,6 ton.
(Arte Embraer)


INTRODUÇÃO


A Embraer possuia há tempos um projeto de produzir um cargueiro militar tático similar ao já venerável Lockheed Martin C-130, só que com 2 modernas turbinas, que poderiam ser da Pratt & Whitney ou da Rolls-Royce. Tal projeto foi confirmado e comprado pelo governo brasileiro em abril de 2009.


Existe um mercado potencial de reposição para a venda de 700 aviões em 77 países nos próximos anos.
Este é um negócio estimado em US$ 50 bilhões, sendo que 100 deles poderão ficar na América do Sul.


A Embraer planeja produzir 180 unidades do seu novo avião de transporte militar nos primeiros dez anos de comercialização. De acordo com estudo feito pela Embraer, a frota mundial de aviões de transporte é de 2.802 cargueiros, sendo que 1.613 aviões tem idade superior a 25 anos, o que significa que estão próximos de serem substituídos.



Em 7 de setembro de 2009, os governos Lula e Sarkozy divulgaram nota conjunta dos dois países confirmando que o Brasil iria adquirir 36 caças Rafale F3. O anúncio oficial parecia significar o encerramento do processo FX-2 de seleção feito pela FAB.


A decisão foi tomada durante uma reunião do presidente Lula com o colega francês Nicolas Sarkozy, no Palácio da Alvorada, no dia da Festa da Independência, na qual os franceses também desfilaram em Brasília.


A França parecia ter vencido a disputa dos caças e pretendia adquirir aviões do Brasil, tornando os dois países “parceiros estratégicos também no domínio aeronáutico”.


O presidente Sarkozy declarou que a França iria adquirir 10 unidades do avião de transporte militar KC-390, com industriais franceses contribuindo para o desenvolvimento desse programa.


A parceria começaria pelo Rafale, seguiria pelo KC-390 e outros projetos seriam anunciados com o tempo. Seria uma grande aliança industrial e científica de fins militares com ampla independência dos americanos, russos e mesmo chineses.


Em 2010, a decisão sobre o FX-2 não era anunciada e uma das desculpas, além do preço alto do Rafale, era que os franceses não confirmavam a compra dos 10 KC-390. Para o governo brasileiro, essa negociação teria se tornado fundamental.



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KC-390

O então presidente Lula apreciando a maquete do futuro KC-390, tendo em volta
o Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Diretor- Presidente da Embraer, Frederico
Fleury Curado e o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito.
(Foto Embraer)



O programa de desenvolvimento do novo jato de transporte militar foi assinado entre a FAB e a Embraer em abril de 2009, durante a sétima edição da feira aeronáutica e de defesa Latin America Aero and Defence (LAAD), no Rio de Janeiro.



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KC-390

Na cerimônia em volta de maquete do futuro KC-390, estiveram presentes
o Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Júlio Soares de Moura Neto,
  o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito,
o Diretor-Presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado e
o então Ministro da Defesa, Nelson Jobim..
(Foto Embraer)


A FAB destinou US$ 1,3 bilhão para o projeto. O valor cobre todas as atividades de concepção, desenvolvimento, ensaios, certificação e preparação para a produção.


Em 21 de julho de 2010, a FAB assinava com a Embraer uma
carta de intenção de compra futura no disputado e badalado 47º Show Aéreo de Farnborough, no Reino Unido.


Serão inicialmente encomendados
28 cargueiros KC-390. A expectativa é que o primeiro voo do avião ocorra em 2014, com sua entrada em serviço no final de 2015 ou início de 2016.


Há comentários em Brasília de que esses 28 aviões KC-390 seriam somente um primeiro lote, pois a FAB estaria pretendendo incorporar entre 60 e 80 KC-390 em basicamente um modelo, para atender às suas necessidades. Poderá ser até mais que isso, dependendo de outras variantes dele que certamente serão desenvolvidas.


Segundo a Embraer (pdf), em julho de 2010, o projeto avançava conforme planejado e a fase de estudos preliminares havia sido concluída com sucesso.


As campanhas mais importantes de ensaios em túnel de vento, com modelos em escala reduzida, haviam sido concluídas e permitiram congelar a configuração aerodinâmica. A arquitetura estrutural e as tecnologias de sistemas estavam também definidas.
 

Nos requisitos iniciais, o KC-390 havia sido projetado para transportar 19 toneladas. Porém, estudos mostraram que a capacidade de carga do KC-390 deveria superar aquela estabelecida nos requisitos iniciais e chegar a 23,6 toneladas.


O contrato de produção das aeronaves da FAB deverá ser firmado com a Embraer por volta de 2012. A indústria aeroespacial brasileira terá um papel de importante no programa de desenvolvimento do novo cargueiro, especialmente nas áreas de sistemas aviônicos, estrutura e trem de pouso.




C-390 - CARGUEIRO MILITAR TÁTICO


Em abril de 2007, foi noticiado que
a Embraer iria construir no Brasil um novo Cargueiro Militar Tático para atender ao programa de modernização da FAB, o qual previa uma compra inicial de 30 dessas aeronaves ao preço unitário de US$ 50 milhões.



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C-390

Primeiro conceito do futuro cargueiro militar tático KC-390.
(Arte Embraer)



Esse preço até poderia alcançar bem mais, de acordo com a definição quanto à capacidade estrutural de resistir a avarias de combate. A versão atual do Hércules C-130 é a "J", com um alto preço de US$ 80 milhões a unidade.


O cargueiro militar tático da Embraer seria chamado de C-390, sendo desenvolvido a partir da família do EMB-190. Sua capacidade de transportar 19 ton
(41.888 libras) de carga permitiria levar blindados, tropas, equipamentos, cargas paletizadas e contêineres. Seu alcance poderia ultrapassar 6.000 km (3.240 mn).



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C-390

Primeiro conceito do cargueiro militar tático KC-390
lançando carregamento a baixa altitude.
(Arte Embraer)



Isso o colocaria na mesma faixa de serviço do C-130, de 20 ton, só que muito mais moderno, veloz, econômico e a um preço bem mais atraente junto ao mercado mundial.



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C-390

Primeiro conceito do futuro KC-390.
(Arte Embraer)



Em 2009, a Embraer e a FAB passaram a tratar o projeto C-390 pela nova designação de KC-390. Isso ocorre porque todos os EMB-390 adiquiridos pela FAB sairão de fábrica preparados para efetuar o reabastecimento em vôo, inclusive os cargueiros.


Para tal, todos os aviões virão equipados com tanques subalares capazes de prover o reabastecimento aéreo. No entanto, para certas missões que exijam grande volume de combustível, estes receberão o tanque interno de maior capacidade, o qual será modular e poderá ser instalado em quaisquer aeronaves da família.


Trata-se de uma solução de ajuste, sendo uma evolução e uma resposta às necessidades da FAB, a qual não dispõe de recursos para manter uma frota dedicada.



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C-390

Primeiro conceito do futuro cargueiro militar tático KC-390, em transporte de tropas.
(Arte Embraer)



Vem sendo dito que a FAB está à procura de umm reabastecedor maior na categoria do Boeing 767 (KC-767) ou do A-330 (KC-30), sendo o primeiro o favorito, dadas as disponibilidades de células civis e a capacidade da reconversão para tanque ser feita no Brasil pela VEM.


A FAB teria então dois programas de reabastecedores em movimento: o KC-390, com 28 unidades (com pretensão não confirmada de até 80 unidades). Já o KC-X do porte do 767 viria substituir os KC-137 (707) e seriam adquiridos entre 4 e 8 aviões. A ideia é ter um reabastecedor de longo alcance (superior ao KC-390) e com maior capacidade de combustível.
 

Algumas vantagens do KC-390 em
relação ao C-130:

    g   Menor tempo para cobrir uma mesma rota (à velocidade máxima acima de 800 km/hora contra 610 km/h);

    g   Preço bem menor  (US$ 50 contra US$ 80 milhões); e

    g   Modernidade do projeto (século XXI contra anos 50) com sistema fly-by-wire.


Tal aeronave KC-390 de médio porte teria asas altas e uma fuselagem bem diferente do EMB-190, com uma cabine bem mais ampla e equipada com rampa traseira dotada de modernos sistemas de embarque e desembarque para blindados e viaturas de transporte de tropas.


De
certo, ele poderá transportar 1 Patria AMV 8x8, ou 1 LAV-25, ou 1 EE-11 Urutu, ou 1carreta padrão do sistema Astros, lançador de foguetes da Avibrás, de 15 toneladas,
ou ainda 3 HMMWV.


 
O compartimento de carga do C-130, por exemplo, tem 2,80 m de altura por 3,10 m de largura e 12,50 m de comprimento. Falta saber quais serão as medidas finais do KC-390, provavelmente maiores.



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C-390

Primeiro conceito do futuro KC-390.
(Arte Embraer)



A cabine de carga teria versão configurada para o transporte de feridos ou doentes em missões de MedEvac, ideal para a Região Amazônica.


Outras características importantes da aeronave seriam os aviônicos militares, como um
sistema de visão noturna, e ainda a possibilidade de ser abastecida e até de abastecer no ar, atuando como avião-tanque (o REVO MTTR-190). As asas, empenagens e parte do cockpit seriam as mesmas do EMB-190.


Se esse projeto de "derivação tecnológica" baseado na plataforma do EMB-190 vingasse, o protótipo deveria voar a partir de 2009, sendo que suas primeiras entregas ocorreriam em 2011. Contudo, atrasos fizeram com que o primeiro voo do avião tenha sido reagendado para 2014, com sua entrada em serviço até 2016.



C-390

Primeiro conceito do futuro KC-390.
(Arte Embraer)



Entre os concorrentes estarão o IL-76 (entre 40 e 60 ton), o A-400M (37 ton), o C-130J (20 ton), as variantes modernizadas do C-130 Hércules, o futuro projeto indo-russo do TTA (18,5 ton), o Alenia C-27J Spartan (10,2 ton), e o EADS-CASA C-295 (9,2 ton).



TTA

Interessante projeto indo-russo de 55 ton de peso máximo de decolagem com carga de 18,5
ton. É o "Tactical Transport Aircraft", pertencente a Industan Aeronautics Limited
(Índia), IRKUT Corporation e Ilyushin Aviation Complex (Rússia).
(Arte IRKUT)



TTA  

O TTA indo-russo visto de cima.
(Arte IRKUT)



VÍDEO - KAWASAKI C-X (00:45 MIN)







NOVA CONCEPÇÃO DO KC-390 EM 2009


Em dezembro de 2008, foi noticiado que a Embraer estaria preparando uma nova concepção para o agora KC-390, com grandes mudanças sobre os esboços preliminares.


As superfícies da cauda teriam sido desvinculadas do ERJ-190, sendo substituídas por um conjunto em forma de “T”. 
A união das asas com a fuselagem foi redesenhada e a cabine de pilotagem dotada de painéis transparentes maiores para melhorar a visibilidade.



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KC-390

Presente conceito do futuro KC-390, já com os dois casulos para fornecer REVO
sob as asas e o probe para receber, acima da cabine de comando.
(Arte Embraer)



Foram ainda incluídos sob as asas casulos portadores de conjuntos retráteis de mangueira/cesta para operações REVO.


O KC-390 passava a ser um reabastecedor de combustível nato, pois virá equipado com tanques subalares capazes de prover o reabastecimento aéreo, podendo
receber um tanque interno modular de maior capacidade, ideal para missões que exijam grande volume de combustível.


Outras características foram revisadas visando as necessidades do mercado, a fim de torná-lo mais competitivo. Havia notícia de que sua capacidade de carga tinha aumentado em torno de 42 %, de 19 ton para 27 ton.


Isso parecia dever-se a uma parceria entre Embraer e Lockheed, pois esse aumento do KC-390 o colocaria em rota de colisão com o atrasado A-400M europeu.


Espertamente, a Lockheed pegaria carona em um projeto brasileiro já em andamento para livrar-se de um concorrente na faixa do C-130 e se contrapor ao A-400M. A Embraer ganharia em aliado de peso no disputado mercado mundial.


Enquanto o KC-390 tinha capacidade de 19 ton, ele competia com o americano C-130J, da Lockheed Martin. Com 27 ton, ele disputaria com o europeu Airbus A-400M, de 37 ton.


Porém, essa aliança com a Lockheed jamais foi confirmada e o KC-390 passou em 2010 a
ter confirmada sua capacidade de carga em 23,6 toneladas, com um aumento em torno de 24 %.



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A-400M

Primeiro A-400M de Transporte Militar, apresentado em junho de 2008.
(Foto EADS)



Dificuldades relacionadas com um maior peso do aparelho do que o previsto e com a certificação dos motores, têm atrasado o planejamento do A-400M, que teve adiado o primeiro vôo de 2008 para dezembro de 2009.


Em abril de 2009, o atraso era ainda visível e alguns países ameaçavam cancelar suas encomendas, encerrando o projeto de vez.


Mesmo com 180 encomendas tidas como garantidas, comenta-se que recursos financeiros vêm sendo perdidos e colocando a Airbus e a EADS em grandes dificuldades para continuarem com este desgastado projeto.



Em 2010, a crise europeia e a necessidade de contenções financeiras nesses países só fazia piorar a situação do A-400M.



C-390 - Novo

Conceito atual do futuro KC-390, com cauda em "T"
e capacidade de carga aumentada de 19 para 23,6 ton.
(Arte Embraer)



A VERSÃO DEFINITIVA EM 2010


Segundo a Embraer, em julho de 2010, os estudos mostraram que a capacidade de carga do KC-390 seria de 23,6 toneladas.


Foi por essa versão definitiva que, e
m 21 de julho de 2010, a FAB assinava com a Embraer uma carta de intenção de compra futura de 28 cargueiros KC-390 no 47º Show Aéreo de Farnborough, no Reino Unido.


Um modelo em tamanho real do compartimento de carga foi construído para avaliação do espaço interno e das operações de carga e descarga com carregamentos típicos. Os resultados dessas avaliações têm demonstrado a grande versatilidade da aeronave.



KC-390

Diversos estudos com variantes de capacidade de carga do futuro KC-390.
(Arte Embraer)



O KC-390 contará com a tecnologia CARP (Computed Air Release Point), integrada ao sistema digital de comandos de vôo (fly-by-wire), o que resultará em maior precisão no lançamento de cargas e menor carga de trabalho para a tripulação.


O avião terá ainda moderno sistema aviônico, incluindo dois visores frontais HUD (Head-Up Display), e sistema completo de autodefesa. O KC-390 será totalmente compatível com a tecnologia de visão noturna NVG (Night Vision Goggles).
 

Mais rápido que seus competidores, o jato poderá operar em pistas curtas e semi-preparadas. Dentre as principais missões, será utilizado para transporte de tropas e cargas, incluindo nos ambientes da Antártida e da Amazônia, como avião reabastecedor, para busca e resgate (SAR) e na evacuação médica
MEDEVAC (Medical Evacuation).


Em agosto de 2010, a Embraer dava sinal verde para o KC-390 e avisava que já tinha a sua primeira decolagem marcada para novembro de 2014, pouco depois da cerimônia de roll out.


Trata-se de uma festa tradicional do setor, a qual marca o momento em que um avião, ainda protótipo, deixa a linha de montagem e rola para fora do hangar, iniciando a etapa de avaliação da sua capacidade.


O KC-390 terá recursos específicos de autodefesa, como despistadores de mísseis e dispositivo de interferência eletrônica. A configuração eletrônica adota tecnologia CARP (Computed Air Release Point), que permite o lançamento de cargas com precisão. Os pilotos contarão com visores digitais e sistema de visão noturna a partir de recursos óticos integrados aos capacetes.


Ainda não havia sido decidido o fornecedor dos motores, que deverão ter entre 25 e 30 mil libras de empuxo. Serão mantidos custos baixos sem perdas no desempenho, pois ele deverá voar a 850 km/hora, com ganho de rendimento de ao menos 15% em relação aos concorrentes. O resultado final deverá oferecer performance e custo em condição de vantagem frente ao mercado.


Em missão de reabastecimento de aeronaves no ar – inclusive de outros KC-390 – o birreator levará a bordo 37,4 toneladas de combustível, 14 das quais acomodadas em dois tanques extras.


A mobilização de forças com deslocamento rápido exige transporte aéreo para qualquer ponto. Prevendo o pouso e decolagem em pistas precárias, o KC-390 pode atuar sobre terreno semipreparado, com buracos de até 40 centímetros de profundidade.


Soldados equipados, prontos para entrar em ação, ou os feridos evacuados de áreas devastadas por catástrofes, viajarão no conforto de uma cabine pressurizada e climatizada da mesma forma que nos aviões comerciais.


A cadência de produção prevê uma aeronave e meia, de série, por mês. As instalações industriais de complexo de São José dos Campos serão expandidas, mas a maior parte dos investimentos será concentrada na planta de Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo. Ali funcionará a linha final de montagem do KC-390.




UMA FUTURA COMPRA DA ECT?



C-390

C-390 Freighter dos Correios.
(Arte JR Lucariny)



Em 28 de agosto de 2007, foi noticiado que o governo planejava criar uma companhia aérea, subsidiária da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), para fazer o transporte de cartas e encomendas postais.


Mas a aposta mesmo é no forte crescimento
do comércio eletrônico. Com esse objetivo, na época, ele estaria em negociações com a Embraer para comprar até 19 aeronaves KC-390. 



C-390

C-390 Freighter dos Correios.
(Arte Embraer)



A idéia da subsidiária surgiu porque os Correios gastam anualmente R$ 500 milhões com o pagamento de transporte aéreo de cargas a empresas como Skymaster, Beta e VarigLog - alvos de investigações na CPI dos Correios, em 2005 - e porque há dificuldades na renovação dos contratos, que deve ser feita todos os anos.


Será uma empresa de logística, que no futuro pode englobar outros modais, como ferrovias, e já nascerá com faturamento anual de R$ 500 milhões e em franco crescimento.


Numa comparação com o Boeing 737-700, concorrente do KC-390 em uma eventual encomenda, o cargueiro da Embraer sairia em vantagem no quesito produtividade.


A carga total do avião, segundo informações repassadas à ECT, é de 16.982 quilogramas. A carga total do 737-700 alcança 12.004 kg. Ou seja, a capacidade do C-390 da Embraer é 41 % maior. Se optasse pelo avião da Boeing, a ECT teria que comprar 23 aviões, em vez de 19.


O cargueiro da Embraer tem uma vantagem adicional : pode pousar em todos os aeroportos do país, inclusive em pistas curtas e não-pavimentadas do interior, sem que haja comprometimento da segurança.


A frota de KCs-390 na ECT poderia ser usada como uma aeronave militar, e isso é fundamental como reserva estratégica do país.
Com a frota de aviões próprios, a ECT poderá dedicar-se também à entrega de encomendas internacionais, principalmente na América do Sul.



C-390

C-390 Freighter dos Correios.
(Arte JR Lucariny)



O governo, por meio dos Ministérios das Comunicações e da Defesa, dava em 2007 um empurrão inicial à viabilização do projeto. Dizia-se que o avião poderia estar voando em 2 anos.


Em julho de 2010, o governo anunciou que a ECT estudava mesmo criar uma empresa própria de aviação para transportar encomendas. A idéia da nova empresa terá que ser aprovada ainda pelo presidente Lula, em 2010.


Inicialmente, os Correios assumiriam o compromisso de comprar 5 unidades do KC-390,  mas o número poderia chegar a 20 ou 30 aeronaves. Em 2010, a empresa transportava por dia 1,2 milhão de volumes.


O modelo já teria sido escolhido pelas autoridades brasileiras para compor a frota da futura empresa de transporte da ECT, a qual
depende hoje de duas ou três empresas que têm limitações, tendo precisado ceder ao pedido de uma transportadora que exigiu que fosse firmado um contrato de um ano, e não de seis meses, como ela queria. Esse problema levou a um risco de quase causar um apagão na entrega de volumes.


A Embraer planeja obter a certificação para uso civil do avião de transporte tático militar KC-390 com a finalidade de possibilitar a venda do modelo a empresas de transporte aéreo comercial, tais como a FedEx Express e DHL. 


Em 29 de abril de 2011, os Correios foram autorizados a ampliar sua atuação, podendo passar a oferecer serviços como telefonia, internet, logística integrada, serviços bancários, além de ter participação societária em empresas e constituir subsidiárias.


A empresa também poderá entrar no setor de aviação. Ela poderá participar como sócia minoritária de uma companhia já existente, constituir sua própria empresa ou aumentar o tempo de validade dos contratos com as empresas aéreas, que hoje é de um ano, podendo ser renovado por mais cinco.



(Clique na arte abaixo para ampliação)

C-390

C-390 Freighter dos Correios.
(Arte Embraer)



É mais provável que ela venha a constituir sua própria companhia aérea e adquirir sua própria frota. Se os Correios gastavam em 2005 por volta de R$ 500 milhões com serviços aéreos todo ano, entre 2011 e 2020, e sem qualquer crescimento, este seria um mercado conservador de custos de R$ 5 bilhões.


Contudo, é provável que um patamar mais razoável vá ao dobro disso, ou R$ 10 bilhões. Isso estaria na impressionante casa de US$ 6,4 bilhões.


Repetimos que o melhor de tudo para a nossa área de Defesa é que a frota de KCs-390 na ECT poderá ser usada como uma aeronave militar, e isso é fundamental como reserva estratégica do país.


Com a frota de aviões próprios, a ECT poderá dedicar-se também à entrega de encomendas internacionais, principalmente na América do Sul, indo também até a América do Norte e a Europa. Isso tudo pediria ainda uma frota com modelos bem maiores.


Em 21 de maio de 2011, foi noticiado que os Correios investiriam entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão, inicialmente, na criação de sua empresa aérea de transporte de carga, batizada de CorreiosLog. Também já estava certa a aquisição de 15 aviões cargueiros C-390F da Embraer (com prazo de dois anos para entrega).


O objetivo da parceria dos Correios com a Embraer seria de reduzir custos, incentivar a indústria nacional e gerar empregos no país. A subsidiária cargueira deverá começar a operar no primeiro semestre de 2012.


Investir em sua própria estrutura  é a melhor solução para os Correios, ficando livre de suspeitas das costumeiras fraudes envolvendo outras empresas do mesmo ramo. Essa solução será útil na urgente expansão, com absoluta independência para ganhar o mundo, que é apenas questão de tempo.


E por falar em mundo, já seria hora de haver um planejamento entre Planalto, MD (SINAMOB), Correios e Embraer sobre uma futura família de aeronaves de porte estratégico que, na versão de passageiros, transportasse entre 150 e 250 pessoas (como o C-170 do Plano Brasil).





FONTES & LINKS


Wikipedia - C-130

Irkut - Tactical Transport Aircraft

JR Lucariny Models - KC-390 Freighter (texto Defesa BR)

Blog Defesa BR :

       Embraer Apresenta Nova Concepção do C-390


       Crise Põe em Risco Projeto de Ponta da Embraer


       Marinha Defende END e Lula Promete Empenho Pelo C-390


       Governo Banca Cargueiro da Embraer

      
FAB Assina Carta de Intenção de 28 KC-390

       Correios Querem Criar Empresa de Aviação Própria

       Correios Vão Poder Comprar Avião e Ter Banco
      
       A Futura CorreiosLog Deverá Adquirir 15 Cargueiros
       C-390F da Embraer