Mestre-sala da Beija Flor confirma briga com policial aposentado e diz ter sido ameaçado

Claudinho é suspeito de ter atirado contra Milton Luiz Batalha, mas afirma que a arma disparou quando ele e o policial lutaram. Ele ainda não prestou depoimento sobre o caso.


Por RJ TV

Mestre-sala da Beija-Flor diz que agiu em legítima defesa

Mestre-sala da Beija-Flor diz que agiu em legítima defesa

Mestre-sala da Beija-Flor de Nilópolis há 23 anos, Claudio de Souza, o Claudinho, é suspeito de tentar matar com um tiro o policial civil aposentado Milton Luiz Batalha. A vítima, que foi baleada no pescoço segue internada, em estado grave, no Hospital Geral de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Em entrevista exclusiva ao repórter Eduardo Tchao, Claudinho confirmou que ele e Milton se desentenderam na noite do último sábado (24), mas alegou ter sido ameaçado pelo policial com uma arma quando jantava com uma amiga.

"Estava eu e mais uma pessoa jantando, veio em minha direção com arma em punho, apontando pra mim. Nesse momento, essa pessoa tentou dar o bote nessa arma e eu rapidamente levantei, fui contra ele. Já entrou em agressao um contra o outro e quando notei que ele tava com uma segunda arma em punho, fui pra cima dessa arma e realmente essa arma veio a disparar sobre ele", contou o mestre-sala.

O delegado que investiga o caso, Leandro Aquino, afirmou que por enquanto não vai pedir a prisão de Claudinho. Ele antes quer ouvir o depoimento do mestre-sala e de testemunhas, além de analisar imagens de câmeras de segurança do local da briga.

"Ainda não está clara a questão das armas, como elas apareceram no local, nem a dinâmica do crime", disse Aquino.

Na entrevista, Claudinho diz ainda que apenas tentou se defender. "Pra mim foi autodefesa, porque eu não estava esperando. Porque uma pessoa do bem, como eu sou do bem, jamais vai esperar que alguém venha com uma arma para me alvejar", disse.

O tiro causou uma lesão na medula cervical de Milton Batalha, comprometendo os movimentos de braços e pernas do policial. A desavença entre ele e Claudinho é antiga: no fim do ano passado, Batalha denunciou à polícia o furto de uma arma, e apontou como autora do crime a mulher que jantava com o mestre-sala no último sábado. O policial afirmou ainda que a arma foi entregue a Claudinho.

O mestre-sala, contudo, nega ter tido qualquer problema com Batalha e diz que não ficou com a arma que teria sido furtada do policial. "Nunca tive nenhum problema com ele [Batalha]. Duas vezes ele foi na quadra, dizendo que tinha sumido uma arma, com papel pra eu comparecer à delegacia e eu compareci. Fui duas vezes lá, não tinha nada contra mim", defenfe-se Claudinho, garantindo que nunca teve arma de fogo: "Eu nunca tive arma. Ele [o policial] estava tentando me incriminar, botar algo na minha conta para me incriminar. Não sei o que ou quem ele estaria defendendo".

O delegado Aquino confirmou que Claudinho chegou a ser intimado no caso do furto da arma, prestou depoimento e negou ter relação com o fato. "Acreditamos que essa negativa do Claudio tenha sido o estopim para que nesse último encontro eles tenham acabado se confrontando", afirmou.

MAIS DO G1