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Segunda-feira, 06/02/2012, 11h37

Roberta Sá canta samba em 'Segunda Pele'

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O samba entranhou em Roberta Sá. Até mesmo quando ela percorre outras sonoridades, vasculha novos territórios para fincar raízes, lá está ele mostrando que da essência não há como fugir. Ainda que Roberta escape do rótulo de cantora de um gênero só. “É engraçado porque nunca me considerei uma cantora de samba, mas o samba me abraçou de uma maneira tão deliciosa”, diz.

Não é que em seu novo trabalho, o disco “Segunda Pele” – o quinto da carreira lançado no último dia 24 de janeiro pela MPB Discos e Universal Music – a cantora tenha tentado se desvencilhar do ritmo que a consagrou. Nem poderia. Em “Segunda Pele”, Roberta apenas se permitiu caminhar por outras esquinas.

“Minha formação passa por outros estilos e quis experimentar novidades e levar isso pro meu público. É natural um artista querer liberdade pra criar”, comenta. No álbum, a cantora flerta com o frevo e recombina ao dub em “No bolso”, parceria dela com o marido Pedro Luís, do Monobloco. “É uma música que fala da solidão urbana e das ferramentas que a gente encontra pra disfarçá-las. Ipods, telefones, estão sempre no bolso pra nos distrair”, avalia. E não passam despercebidos a profusão e elegância dos sopros, o toque da Orquestra Criôla de Humberto Araújo, e a estreia de Roberta Sá no canto de uma outra língua, como no dueto com Jorge Drexler em “Esquirlas”.

“De novo, acho que tem a ver com me permitir, com experimentar. Sempre gostei do trabalho do Drexler e achei que estava na hora de cantar em outra língua. Ver como é sentir em outro idioma. Eu me alimento desses encontros, eles me enriquecem, abrem meu olhar pro mundo, pra música. Preciso dessa troca”, justifica.

Roberta desbrava novas territorialidades, sem perder o destino. “O Nego e Eu”, de João Cavalcanti, é prova disso. Música da melhor estirpe, povoada por imagens e sensualidade. “Gosto de ser vista pelas festas/Ser guiada pelas frestas/Protagonista do sonho alheio/Gosto de deixar pelos lugares/Um punhado de olhares/Incendiados do fogo que ateio”.

A composição carrega ainda a verdadeira tradução do amor. “O nego/O nego/ O nego e eu/Ele é o grande amigo/Que o destino concedeu/Só tem sentido o nego e eu”. Enfim, é o samba sempre ali, guiando os caminhos.

Turnê deve chegar a Belém em abril

“V ou cantar samba pra sempre. Faz parte da minha história e das minhas predileções. Inclusive no show [da turnê que começa em março e vai rodar o Brasil], vou continuar cantando os sambas dos discos anteriores”, acrescenta Roberta.

Por falar em show, a turnê de lançamento do disco, patrocinado pela Natura, começa no dia 1º de março em Salvador. Ela segue por Recife (3), Rio de Janeiro (10), Porto Alegre (16) e Curitiba (17). E deve passar por Belém em abril. “Estamos marcando essa data, mas passaremos por aí com certeza”, garante a cantora.

REPERTÓRIO

Com 12 músicas, “Segunda Pele” tem sete músicas inéditas de cinco regravações. A escolha do repertório por Roberta teve como guia dois pontos especialmente. “Sem dúvida nenhuma, os compositores. Gravar o Rubinho Jacobina, João Cavalcanti, Moreno Veloso, Domenico Lancellotti , Quito Ribeiro, Pedro Luís, Lula Queiroga e fazer esse panorama do que, para mim, representa o melhor da música contemporânea, me interessava muito. Claro que alguns ficaram de fora. Mas tem sempre o próximo disco”.

O próximo, palavra que Roberta com o tempo incorporou ao cotidiano. “Acho que aprendi finalmente que depois de um disco vem outro, que o disco é uma fotografia de um momento e isso me livrou de uma ansiedade que não me fazia bem”, acredita.

Esse tipo de aprendizado talvez tenha vindo também com a maturidade. Aos 31 anos, a artista pode declarar-se em uma de suas melhores fases. “Acho envelhecer um privilégio. Com trinta anos estamos no auge da forma física e com a cabeça muito mais tranquila do que aos vinte. Eu enxergo o mundo de forma diferente e isso reflete diretamente no trabalho. A relação com as pessoas fica mais fácil, mais harmônica. Fiquei mais tolerante com os outros e comigo. Ou seja: Tudo melhora!”, analisa.

“Segunda Pele” representa esse momento mais maduro e, por que não dizer, tranquilo de Roberta. Quinto disco de uma carreira aplaudida, bem distante daquela garota que tentava ser artista no extinto programa de televisão “Fama”, da TV Globo.

“Vinha de uma família que me protegia muito e fui obrigada a lidar com críticas que, depois de dez anos, consigo enxergar, faziam total sentido. Eu estava muito longe de ser uma cantora pronta e os meus colegas tinham sete anos de profissão enquanto eu tinha três semanas! O meu balanço hoje é muito positivo. Tenho ótimas lembranças daquele tempo e um carinho enorme por todo mundo que participou: jurados, cantores, professores...”, afirma.

Fora a maturidade latente do trabalho, o disco traz uma pele de sensualidade que Roberta vestiu e aflora na faixa-título de Carlos Rennó e Gustavo Ruiz. “Quando ele vem, faço dele/Minha luva ou sutiã/A minha segunda pele/O meu cobertor de lã”. Ou em “Bem a sós”, de Rubinho Jacobina. “Se tem muita gente/É tanto melhor pra nós/Quando a coisa é que/Já estamos bem a sós/No meio da rua/Tudo é muito popular/Se eu me vejo nua/Ninguém pode reparar”.

E há mais em tudo isso. Há amor, dor, desejo, saudade, dúvida, desespero, como na arrebatadora “Você não poderia surgir agora”, de Dudu Falcão. “Você não poderia surgir agora/Você nem deveria me olhar assim/Alguma coisa diz que é pra eu ir embora/E outra diz que eu quero você pra mim”. E se a música lhe trouxer outra sensação, despreocupe-se. “Música é pra isso mesmo. Pra aliviar a alma de quem sente e cada um sente de um jeito. A mágica mora aí!”, defende Sá.

Para aliviar toda dor e desilusão, o disco encerra com a regravação “No arrebol”, de Wilson Moreira, que mistura jongo e reggae numa delicada combinação de sonho e alegria. Ela, sempre a alegria, outra constante da artista. “Como diria Lula Queiroga, ‘Felicidade é o alívio da dor’. A gente vive num mundo tão difícil e instável que me agrada muito a ideia de levar alegria às pessoas”.

SEGUNDA PELE

Gravado entre os meses de julho e novembro de 2011, o disco “Segunda Pele” tem direção musical de Rodrigo Campello, direção vocal e de coro de Felipe Abreu. O preço médio do álbum é R$ 24,90.

OUÇA COM ATENÇÃO

A música “Pavilhão de Espelhos”, de Lula Queiroga. “Sim, eu sei que vieram chuvas/Noites cheias de céu vazio e vão/Cruzei o mar/Estrada além/Tô aqui pra ver ainda pulsa/Ainda bem”.

(Diário do Pará)

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