Juninho Paulista

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Juninho Paulista
Informações pessoais
Nome completo Oswaldo Giroldo Júnior
Data de nasc. 22 de fevereiro de 1973 (45 anos)
Local de nasc. São Paulo, SP, Brasil
Nacionalidade brasileiro
Altura 1,67 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição Meia
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1993
1993–1995
1995–1997
1997–2002
1999–2000
2000–2001
2002
2002–2004
2004–2005
2005–2006
2007
2007–2008
2010
1993–2010
Ituano
São Paulo
Middlesbrough
Atlético de Madrid
Middlesbrough (emp.)
Vasco da Gama (emp.)
Flamengo (emp.)
Middlesbrough
Celtic
Palmeiras
Flamengo
Sydney FC
Ituano
Total
0000 000(0)
0141 00(22)
0057 00(12)
0055 00(14)
0028 000(4)
0047 00(13)
0028 00(14)
0041 00(11)
0014 000(1)
0063 00(20)
0009 000(0)
0014 000(0)
0011 000(4)
0365 00(79)
Seleção nacional
1995–2003 Brasil 050 0000(5)
Medalhas
Jogos Olímpicos
Bronze Atlanta 1996 Equipe

Osvaldo Giroldo Júnior, mais conhecido como Juninho ou Juninho Paulista (São Paulo, 22 de fevereiro de 1973), é um ex-futebolista brasileiro, com passagens por São Paulo, Vasco, Flamengo e Palmeiras. Atualmente é gerente de futebol do Ituano, clube onde iniciou e também onde terminou sua carreira de jogador, em abril de 2010.

Meia habilidoso, Juninho integrou a seleção brasileira que foi pentacampeã mundial na Copa do Mundo de 2002.

Foi o segundo brasileiro a jogar a Premier League.[1] Em 2008, segundo o jornal inglês The Sun, Juninho foi considerado o melhor brasileiro com passagem pelo futebol inglês. Juninho atuou pelo Middlesbrough.[2]

Carreira[editar | editar código-fonte]

O início[editar | editar código-fonte]

Juninho começou no futebol jogando futebol de salão no Juventus, da Mooca. De lá, foi para o Ituano, onde atuou nas divisões de base e juvenil do clube, permanecendo lá até o ano de 1993, como jogador profissional, disputando a primeira divisão do Campeonato Paulista pelo clube. Após chamar a atenção de Telê Santana, o jogador passou a vestir a camisa do São Paulo, clube que o projetaria tanto para o futebol nacional, quanto para o futebol internacional.

São Paulo[editar | editar código-fonte]

Combinando velocidade e habilidade, o Juninho, de início de carreira no São Paulo, fazia fila nas zagas adversárias e, desta forma, transformou-se em um verdadeiro tormento para as torcidas adversárias.

Brilhou na conquista da Supercopa Libertadores 1993, quando o tricolor travou um emocionante duelo contra o Flamengo na final. Esteve presente na conquista do Mundial Interclubes no final daquela gloriosa temporada do São Paulo e firmou-se como um dos principais jogadores de criação do time paulista.

No ano seguinte, o São Paulo tornar-se-ia o primeiro clube na história a disputar dois torneios oficiais no mesmo dia,[3] e Juninho foi o único jogador a participar de ambas as partidas, marcando um gol contra o Sporting Cristal no primeiro jogo, que valeu pela Copa Conmebol. Nessa partida, atuou por 32 minutos, e depois atuou mais vinte contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro.[3]

Ida para a Europa[editar | editar código-fonte]

Em 1995, vestindo a camisa da Seleção Brasileira, marcou um gol contra a Inglaterra, em uma partida amistosa realizada no famoso Estádio de Wembley. Logo em seguida, ainda naquele ano, foi contratado por um modesto clube inglês, o Middlesbrough. Juninho ficou duas temporadas na Inglaterra e depois seguiu para o Atlético de Madrid, onde teve um bom começo, mas sua passagem pelo clube acabou prejudicada depois de ter a perna quebrada por um carrinho de Michel Salgado, então jogador do Celta de Vigo, em fevereiro de 1998. A lesão forçou Juninho a ficar de fora da Copa do Mundo de 1998.

Em 1999, após o descenso do Atlético de Madrid para a Segunda Divisão, Juninho retornou ao Middlesbrough. Porém, já no ano seguinte, foi emprestado ao Vasco da Gama.

O retorno e o pentacampeonato mundial[editar | editar código-fonte]

Foi durante esta época que passou a ser chamado de Juninho Paulista, uma vez que no Vasco já havia um Juninho, que passou a ser chamado de Juninho Pernambucano. Com o clube carioca, sagrou-se campeão da Copa João Havelange e da Copa Mercosul, jogando ao lado de craques como Romário, Viola, Euller e o já mencionado Juninho Pernambucano.

O bom entrosamento de Juninho com o time do Vasco, porém, não se repetiu em sua relação com a diretoria cruz-maltina. Insatisfeito com os constantes salários não pagos pelo clube, em 2002, Juninho acabou optando por trocar o Vasco pelo Flamengo.

Embora sua fase no Flamengo não tenha sido das melhores, ainda assim foi convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari para a disputa da Copa do Mundo de 2002(ver seção Seleção Brasileira).

Pós-Copa do Mundo[editar | editar código-fonte]

Logo após a Copa, retornou ao Middlesbrough e participou da conquista da Copa da Liga Inglesa em 2004, o título mais expressivo na história do clube. Deixou o Middlesbrough dois anos depois, sofrendo com uma sequência de lesões que atrapalhavam sua carreira, foi parar no Celtic, da Escócia, onde teve uma passagem sem muito brilho.

Desprestigiado no futebol inglês, Juninho acabou contratado pelo Palmeiras em meados de 2005. Sua chegada ao Palmeiras coincidiu com a arrancada do time no Brasileirão daquele ano, resultando na classificação da equipe para a Libertadores da América do ano seguinte. Na época, Juninho recebeu a Bola de Prata, prêmio entregue pela revista Placar.

Revigorado, Juninho permaneceu mais uma temporada no Palmeiras, clube que o acolhera em um momento de dificuldade

Fim de carreira[editar | editar código-fonte]

No início de 2007, aos 34 anos de idade, foi anunciado seu retorno ao futebol carioca, para atuar pelo Flamengo. No entanto, poucos meses após sua chegada na Gávea, o experiente jogador, vendo-se relegado ao banco de reservas, tomou uma atitude inédita em sua carreira, ao se indispor com o técnico Ney Franco durante o intervalo de uma partida válida pela Libertadores da América. Dois dias mais tarde, a diretoria do clube anunciou a rescisão de seu contrato.

Em 1 de agosto de 2007, após ficar alguns meses sem clube, Juninho foi anunciado como jogador do Sydney, mas oito meses depois o clube decidiu não renovar contrato com o jogador.

Voltou ao futebol de forma direta um ano depois, em 15 de junho de 2009, quando assumiu administrativamente o Ituano, clube que o revelou. Após fazer a gestão da equipe na Série D e na Copa Paulista, Juninho decidiu no mês de novembro que jogaria pelo Ituano no ano de 2010.

Aposentadoria definitiva[editar | editar código-fonte]

Retornou ao futebol em 2010, atuando em algumas partidas do Ituano no Paulistão. No entanto, Juninho não conseguiu evitar que o clube fizesse uma fraca campanha, permanecendo boa parte do torneio na zona de rebaixamento.

No dia 7 de abril de 2010, Juninho encerrou sua carreira, em partida de seu clube, o Ituano, contra a Portuguesa, válida pela 19ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da primeira divisão. O jogo foi realizado no Estádio do Canindé, em São Paulo, e começou dramático contra a luta do rebaixamento, já que o Ituano, que precisava de, pelo menos, um empate, terminou perdendo o primeiro tempo por 2 a 0. No entanto, o time reagiu, com Juninho marcando um belíssimo gol, o primeiro da equipe no jogo. Ao final, o Ituano venceu por 3 a 2 e escapou de ser rebaixado para a segunda divisão estadual, na última partida de Juninho como profissional.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Em 1995, estreou vestindo a camisa da Seleção Brasileira, marcou um gol contra a Inglaterra, em uma partida amistosa realizada no famoso Estádio de Wembley. Logo em seguida, ainda naquele ano, foi contratado por um modesto clube inglês, o Middlesbrough. Juninho ficou duas temporadas na Inglaterra e depois seguiu para o Atlético de Madrid.

Brilhando no futebol europeu, Juninho entrou, definitivamente, nos planos de Zagallo, técnico da Seleção Brasileira na época.

Participou das Olimpíadas de Atlanta, em 1996, quando o Brasil conseguiu ficar apenas com a medalha de bronze e, dois anos mais tarde, certamente, teria sido convocado para Copa do Mundo de 1998, caso não tivesse sofrido, a quatro meses do início da competição, uma fratura no osso da perna, resultado de uma violenta entrada do zagueiro Míchel Salgado.

Em 2002, embora sua fase no Flamengo não tenha sido das melhores, foi convocado pelo técnico Luís Felipe Scolari para a disputa da Copa do Mundo de 2002.

Então, após quatro longos anos de espera, Juninho teve o gostinho de participar, ao lado de Cafu, Rivaldo e Ronaldo, da conquista do quinto título mundial para o Brasil. Conseguiu tornar-se titular ao longo do torneio, devido à lesões de outros jogadores.

Títulos[editar | editar código-fonte]

São Paulo
Vasco da Gama
Middlesbrough
Atlético de Madrid
Celtic
Flamengo
Seleção Brasileira

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. globoesporte.globo.com/ Pioneiro na Premier League e ídolo do Benfica: as histórias do anônimo Isaías Marques Soares
  2. "Juninho Paulista é o melhor brasileiro na história do Campeonato Inglês, diz jornal", GloboEsporte.com, 29/9/2008
  3. a b "Duas vezes São Paulo", Placar número 1.100, janeiro de 1995, Editora Abril, Suplemento "Tabelão 94", pág. 8
  4. a b http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2007/12/19/ult59u140464.jhtm
  5. a b http://torcedores.com/noticias/48728-juninho-paulista-melhor-jogador-brasileiro-a-jogar-inglaterra

Ligações externas[editar | editar código-fonte]